Alec era apenas um jovem quando foi brutalmente acusado de bruxaria junto de sua irmã. Transformado em vampiro, ele logo percebe que nada importa além dele.
Carly era apenas uma alegre e inocente criança quando o destino tira de sua vida seus pais...
''E se você me pedir, papai irá comprar um passarinho para você. Eu vou te dar o mundo.''
(Mockingbird - Eminem)
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Carly dorme tranquilamente sobre os braços de Alec. Seu corpo acorda lentamente, como um pousar suave. Primeiro sente seus braços, depois pernas e finalmente abre os olhos.
Mesmo sendo noite, ela ver tudo claramente sobre a luz da lua que adentra no quarto que estão através do vidro. Por um segundo, pisca levemente confusa. Tudo parece estranhamente mais vívido: A sensação da respiração em seu peito é muito mais consciente, seu corpo sente mais forte o cobertor que lhe cobre, seus sentidos estão mais intensos... É como se agora tudo o que sente estivesse amplificado.
Carly ergue o rosto e olha para o namorado ao seu lado, com um sorriso.
-Alec? -Chama-o.
Mas ele não a olha, para falar a verdade, parece nem perceber que ela acordou. Mesmo que Carly se sente e o chame, o rapaz parece não ver seus movimentos e permanece lendo o livro em sua mão, seu braço permanece como se a garota ainda estivesse dormindo apoiada nele. O que não faz sentido pois Carly sentou-se.
-Alec? -Chama-o novamente.
Ela está confusa por ele aparentemente não a ver nem a ouvir. Ergue a mão para tocar em seu rosto.
-Querido, não consegue me ouvir porque...?
As palavras morrem em sua boca. Isso porque Carly chegou com a mão na face dele e o toque a surpreendeu. A pele dela sempre reagiu a de Alec, mas agora... Agora é muito mais intenso, vívido e real. Ela sente seu coração se acelerar e o peito ansiar mais dele.
Carly pisca novamente confusa, nunca foi tão intenso. É como se agora tudo o que sente estivesse mais forte e aparente.
Ela abre a boca para o chamar novamente. Porém uma batida na porta de vidro do quarto a assusta. Carly vira-se na cama na direção e ver o jardim iluminado com as lâmpadas amareladas e suaves, as flores balançam em leves movimentos no vento. Mas não é só isso. Em pé, com uma mão erguida na porta fechada, uma garotinha sorrir levemente para ela.
Carly sente algo estranho e maravilhoso se espalhar em si ao pousar os olhos na criança. Ela nunca a viu, entretanto algo profundo dentro de si a reconhece. Quase como se a criança fosse uma parte dela.
A garotinha faz um sinal com a mão chamando-a, os olhos dela parecem espertos e vívidos. Carly se ergue da cama e caminha até a porta, põe a mão sobre a fechadura e dar uma ultima olhada em Alec. Ele permanece lendo, alheio a ela e a criança. Ele não a ver.