VI. Velhos tempos

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Azula quase achou que ela não viria. Afinal, o convite não era muito tentador, considerando quem o havia enviado, e a mensagem parecia uma armadilha.

Olá. Aqui é a Azula. Antes de bloquear o número, quero que saiba que é sobre a Ty Lee. Me encontre na casa de chá do tio Iroh em meia hora.

Enquanto ela batia os dedos contra a mesa e cogitava se levantar para ir embora, a porta do estabelecimento se abriu. Uma garota alta e séria com roupas escuras e folgadas caminhou em sua direção e se sentou em sua frente sem dizer uma palavra.

— Finalmente — disse Azula com irritação.

— Eu estava cogitando não aparecer — respondeu Mai. — O que você quer e como conseguiu meu número?

Azula inspirou fundo.

— Preciso planejar um encontro especial com a Ty Lee e não sabia a quem perguntar. Você é a melhor amiga dela, aparentemente. Então...

Mai deu uma risada seca de escárnio que parecia deslocada em seu rosto monótono. Ela cruzou os braços e se reclinou na cadeira.

— Por que eu deveria te ajudar a manter sua relação com a Ty Lee?

— Pra deixar sua melhor amiga feliz, talvez? — Azula franziu as sobrancelhas e cerrou os punhos.

— Bom, acho que ela seria mais feliz se terminasse com você.

Talvez pedir conselhos a Mai realmente fosse um erro. Azula deveria apenas pulverizá-la com a força do olhar e decidir sozinha o que fazer, como sempre. Elas estavam em clima de guerra quando uma garota alegre as interrompeu, totalmente alheia à tensão.

— Boa tarde! O que gostariam de pedir?

Azula olhou para a etiqueta de identificação no uniforme da garota. Jin. Ela parecia uma cópia menos sofisticada de Ty Lee, o que ao mesmo tempo acalmava e irritava Azula profundamente. De repente, algo acendeu na mente de Azula ao fazer aquela conexão.

— Vem cá, Jin, certo? — Ela aguardou a confirmação da garota para prosseguir. — Qual a sua ideia de encontro ideal? Estamos tentando encerrar uma discussão aqui.

Mai lançou adagas pelo olhar em sua direção, mas Azula deu de ombros, abrindo um sorriso convencido. Jin colocou a caneta atrás da orelha e puxou uma cadeira com entusiasmo.

— Bom, são tantas opções. Se eu tivesse que escolher, seria ver as luzes da cidade, acender lanternas juntos, ou alto do tipo. É tão romântico estar no escuro com alguém e ter apenas uma luz fraca iluminando nós dois. Talvez uma música de fundo e-

— Tá bom, garota, sem se empolgar. — Azula sacudiu a mão para interrompê-la. — E presentes?

— Flores?

Azula revirou os olhos.

— Imagine que você vive cercada por flores. O tempo todo. Parece menos especial agora, né? Diz outra coisa.

— Pelúcias são fofas — Jin respondeu com um sorriso. — Ou... uma caixa de bombons.

— Nada de correntes de ouro ou brincos de diamante? — Azula perguntou, cética.

A Serpente em meu JardimHistórias para pegar e não largar. Descubra agora