Pov S/n Gerloff (Irmã da Nadine)
*O estúdio tinha aquela energia vibrante de gravação: gente indo e vindo, instrumentos sendo testados, vozes se misturando enquanto cada detalhe da produção era ajustado. Eu estava com minha guitarra no colo, dedilhando alguns acordes enquanto Ebony discutia algo com o produtor.
E então, ela entrou.
Carol Biazin.
Mesmo depois de meses sem vê-la pessoalmente, foi como se nenhum tempo tivesse passado. Ela parecia a mesma—cabelos ruivos jogados de um lado, o jeito descontraído, a expressão sempre atenta. Mas bastou um olhar na minha direção para eu saber que ela sentia o impacto desse reencontro tanto quanto eu.
Ela sorriu, e eu retribuí, sentindo aquele friozinho no estômago que nunca tinha realmente desaparecido.
-Achei que ia ser só uma participação especial na música, mas parece que ganhei um reencontro especial também. -Ela brincou, se aproximando.
-Surpresa. -Respondi, fingindo desinteresse, mas falhando miseravelmente.
Carol se jogou no sofá ao meu lado, pegando um violão que estava por perto e dedilhando uma melodia familiar.
-Ainda lembra quando a gente ficava tocando até de madrugada, discutindo qual versão de ligações de alma era a melhor?
-Claro. -Soltei uma risada. -Eu sempre ganhava a discussão.
Ela arqueou uma sobrancelha, fingindo indignação. -Isso é mentira! Eu só deixava você achar que tinha vencido.
Antes que eu pudesse rebater, Ebony se juntou a nós.
-Se vocês duas terminarem a sessão nostalgia, podemos focar na gravação?
Carol piscou para mim antes de se levantar, e eu precisei de um segundo para recompor minha expressão.
A gravação seguiu intensa, cheia de energia. Entre takes, Carol e eu trocávamos olhares, pequenas provocações, piadas internas que só nós duas entendíamos. O pessoal da equipe percebeu, e não demorou para começarem os comentários.
-Parece que o ship não morreu, hein? -Ebony brincou, enquanto testava um novo verso.
-Nunca morreu, na real. -Alguém da produção completou, rindo.
Carol e eu trocamos um olhar cúmplice. Já tínhamos ouvido aquilo tantas vezes antes que nem fazia sentido negar. A verdade era que, mesmo sendo opostos em aparência—ela, ruiva e com um ar meio indie; eu, morena e com vibe meio paty, mas com o mesmo amor pela música—tínhamos personalidades muito parecidas. E, talvez por isso, sempre nos completamos.
Quando a gravação terminou e a galera começou a dispersar, Carol se aproximou de novo.
-Quer dar uma volta antes de ir pra casa?
Havia algo no jeito que ela perguntou—não era só um convite casual. Era um "vamos conversar?", um "a gente precisa falar sobre isso, né?".
Assenti, pegando minha jaqueta.
-Achei que nunca ia perguntar.
Carol sorriu, e então, sem dizer mais nada, entrelaçou os dedos nos meus, puxando-me para fora do estúdio.
Talvez o ship nunca tivesse morrido porque, no fundo, ele nunca foi só um ship.
**Saímos do estúdio sem trocar muitas palavras. O silêncio entre nós não era desconfortável, mas carregava aquela tensão não resolvida de quem sabe que uma conversa importante está por vir. Carol segurava minha mão de um jeito despreocupado, como se fosse algo natural, como se os meses sem nos ver não tivessem mudado nada.
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𝕴𝖒𝖆𝖌𝖎𝖓𝖊𝖘 𝖌𝖎𝖗𝖑𝖘 ➀
FanfictionComo o título já diz, aqui tem imagines só de garotas. Venham se iludir comigo. Já conferiu o meu outro livro da Luísa Sonza?? E o da Taylor Swift? Não!? Vai lá conferir, garanto que não vão se arrepender..
