Anitta 1/2

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Pov S/n Campello

*A primeira vez que vi Anitta pessoalmente foi em uma festa em São Paulo. E a primeira coisa que percebi foi que ela sabia que eu estava olhando.

Ela não precisou de mais do que um segundo para me notar. Com um sorriso de canto e um olhar afiado, segurou a taça de champanhe e caminhou direto na minha direção, como se já tivesse decidido que eu seria o alvo daquela noite.

-Você me encarou por pelo menos dez minutos.. -Ela disse, parando ao meu lado. -Ou eu tô muito interessante, ou você é tímida demais pra fazer o primeiro movimento.

Cruzei os braços, fingindo indiferença.

-E se for as duas coisas?

Ela riu, inclinando a cabeça.

-Hum... Gosto disso.

A música alta fazia a conversa ficar íntima, nossos corpos próximos por necessidade. Mas eu sabia que a aproximação dela era intencional. Anitta sabia jogar.

-E você? -Perguntei. -Sempre escolhe quem vai levar pra casa no início da festa?

Ela mordeu o lábio, divertida. -Você acha que eu te escolhi?

-Não?

-Acho que foi você que me escolheu primeiro.

E naquele momento, eu soube que estava ferrada.

*Horas depois*

**O elevador subiu devagar, aumentando a tensão entre nós. Desde que saímos da festa, Anitta mantinha aquele mesmo sorriso malicioso, como se já soubesse exatamente como a noite ia terminar.

Assim que a porta se fechou atrás de nós, ela me puxou pela cintura, colando nossos corpos.

-Você faz ideia de quantas pessoas queriam estar no seu lugar agora?

Deslizei os dedos pelo pescoço dela, aproveitando a sensação da pele quente sob minhas mãos.

-Você faz ideia de quantas vezes eu imaginei isso acontecendo?

Ela riu contra minha boca antes de me beijar. O beijo não era tímido, nem hesitante. Era firme, intenso, exatamente como eu imaginei que seria.

As mãos dela exploraram minhas costas, descendo até minha cintura, me puxando para mais perto. Eu sentia o gosto do champanhe nos lábios dela, misturado com um desejo que já não se escondia mais.

-Você gosta de provocações, né? -Ela sussurrou, os lábios roçando na minha mandíbula.

-Só quando valem a pena.

Ela apertou minha cintura, me guiando até o sofá.

-Então me mostra se vale.

E naquela noite, eu mostrei.

-Dia seguinte-

O sol entrava pelas cortinas abertas, e o cheiro de café se espalhava pelo ambiente. Virei na cama, encontrando Anitta sentada na varanda, com o celular na mão e um sorriso satisfeito nos lábios.

-Você já trabalha logo cedo? -Perguntei, minha voz rouca de sono.

Ela olhou para mim e riu.

-Alguém tem que sustentar esse país, né?

Me espreguicei, cobrindo o rosto com o lençol.

-E agora? Você vai me mandar embora?

Anitta se levantou, caminhando até mim, e puxou o lençol de leve.

𝕴𝖒𝖆𝖌𝖎𝖓𝖊𝖘 𝖌𝖎𝖗𝖑𝖘 ➀Onde histórias criam vida. Descubra agora