Helena
— Não entendia qual era o problema dele apenas que Arthur estava agindo como um louco me levando pelo braço para longe da sala do meu namorado imbecil e sogro insuportável!
Helena:– Tudo bem Arthur você tem dez segundos para me largar ou vamos ter que cair na porrada me entende!?
— Seu cabelo castanho e longo estava preso em um rabo de cavalo e assim podia ver suas feições nada amigáveis e o que poderia estar pertubando esse pertubado!?
Arthur:– Quero que me leve até onde sua irmã está sendo mantida.
— Me solto finalmente querendo arrancar seu coração com minhas garras porém algo nele estava mudado e não entendia bem como explicar aquilo apenas que parecia estar focado em seu objetivo.
Helena:– Isso não vai rolar Arthur!
Arthur:– E por que não!?
— Mesmo que estivesse com a idéia fixa de se vingar daqueles que fizeram mal para sua mulher ele tinha um bebê que precisava da sua proteção e ficar atrás de alguém que provavelmente iria ser sacrificado no deserto não era nada bom para sua sanidade e sim mesmo sabendo que Helen era foda em combate não queria acreditar que poderia voltar com vida.
Helena:– Sabe quantas vezes desejei vê-la e não consegui!?
Arthur:– Comigo vai ser diferente.
Helena:– Mesmo!?Por que?
Jung:– Porque dessa vez vou ajudá-lo.
Helena:– Droga!Quase que me matou de medo seu idiota!
Jung:– Vamos?
Helena:– Espera um pouco aí!
Jung:– O que foi agora?
Helena:– Por que está nos ajudando!?Além disso você está do lado do Alfa certo?
Jung:– Você se deita com ele várias vezes e nem por isso ganha julgamentos meus!
Helena:– Calado!
Arthur:– Vamos estamos perdendo tempo!
Jung:– Qual o problema dele?
Helena:– Parece que o idiota tem uma pequena queda pela maluca da minha irmã.
— Saímos dos corredores que pareciam terem olhos por toda parte e mesmo sabendo que serviam à um só líder Baltazar era imprevisível e como Athos mesmo me contou todo cuidado com aquele velho era pouco.
Helena:– Aonde está a Angelica?
— Jung estava com um paletó negro e com as mãos enfiadas nos bolsos parecendo despreucupado e até mesmo calmo com a situação em que estávamos já que se suspeitassem que estávamos indo ver minha irmã talvez fossemos acusados de traídores,agora mesmo parecendo absurdo o pedido de Arthur estava me sentindo culpada por não ter protegido Helen novamente.
Jung:– Cuidando de Natasha é serio a pirralha tem o gênio ruim do pai!
Helena:- Então quer dizer que vai se dar bem na Fortaleza.
- Nos olhamos por um breve momento até que entendo que sim aquilo era pura verdade,mesmo não conseguindo passar muito tempo com ela Natasha me lembrava bastante Helen especialmente seu espirito livre e rebelde de sentir e viver, tão certo quanto Arthur estar começando a amolecer quanto a minha irmã"Nat"se tornaria uma maravilhosa guerreira e governante assim como Athos.
Jung:- Você gosta dela não é?
Helena:- Pode parecer loucura só que essa garota me lembra alguém que amo.
Jung:– Outra desordeira!
Arthur:– Para onde agora!?
— Paramos no estacionamento que ficava no último andar e não tinha nada além de bastante escuridão e poucos carros.
Jung:– Me acompanhe.
— Ele nos guia até um pequeno elevador que ficava no canto e nos pede para entrar.
Helena:– Onde está tentando nos levar Jung?
Jung:– Até sua irmã não é isso que quer?
Helena:– Tudo bem Arthur?
— O cara tinha entrado primeiro que nos dois e olhava as paredes de metal como se a qualquer momento pudesse destruí-las e entramos em seguida.
Helena:– Tem certeza disso Arthur?
Arthur:– Sim por que?
— Enquanto Jung apertava o botão do elevador sinto que estive entrando em uma armadilha e por que mesmo concordei com essa maluquice de Arthur?
Helena:– Você não vai nos entregar para o pai de Athos não né?
— Ainda bem que estamos do mesmo lado porque nesse momento Jung me fuzila com seu olhar de uma maneira quase que fria demais e droga!
Jung:– Se achasse que isso era para pegar vocês de alguma forma...
— Fomos interrompidos por Arthur que estava com os olhos negros e suas garras tinham crescido.
Arthur:– Eu pessoalmente degolaria você!
— Não sei o que diabos está passando na cabeça desse idiota só que não estou muito a fim de brigar com essa dupla de imbecis dentro de um lugar tão pequeno como esse.
Helena:– Ei cambada de vagabundos!?
Jung:– Que!?
Arthur:– Que!?
— Me sinto mãe e uma velha desse casal de retardados e agora sou eu que estou ficando puta com tamanha ousadia de me fazerem sentir dessa maneira!
Jung:– Helena?
Helena:– Que é!?
Jung:– Fique calma por favor.
— Olho para minha imagem no espelho do elevador e minhas feições estavam mudando e agora era questão de minutos.
Helena:– Ah que ótimo!Valeu mesmo em!?
Arthur:– Não vamos conseguir chegar até sua irmã se você transformar aqui.
— Tento reunir todas as forças possíveis em meu ser para que o pior não aconteça e eu meio que indiretamente anuncie para todos o que estávamos fazendo.
