Pansy Parkinson 1/2

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Pov Narradora

*A ala da Sonserina estava em silêncio naquela noite, abafada pelo som do lago escuro do lado de fora. S/n Malfoy passou pelos corredores em direção à sala comum, os saltos baixos das botas ecoando pelo chão de pedra fria. O cabelo solto — castanho escuro com mechas loiras oxigenadas — balançava conforme o andar firme e seguro. Era impossível passar despercebida, e ela sabia disso.

-Sempre fazendo cena, né? -A voz veio do sofá em frente à lareira.

Pansy Parkinson a observava com um meio sorriso torto, as pernas cruzadas, o olhar de provocação tão típico que já era parte da identidade dela.

S/n nem se incomodou em responder de imediato. Parou atrás da poltrona da outra, apoiando-se no encosto, perto demais.

-Sempre te incomoda, não é?

-O quê?

-O fato de eu existir.

Pansy soltou uma risadinha nasal. Levantou-se com um movimento rápido, agora as duas ficando frente a frente, olhos nivelados. A tensão era quase física. As palavras podiam até tentar esconder, mas o olhar... o olhar dizia outra coisa.

-Você vive tentando roubar meu lugar.. -Pansy sussurrou. -Como se não bastasse ser uma Malfoy, ainda precisa se destacar?

S/n inclinou a cabeça levemente, fingindo inocência.

-Eu não roubo o que não é digno de ser mantido.

Pansy a empurrou de leve. Não com raiva. Com frustração. Com algo que queimava por dentro e ela não sabia nomear.

S/n não recuou. Ao contrário, se aproximou. E, de repente, estavam tão próximas que a respiração de uma batia na boca da outra.

-Você me odeia tanto assim? -S/n provocou, voz baixa.

-Odeio o quanto você me atrai.

Foi tudo o que precisou.

O beijo veio rápido, urgente, como se elas precisassem provar que aquilo era errado, mas inevitável. A boca de Pansy era quente, amarga como o ressentimento que sentia há anos, e doce como o desejo escondido nas entrelinhas. S/n puxou a garota pela gola do uniforme, empurrando-a de volta contra a parede fria da sala comum.

Beijaram-se com raiva, com história, com raiva da história. Com vontade de acabar e ao mesmo tempo nunca terminar.

Quando se separaram, ofegantes, Pansy prendeu o olhar nela.

-Isso não muda nada.

-Não.. Só muda tudo. -S/n respondeu, com um sorriso satisfeito e perigoso, o mesmo que Draco costumava usar quando vencia algo.

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Pov S/n Malfoy

**A porta do meu quarto se fechou atrás dela com um clique suave.

Não falei nada. Só a encarei ali parada, ainda com os lábios um pouco inchados, o cabelo um caos bonito e a expressão... confusa. Como se nem ela soubesse o que estava fazendo ali. Mas Pansy Parkinson nunca fazia nada sem saber exatamente o efeito.

-Pode ficar.. -Murmurei, sentando na ponta da cama, puxando a coberta de cetim verde escuro que minha mãe mandara do mundo trouxa, dizendo que era "chique, moderno e discreto".

Ela hesitou por dois segundos. Pansy odiava parecer vulnerável. Odiava mais ainda quando era comigo. Mas mesmo assim, tirou o suéter do uniforme, depois os sapatos, e veio se deitar ao meu lado sem uma palavra.

𝕴𝖒𝖆𝖌𝖎𝖓𝖊𝖘 𝖌𝖎𝖗𝖑𝖘 ➀Histórias para pegar e não largar. Descubra agora