Tate McRae

535 46 7
                                        

Pov S/n Williams

*A primeira vez que vi Tate McRae pessoalmente foi numa leitura de roteiro. Sim, isso mesmo — ela ia atuar. Um projeto indie, ousado, e por algum motivo, os produtores acharam que seria genial colocar uma popstar e uma atriz no mesmo papel principal: duas garotas que se apaixonam em segredo durante uma turnê fictícia.

Irônico? Sim.

Perigoso? Também.

Principalmente porque, desde o momento em que ela entrou na sala com aquele cabelo preso num coque bagunçado, moletom largo e olhar intenso... eu soube que estava fodida.

-S/n, essa é Tate. Tate, S/n. -O diretor nos apresentou como se não tivesse uma tensão imediata no ar.

-Prazer.. -Ela disse, sorrindo. Voz rouca. Sotaque canadense. E olhos que me despiam em silêncio.

-O prazer é todo meu. -Respondi, mantendo a pose, mesmo sentindo meu coração dar um salto idiota

---------------------------------------------------

**As semanas seguintes foram ensaios, entrevistas e... química. Muita química.

Ela se aproximava sem pedir. Me olhava como quem quer. Brincava com meu cabelo nos bastidores. Tocava minha mão durante as falas. E sempre que a gente tinha que ensaiar as cenas mais íntimas. ela demorava milésimos de segundo a mais do que o necessário pra afastar o rosto.

Até que um dia, não afastou.

-------------------------------------------------------

*Estávamos num ensaio fechado. Cena de beijo. A tensão já vinha se acumulando fazia tempo. Eu estava com a camisa branca justa do figurino. Ela, de regata preta e cabelo solto. As falas acabaram. E o silêncio entre nós foi mais alto que qualquer fala de roteiro.

-Quer ensaiar a parte do beijo? -Ela perguntou, encarando minha boca.

-Acho que sim.

-Você tá nervosa?

-Só um pouco.

Ela sorriu. -Então deixa que eu cuido disso..

E me beijou.

Lento. Firme. Profundo.

A mão dela subiu até minha nuca, puxando meu cabelo com leveza. O corpo encostou no meu, e o que deveria ser uma simulação virou pura verdade.

Ela gemeu baixo contra minha boca. Eu perdi o fôlego. Quando o beijo terminou, ficamos tão próximas que eu sentia o hálito dela contra meus lábios.

-Isso... não tava no roteiro.. -Murmurei.

-Mas tava em mim desde o primeiro dia.

Silêncio.

Desejo.

Choque.

-Se a gente continuar, não tem volta, Tate.

-Então não para.

E não parei.

Beijei ela de novo. E de novo. E de novo. Encostei ela na parede do camarim, minhas mãos explorando sua cintura, suas costas, o som da nossa respiração misturado com o zunido do ar-condicionado.

Ela passou os braços ao redor do meu pescoço e sussurrou no meu ouvido:

-Me diz que eu não tô sozinha nessa loucura.

-Você não tá. Mas se isso vazar.. ferrou.

-Então vamos manter em segredo. -Ela beijou meu pescoço. -E quebrar todas as regras quando as câmeras não estiverem rodando.

𝕴𝖒𝖆𝖌𝖎𝖓𝖊𝖘 𝖌𝖎𝖗𝖑𝖘 ➀Onde histórias criam vida. Descubra agora