Katherine Pierce

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Pov Narradora

*Era fim de tarde em Mystic Falls, e a mansão dos Forbes estava vazia. Caroline tinha saído com Bonnie, e S/n aproveitava o raro silêncio. Desde que tinha se tornado vampira — por causa de um ataque que quase a matou meses atrás — tudo em sua vida mudou. Mas ela escondia isso da mãe, da escola e até de alguns amigos da Caroline. Apenas as pessoas certas sabiam. Ou ela achava que sabiam.

Até que naquela tarde, sozinha na cozinha, sentiu uma presença estranha, uma energia antiga.

-Você corta o cabelo igual à sua irmã... mas tem muito mais fogo nos olhos. -Disse uma voz atrás de S/n.

Ela virou de forma instintiva, já com as veias dos olhos saltando, dentes à mostra, mas parou ao ver quem era.

-Katherine.. -Sussurrou, surpresa.

-Esperava alguém mais... original? -Ela riu, apoiando-se na bancada da cozinha como se fosse dona da casa.

S/n não respondeu de imediato. Katherine Pierce em sua casa era um grande problema. Ou uma grande oportunidade. Dependeria do rumo que aquilo tomaria.

-O que você quer? -Ela perguntou, ainda em posição de defesa.

-Saber por que uma irmã da Caroline Forbes anda escondendo tão bem que virou vampira... e como conseguiu controlar a sede de sangue tão rápido. -Katherine inclinou a cabeça, analisando cada gesto de S/n. -Alguém andou te treinando?

-Talvez. Talvez eu seja só melhor que você imagina.. -Rebateu.

Katherine sorriu. Aquele tipo de resposta atiçava seu interesse.

-Gosto de garotas difíceis. -Disse, dando um passo à frente.

S/n não recuou. Seus olhos se fixaram nos de Katherine, que estavam perigosamente próximos agora. Perto o bastante para sentir o perfume dela — doce, antigo, quase hipnótico.

-E você gosta de brincar com fogo.. -Sussurrou S/n.

-Eu sou o fogo, sweetheart.

Katherine a encarou por mais um segundo e então, de forma totalmente inesperada, segurou S/n pela cintura e a empurrou contra a parede da cozinha com velocidade vampírica. S/n não resistiu — pelo contrário, sorriu de canto.

-Você sempre ataca assim? -Provocou, os rostos tão próximos que os narizes quase se tocavam.

-Só quando quero ver o quanto a outra consegue resistir.

-E se eu não quiser resistir?

Katherine riu baixinho, o olhar felino agora mais quente.

-Aí talvez eu fique... um pouco mais.

S/n virou o jogo, agarrando Katherine pelo pescoço e a pressionando contra a outra parede, fazendo-a arfar de surpresa.

-Eu não sou sua próxima vítima, Petrova.

-E quem disse que eu gosto de vítimas?

Elas se encaram por segundos intensos. O mundo fora da casa parecia longe. Era apenas elas, o cheiro de sangue no ar, o poder nas mãos, e a tensão que beirava algo perigoso e irresistível.

Os lábios finalmente se tocaram — urgente, selvagem, como duas forças colidindo. Era mais do que desejo. Era provocação, dominação, pura adrenalina.

E quando Katherine puxou S/n pela cintura com força, murmurando contra sua boca 

-Isso vai ser divertido.. -Ela soube: estava entrando num jogo perigoso com alguém que não sabia perder.

𝕴𝖒𝖆𝖌𝖎𝖓𝖊𝖘 𝖌𝖎𝖗𝖑𝖘 ➀Onde histórias criam vida. Descubra agora