Pov Narradora
*O céu estava tingido de tons dourados e rosados quando você chegou à casa à beira-mar. A brisa do fim da tarde soprava suave, e o som das ondas quebrando era quase hipnótico. Ela estava lá, Lana, sentada nos degraus da varanda de madeira, com um vestido vintage de renda branca e uma taça de vinho tinto nas mãos.
-Demorou.. -Ela disse com aquele sorriso misterioso que sempre deixava seu coração batendo fora do ritmo.
-Trânsito. -Você respondeu, sorrindo também, como se fosse impossível não sorrir ao lado dela.
Ela te puxou pela mão e te fez sentar ao seu lado, encostando a cabeça no seu ombro. O sol desaparecia lentamente no horizonte, e os últimos raios pareciam dançar nos fios dourados do cabelo dela.
-Você já ouviu a expressão 'summer sadness'? -Ela sussurrou.
Você assentiu.
-Eu não sinto mais isso desde que te conheci.. -Ela continuou, a voz baixa como uma canção só para você. -Com você, até os dias nublados parecem ter sol escondido atrás das nuvens.
Vocês ficaram em silêncio por um tempo, só ouvindo o mar e o bater compassado dos próprios corações. Depois, ela te levou para dentro — a casa tinha cheiro de lavanda e vinho doce. Um vinil girava suavemente, tocando uma melodia antiga, e ela te puxou para dançar, os pés descalços deslizando pelo chão de madeira gasta.
-Fica essa noite.. -Ela disse no seu ouvido. -Ou melhor... fica pra sempre.
E naquele momento, com Lana Del Rey te abraçando como se você fosse parte da letra de uma de suas músicas, você soube: alguns amores não são apenas vividos. São eternizados — como poesia sussurrada ao pôr do sol.
---------------------------------
**A noite caiu como um véu de veludo escuro, pontilhado de estrelas silenciosas. A casa à beira-mar se transformou em um refúgio fora do tempo. Você e Lana estavam deitados no sofá antigo da sala, cercados por velas acesas que tremeluziam como se também ouvissem a música baixa que vinha do toca-discos.
Ela se virou para você, os olhos melancólicos, quase perdidos. -Você acredita em vidas passadas, S/n?
Você hesitou por um segundo. -Talvez.
Ela sorriu, mas havia uma sombra por trás daquele sorriso. -Às vezes eu acho que já te amei em outra vida. Talvez na década de 60. Talvez em Paris. Talvez morrendo de amor na beira de um palco qualquer.
Ela se levantou devagar, como uma personagem saindo de um filme antigo. Foi até a penteadeira no canto da sala, acendeu um incenso e começou a cantarolar "Ride" baixinho, enquanto passava batom vermelho num espelho com moldura dourada.
-Eu sou feita de caos bonito, você sabe, né? -Ela virou de volta pra você. -Não sou dessas que você consegue manter presa. Mas com você... é diferente. Eu não quero fugir.
Você se aproximou, com medo de dizer a coisa errada, com medo de quebrar a magia do momento. Mas Lana sorriu e segurou seu rosto com as duas mãos, com a delicadeza de quem segura algo sagrado.
-Se eu desaparecer um dia, quero que me prometa que vai se lembrar de mim exatamente assim.. -Ela sussurrou. -Com vinho nos lábios, sal na pele e amor demais no coração.
Vocês se beijaram como quem se reconhece em outro tempo. Como se o mundo todo estivesse quieto lá fora, assistindo.
Naquela noite, vocês dormiram no sofá, embalados por Sinatra, pelas ondas, e pelos próprios sonhos.
Lana sussurrou antes de adormecer:
-Se o amor for uma tragédia... então que sejamos o final mais bonito que o mundo já viu.
---------------------------------------------------------------------------------
567 Palavras!
VOCÊ ESTÁ LENDO
𝕴𝖒𝖆𝖌𝖎𝖓𝖊𝖘 𝖌𝖎𝖗𝖑𝖘 ➀
FanfictionComo o título já diz, aqui tem imagines só de garotas. Venham se iludir comigo. Já conferiu o meu outro livro da Luísa Sonza?? E o da Taylor Swift? Não!? Vai lá conferir, garanto que não vão se arrepender..
