Pov S/n Gonçalves Oliveira
*Eu nunca imaginei que ver minhas duas mães brigando seria tão doloroso.
Estava em casa, tentando estudar para uma prova importante, quando ouvi os gritos delas vindo da sala. Não era algo incomum, mas hoje foi diferente. A tensão no ar era pesada, algo que eu nunca tinha presenciado antes.
A briga começou quando eu voltei da escola. Tive um desentendimento com a professora de matemática, e ao chegar em casa, levei um sermão de ambas. Mas a conversa logo tomou outro rumo, quando a questão das minhas notas veio à tona, e a divergência entre elas ficou visível.
Minha mãe Ludmilla, com seu jeito de ser forte e decidida, queria que eu focasse mais nos estudos, me cobrando, enquanto Brunna, mais suave e compreensiva, preferia entender minhas dificuldades e apoiar o processo.
Foi aí que tudo desmoronou.
**Na Sala
-Eu só estou tentando que a S/n tenha um futuro! -Ludmilla gritou, seu tom alto cortando o ar.
-E acha que pressioná-la vai ajudar? -Brunna retrucou, com a voz firme, mas com uma leve tremor de preocupação. -Você está tirando o prazer dela, Lud!
Eu fiquei parada na porta, congelada, sem saber o que fazer. Nunca as vi tão distantes.
-Eu sei o que estou fazendo, Brunna. Não é porque você tem um coração mole que a S/n vai crescer sem responsabilidades! Ela precisa aprender a ser disciplinada, a se esforçar.
-E eu sei que ela precisa disso, mas não da maneira que você está fazendo! -Brunna respondeu, frustrada. -Nós precisamos ser um time, Lud, não ser opostas. Ela está se sentindo pressionada, não é só sobre a matemática, é sobre tudo isso.
Eu vi a raiva nos olhos de minha mãe. A minha mãe Ludmilla, com seu temperamento forte, ficou ainda mais irritada.
-Um time? Ela não vai crescer num "time" de desculpas, Brunna. Você tem que entender que a vida não é fácil!
As palavras dela cortaram como facas. Brunna se calou, os olhos cheios de frustração e tristeza, enquanto eu me sentia perdida. Eu só queria que eles se entendessem.
Quando Ludmilla me viu ali, na porta, seu olhar mudou para algo entre culpa e exasperação.
-S/n... Eu... você precisa entender que eu estou fazendo isso por você.
Mas eu não conseguia mais ouvir. A dor de vê-las brigando era mais forte que qualquer explicação.
**Eu corri para o meu quarto, deixando as lágrimas caírem. Tudo o que eu queria era que as duas estivessem do meu lado, mas parecia que minha vida estava no meio de uma guerra que eu não queria lutar.
E então, a porta do meu quarto se abriu lentamente. Minha mãe Brunna entrou, com um olhar mais suave. Ela se sentou na beira da cama e pegou minha mão.
-S/n, meu amor...
Eu não disse nada. Só olhei para o lado, tentando controlar os soluços.
-Eu sei que as coisas não estão fáceis agora, mas... você é importante para mim. E você sabe que eu amo você com todo o meu coração.
Suspirei, finalmente olhando para ela.
-Eu só não quero que vocês briguem. Não consigo entender por que isso está acontecendo.
Ela sorriu, mas era uma expressão triste.
-Eu sei, princesa. Eu também não quero brigar com a Lud. Ela só... se preocupa muito com você, mas às vezes ela pode ser muito rígida.
Eu balancei a cabeça, frustrada.
-E você, mãe? Você também não me cobra? Às vezes me sinto como se não fosse boa o suficiente para vocês duas.
Ela se aproximou, me abraçando suavemente.
-S/n, você é mais do que suficiente para nós. Eu sei que a Lud tem uma maneira única de mostrar que se importa, mas ela também te ama, e eu te amo. É só que às vezes, quando estamos tão perto de quem amamos, nos esquecemos de como as coisas podem ser difíceis para você.
Eu apenas me agarrei a ela, sentindo um alívio no coração, mas a dor ainda estava lá. O peso da situação não desaparecia.
**Na manhã seguinte, as coisas estavam mais calmas. Eu sabia que a conversa ainda precisava acontecer, mas eu não queria ser a causadora da discórdia, então fiquei quieta. Foi então que, durante o café da manhã, as duas finalmente se sentaram juntas.
Ludmilla parecia diferente, mais tranquila, e Brunna estava ao seu lado, com um sorriso suave no rosto.
-S/n... -Minha mãe Lud começou, com a voz mais baixa do que o normal. -Eu quero pedir desculpas. Eu não queria te pressionar tanto. Às vezes, me pego querendo que você seja o melhor, e acabo esquecendo de como te apoio da maneira certa. (N/A: Se nossas mães/pais soubessem o quanto isso aqui é importante, acho que metade dos desentendimentos entre pais e filhos se dissipariam.)
Brunna olhou para mim, dando um sorriso de encorajamento.
-E eu também. Sei que às vezes minha abordagem é mais... relaxada, mas não é menos importante. Eu só quero que você saiba que estamos juntas nisso, de um jeito ou de outro.
Eu olhei para elas, meu coração se aquecendo. As duas estavam finalmente entendendo. Eu não precisava escolher entre uma ou outra, eu queria ambas, com seus jeitos diferentes de cuidar de mim.
-Eu também amo vocês, mães. -Eu disse, com um sorriso, enquanto as duas me envolviam em um abraço apertado.
E naquele momento, soube que, por mais que houvesse desentendimentos, nada poderia quebrar o amor que existia entre nós.
--------------------------------------------------------------------------------
872 palavrass!!
Eu amei esse!!
Pedido da: @biahhzax
VOCÊ ESTÁ LENDO
𝕴𝖒𝖆𝖌𝖎𝖓𝖊𝖘 𝖌𝖎𝖗𝖑𝖘 ➀
FanfictionComo o título já diz, aqui tem imagines só de garotas. Venham se iludir comigo. Já conferiu o meu outro livro da Luísa Sonza?? E o da Taylor Swift? Não!? Vai lá conferir, garanto que não vão se arrepender..