Jung:– Isso boa garota.
— Finalmente abrimos o elevador e assim saímos e o lugar estava escuro e apenas um corredor nos esperava e teve a cartada final.
Arrhur:– Para onde ele foi?
— Jung tinha fechado o elevador e nos deixado trancados naquele lugar e provavelmente Baltazar tinha lhe dado ordens para fazer isso.
Helena:– O safado acabou de nos trair.
Arthur:- Droga!
Helena:- Vem vamos!
Arthur:- Para onde?
Helena:- Minha irmã deve estar no fim desse corredor.
- Mesmo já tendo caido não poderia voltar e apenas me esquecer dela e talvez assim pedir desculpas por nunca estar do seu lado.
Arhur:- Eu sei que acabei causando tudo então me desculpe.
Helena:- Não precisa falar nada Arthur só acho que essa sua vontade de conversar com minha irmã foi a maior surpresa do dia.
Arthur:- Tem razão.
- Mesmo tendo uma luz branca e fraca que iluminava não poderia explicar o que acontecia na cabeça desse cara.
Helena:- Saiba que só porque estou te levando até ela não vou deixar que tente matá-la...
— Antes que pudesse terminar o que estava dizendo escuto sua voz.
Arthur:– Escutei o que vocês conversavam.
Helena:– Claro que ouviu seu mexeriqueiro!
— Ele me dá uma piscadela e um meio sorriso em seguida porém não estava bravo com o que tinha lhe acusado e apenas queria conversar sobre a situação só que tínhamos chegado até as celas e eram no total de quatro e Helen está sentada no chão com os braços cruzados e dormindo pelo que parecia.
Helena:– Helen!?
— Aos poucos ela vai recobrando a consciência e até esfrega um pouco os olhos.
Helen:– Só posso estar tendo outro pesadelo porque estou vendo você.
— Arthur estava segurando as barras de prata tão forte que podia ver sua carne queimando como se estivesse sendo consumida por fogo.
Helena:– Larga daí idiota!
— Mesmo o empurrando sei que ainda pretende ficar rondando ela como se estivesse esperando alguma resposta.
Helen:– O que pensam que estão fazendo aqui!?
Helena:– Eu vim te soltar!
Baltazar:– Prendam eles.
— Aquela voz tão sinistra parecia gostar de causar transtorno e ódio e mesmo sabendo que Jung estava do seu lado com um jeito triunfante gostaria de poder atacá-lo e feri-lo de alguma maneira.
Athos:– Não.
— Droga!Nunca fiquei tão feliz por ver esse idiota porém ele estava lá do lado deles só que não contra mim.
Baltazar:– Com quem acha que está lidando filho?
Helen:– Com certeza não com um velhinho que gosta de se meter na vida alheia.
— Baltazar lhe olha com um tom de advertência quase que palpável então ela fica em silêncio outra vez e esse maldito prende o filho junto de mim na mesma cela e Arthur fica com Helen na outra.
Athos:– Você está bem?
— Sua mão está sobre minha bochecha e aquele toque é tão íntimo que me faz ficar vermelha quase que imediatamente.
Athos:– O que foi?
Helena:– Nada.
— A risada desdenhosa dele me faz querer arrancar seus mebros em parte apenas para vê-lo sofrer,maldito insensível!
Helena:– O que vai fazer com ela!?
— Ele tinha mandado tirar Helen da cela e esse jogo já estava me incomodando, era como se aos poucos estivesse montando um tabuleiro e nos fossemos os peões em suas mãos.
Arthur:– Não!
Baltazar:– Vejo que tem um admirador hum!?
Helen:– Deixe todos em paz!
Baltazar:– Certo.
Athos:– O que acha que vai acontecer quando entenderem o que está tentando fazer!?
Jung:– Não vão descobrir Athos.
— Não fazia idéia dessa traição dele porém imaginava que o Alfa que existia no país de Jung estivesse unindo forças com Baltazar.
Helena:– Tudo por poder Jung?
— Ele tinha ficado sério com um olhar distante como se buscasse explicações para se convencer do que estava fazendo.
Baltazar:– Deixe o garoto em paz Helena você nunca vai entender como foi dificil me afastar de todo meu império no começo de toda a dominação mundial.
Athos:‐ Você quer dizer depois que abandonou a todos?
Baltazar:– Sei que o que aconteceu com sua mãe foi dificil de aceitar filho só que decisões precisam ser tomadas,o mais forte tem que passar por malvado no fim das contas!
Athos:– Cínico!
Baltazar:– Bem já que quer tanto se juntar ao seu destino cruel vou fazer um favor para você rapaz!
— Baltazar manda levarem Arthur junto nos deixando trancados na cela.
Helena:– Jung!O que acha que a Angelica vai dizer quando descobrir o que estava planejando fazer!?
— Aquilo lhe faz parar na entrada e mesmo estando de costas consigo sentir todo o dilema que provavelmente está passando em sua cabeça.
Jung:– Não me importo com isso na verdade Helena nenhum de você é importante.
Athos:– Maldito!
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Criança Selvagem
WerewolfEm um futuro distopico controlado por lobisomens desde a última guerra poucos humanos sobraram e esses sobreviventes tem apenas duas opções ou se tornam escravos para o prazer ou são treinados para serem caçadores de traidores ou fugitivos,Helena é...
