Pov S/n Neto
*Esperei na recepção até o relógio bater quase 20h. Samanta saiu do estúdio com o cabelo preso de qualquer jeito, rindo de algo que um dos colegas disse antes de se despedirem. Quando me viu ali, encostada na parede com os dois cafés já frios na mão, sorriu daquele jeito que sempre parecia um abraço.
-Tá pronta? -Perguntou, se aproximando.
-Eu tô desde que te vi naquela mesa.
Ela riu e puxou minha mão, sem cerimônia, saindo comigo porta afora como se aquilo já fosse rotina. E, de certa forma.. estava se tornando.
Fomos andando em silêncio por algumas quadras, só ouvindo o barulho dos carros e os passos no calçadão. A cidade ainda pulsava, mas entre nós, tinha uma paz que eu nunca tinha sentido com ninguém.
-Tava pensando em pedir alguma coisa em casa.. -Ela disse, sem me soltar. -Mas também queria andar mais. E talvez... falar umas coisas.
-Coisas tipo?
-Coisas tipo "o que a gente tá fazendo".. -Ela soltou, sem virar o rosto. -Ou "por que eu sinto saudade mesmo te vendo todo fim de semana".
Meu peito apertou com aquilo.
-Eu pensei que você tava esperando o momento certo pra puxar esse assunto.
-Eu tava. E acho que chegou. Porque você me deixa leve.. e eu não quero mais fingir que é só amizade, que é só ficar.
Paramos em frente a uma padaria 24h. As luzes frias iluminavam o rosto dela, que agora me olhava com seriedade.
-Você tá me perguntando se eu quero isso com você? -Perguntei.
-Tô perguntando se a gente pode parar de fingir que não tá apaixonada.
Fiquei alguns segundos em silêncio, absorvendo tudo.
-Eu tô. Por você. Desde antes de tudo ficar claro. Desde antes daquela madrugada na casa do Felipe. Só.. não sabia se você tava.
-Eu tô. E se você quiser, a gente pode ir com calma. Mas sabendo que já tem algo aqui.
Samanta se aproximou e me beijou ali, na rua. De um jeito mais firme, mais decidido. Como se dissesse: "é isso". E era.
-Vamos pra minha casa? -Ela perguntou. -Hoje eu queria dormir contigo de novo. Mas agora.. sabendo que é de verdade.
Assenti. Peguei a mão dela de novo. E fomos.
Dessa vez não era só mais uma noite. Era a primeira de muitas com nome, com intenção, com sentimento.
E com ela.
**Assim que entramos no prédio dela, Samanta apertou o elevador com pressa, mas o tempo de espera parecia maior do que o normal. Ela segurava minha mão e ficava olhando pro painel como se quisesse que o tempo acelerasse. Eu sorri, achando aquilo fofo, mas não entendi de cara.
-Tá tudo bem? -Perguntei, brincando. -Você parece mais ansiosa do que quando foi pedir aquele dinheiro pro Felipe.
Ela riu, nervosa.
-Talvez eu esteja.
Subimos. O corredor estava silencioso, e ao abrir a porta do apartamento, a primeira coisa que senti foi o cheiro de vela. Um cheiro doce, de baunilha com canela. E as luzes estavam apagadas, mas um brilho amarelado vinha da sala.
Demorei dois segundos pra perceber.
No meio da sala, em cima de uma toalha estendida no chão com duas taças de vinho, velas acesas e brigadeiro enrolado (do jeitinho que eu amo), estava escrito com pequenas letras de madeira:
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𝕴𝖒𝖆𝖌𝖎𝖓𝖊𝖘 𝖌𝖎𝖗𝖑𝖘 ➀
FanficComo o título já diz, aqui tem imagines só de garotas. Venham se iludir comigo. Já conferiu o meu outro livro da Luísa Sonza?? E o da Taylor Swift? Não!? Vai lá conferir, garanto que não vão se arrepender..
