Pov Max Black
**Acordar nunca foi meu talento. Ainda mais depois de uma madrugada onde o único som que eu queria ouvir era a respiração dela no meu pescoço — e as risadas abafadas quando eu dizia coisas idiotas só pra vê-la sorrir no escuro.
A luz da janela invadia meu quarto, esquentando meu colchão barato. E ali, do meu lado, com o rosto meio virado pra mim, o cabelo bagunçado e a boca levemente aberta... tava ela.
S/n.
Minha confusão.
Minha paz.
Minha.
Deitei de lado, sem fazer barulho, só olhando. E pela primeira vez em muito tempo, minha mente — que sempre gritava, debochava e criticava tudo — ficou muda. Só silêncio. E o som da minha respiração acelerando.
Ela se mexeu um pouco, puxando o lençol pra cima, ainda dormindo. E, sem pensar, minha mão foi até ali. O ombro nu. O toque quente. O corpo que eu conheço com os olhos fechados agora.
"Como eu deixei isso acontecer?", pensei.
"Como eu deixei alguém entrar assim?"
Ela suspirou baixinho, como se tivesse ouvido meus pensamentos. E aí, claro, meu instinto idiota voltou.
-Se você roncar, eu te expulso.. -Murmurei baixinho, como se fosse uma ameaça.
Ela abriu um olho, sonolenta, e sorriu. Aquele sorriso. Aquele sorriso que é tipo café forte: me acorda e me derruba ao mesmo tempo.
-Bom dia pra você também, amor.. -Ela respondeu com a voz arrastada.
"Amor".
Ela me chamou de amor.
Fudeu.
-Só tô avisando. Meu quarto é uma ditadura silenciosa. -Tentei manter o tom sarcástico, mas até eu percebi que minha voz estava mais doce do que devia.
Ela se esticou na cama, os braços pra cima, o corpo inteiro exposto sob o lençol e aquele olhar de quem sabe exatamente o efeito que tem sobre mim.
-Tá me expulsando já? Depois de tudo que a gente fez na cozinha e aqui?
-Não. Tô tentando manter minha sanidade.
-Boa sorte com isso.. -Ela riu, puxando o travesseiro e jogando em mim.
E ali estava: o caos. A bagunça. O coração batendo tão alto que parecia querer fugir do meu peito.
Eu não sou boa com isso.
Com amor.
Com entrega.
Mas por ela?
Eu tento.
Me aproximei, puxei ela pra perto e deixei minha boca roçar na testa dela, com um beijo que foi mais sincero do que qualquer piada que eu já contei.
-Só quero que você saiba uma coisa.. -Murmurei. -Se alguém encostar em você hoje, eu bato. Não verbalmente. Fisicamente mesmo. Sem conversa.
Ela riu contra meu peito.
-Você é um bicho possessivo, Max Black.
-Não. Eu só protejo o que é meu.
Silêncio. Ela me olhou de baixo, aquele olhar que me desmonta.
-E eu sou sua?
Travei. O mundo parou. O coração quase saiu pela boca. E mesmo assim, consegui dizer:
-É. E se não for, azar o seu. Porque eu não largo.
Ela sorriu. Me beijou o queixo. E se encaixou de novo nos meus braços como se aquele fosse o lugar dela.
E era.
Ela era bagunça.
E eu era caos.
Mas juntos?
A gente finalmente fazia sentido.
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𝕴𝖒𝖆𝖌𝖎𝖓𝖊𝖘 𝖌𝖎𝖗𝖑𝖘 ➀
FanfictionComo o título já diz, aqui tem imagines só de garotas. Venham se iludir comigo. Já conferiu o meu outro livro da Luísa Sonza?? E o da Taylor Swift? Não!? Vai lá conferir, garanto que não vão se arrepender..
