Antes de nós

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"Na bruma leve das paixões que vêm de dentro,Tu vens chegando pra brincar no meu quintal

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"Na bruma leve das paixões que vêm de dentro,
Tu vens chegando pra brincar no meu quintal."

(Anunciação)

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Itália - 18 anos atrás

-Olá! Meu jovem! - a voz da mulher chama. -Pode me ajudar, por favor?

Alec não se vira para o chamado, concentrado demais na sua presa que continua alheia a quase morte enquanto conversa no telefone. O vampiro está em uma viela escura, sentiu o doce aroma do sangue e decidiu se alimentar. Está apenas encostado na parede tendo a escuridão como sua companheira enquanto espera sua presa terminar a ligação para poder atacar.

-É sério, garoto! -Novamente a mulher atrás dele. -Só me ajude aqui, por favor.

Alec revira os olhos e não olha para trás. A mulher havia surgido no minuto atrás saindo de uma porta dos fundos de uma grande casa de eventos.

Ele escuta os passos pesados e vagarosos da mulher atrás dele, algo no caminhar dela demostra que possui algum problema no andar. Alec não se importa, apenas cruza os braços ainda olhando sua presa poucos metros à frente dele conversando animadamente em uma chamada de vídeo.

-Tudo bem, não precisa me ajudar. -A mulher tagarela sozinha enquanto manca -Eu consigo andar sozinha.

Ela passa por Alec, os olhos deles a veem pela visão periférica e ele entende o ''problema'' no andar da mulher: Uma enorme barriga de grávida.

A mulher anda com uma mão na base da barriga inchada e a outra nas costas, os sapatos de um pequeno salto quadrado parecem desconfortáveis nos pés inchados dela. Ela respira com mais dificuldade pelos movimentos e uma listra de suor escorre de sua testa mesmo que o frio da Itália tome a noite. O coração dela bate mais acelerado pelo esforço. O vampiro, sem perceber, acaba virando os olhos protegidos pelos óculos escuros em sua direção, seguindo-a com o olhar.

Não porque algo na mulher em si lhe chamou a atenção ou porque sentiu pena de seu esforço.

Não.

Não foi isso.

Foi o outro coração. Aquele que bate dentro de seu ventre.

É um som vívido, pulsante e cheio de vida. Com um ritmo único que Alec teve sua atenção presa.

É estranho a sensação que surge no fundo do peito do vampiro. Quase como um suspiro de alívio. A sensação de finalmente ter achado algo que procurava.

A mãe é jovem, não deve ter mais que vinte e cinco. Tem cabelos escuros medianos e sua estatura é baixa. Ela segue falando baixo para si mesmo enquanto passa ao lado do vampiro em passos pesados:

RenunciadoOnde histórias criam vida. Descubra agora