Mel Firetti 1/2

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Não é pedido, mas eu fiz p uma pessoa específica..

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Pov S/n Lima

*Era impossível ignorar a Mel Firetti.

Desde que nos conhecemos, ela tinha essa presença magnética que fazia qualquer um ficar sem jeito ao seu redor. E, para o meu azar — ou sorte, dependendo do ponto de vista —, ela sabia que eu gostava dela.

O problema? Em vez de ter uma conversa normal sobre isso, Mel resolveu se divertir às minhas custas.

Tudo começou quando nos encontramos naquela festa. O lugar estava lotado, música alta, luzes coloridas cortando o ambiente. Eu estava encostada no balcão do bar, segurando meu drink, quando senti uma presença familiar se aproximando.

-Tá me evitando, S/n? -A voz dela soou perto do meu ouvido, fazendo um arrepio subir pela minha espinha.

Respirei fundo antes de me virar para encará-la. Mel estava ali, com aquele sorriso de canto, o olhar carregado de uma provocação que eu conhecia bem demais.

-Você que tá falando comigo como se não tivesse sumido por dias. -Retruquei, levando o copo até os lábios para disfarçar o impacto da proximidade dela.

Ela riu baixo, apoiando um dos braços no balcão, me encurralando sutilmente.

-Fiquei ocupada. Mas achei que você fosse sentir minha falta.

Revirei os olhos, tentando não demonstrar o quanto aquelas palavras mexiam comigo.

-Nem todo mundo gira ao seu redor, Firetti.

-Mas você gira. -Ela rebateu no mesmo instante, inclinando um pouco a cabeça para me analisar melhor.

Segurei o copo com mais força. Eu sabia exatamente o jogo que ela estava jogando, e não ia cair tão fácil.

-Tá muito convencida.

Mel deu um meio sorriso, os olhos brilhando de divertimento.

-Só tô constatando fatos. -Ela se inclinou mais um pouco, e meu coração deu um salto quando senti a ponta do nariz dela roçar de leve na minha bochecha. -Você acha que eu não percebo? O jeito que me olha?

Engoli em seco, sentindo o calor subir pelo meu rosto. -Para de graça, Mel.

-Quem disse que eu tô brincando? -A voz dela saiu baixa, quase um sussurro.

Respirei fundo, tentando recuperar o controle da situação.

-Você devia parar de provocar e dizer logo o que quer.

Ela se afastou minimamente, os olhos fixos nos meus.

-E se eu quiser ver até onde você aguenta antes de ceder?

Maldita Firetti.

Soltei um riso curto, cruzando os braços.

-Se o seu plano é me fazer implorar, vai esperar sentada.

-Duvido.

Antes que eu pudesse responder, senti os dedos dela deslizando pelo meu braço, um toque leve, quase inocente, mas que fez meu corpo inteiro reagir.

-Você gosta de mim, S/n. -Mel murmurou, a voz carregada de confiança.

Meu coração disparou. Não era um segredo. Eu sabia, ela sabia, qualquer um que olhasse por tempo suficiente também saberia. Mas ouvi-la dizer aquilo em voz alta, daquele jeito? Perigoso.

-E se eu gostar? -Retribuí, estreitando os olhos.

Mel sorriu, e meu estômago deu um nó.

-Então por que a gente ainda tá aqui perdendo tempo?

Ela estava tão perto que eu podia sentir seu perfume, o hálito fresco misturado com um leve cheiro de tequila. Era tentador, perigoso.

-Você quer jogar, Firetti? -Inclinei-me, invertendo os papéis por um segundo. -Eu também sei jogar.

E antes que ela pudesse reagir, me afastei, deixando-a ali, pela primeira vez sem resposta.

Mas eu sabia que aquilo estava longe de acabar.

**Caminhei pelo salão da festa tentando ignorar a sensação de que Mel ainda me observava. Meu coração estava acelerado, não pela música alta ou pela quantidade de gente ao meu redor, mas porque eu sabia que ela não ia deixar por isso mesmo.

E eu não queria que deixasse.

Peguei um drink novo no bar e fui para um canto mais tranquilo, perto de um sofá de couro. Antes que eu pudesse sequer processar a situação, senti alguém se aproximar.

-Foge não, S/n.. -A voz dela soou atrás de mim, carregada de diversão.

Revirei os olhos antes de virar o rosto para encará-la.

-Não tô fugindo.

Mel riu baixo, cruzando os braços enquanto me analisava. -Então por que saiu de perto de mim tão rápido?

Dei um gole no drink, sustentando o olhar dela.

-Não sabia que você precisava de mim por perto o tempo todo.

-Talvez eu precise. -Ela respondeu sem hesitação, e meu coração pulou. Pisquei, surpresa pela sinceridade repentina.

-Agora você resolveu parar de jogar?

Ela inclinou a cabeça, o olhar intenso demais.

-Quem disse que eu parei?

Suspirei, balançando a cabeça.

-Mel...

-Você quer conversar? Vamos conversar. -Ela interrompeu, dando um passo mais perto. -Eu gosto de você, S/n. Mas gosto mais ainda de te ver arrepiando só com a minha presença.

Mordi o lábio, desviando o olhar por um segundo.

-Você é insuportável.

-E você adora.

Ela se aproximou mais, a pouca distância entre nós se tornando quase inexistente. Meu corpo inteiro estava alerta, como se cada célula soubesse que aquilo estava prestes a fugir do controle.

-Você vai me beijar ou continuar fingindo que não quer? -Ela sussurrou, os olhos presos nos meus lábios.

Minha respiração falhou por um segundo. O calor da presença dela, o cheiro, o jeito que a música parecia ter sumido ao fundo...

Mel levou uma das mãos ao meu rosto, os dedos deslizando pelo meu maxilar com uma leveza quase cruel.

-Se eu te beijar... -Murmurei, minha voz saindo baixa. -A gente não volta atrás.

O sorriso dela cresceu.

-Ótimo.

Foi o suficiente.

Me inclinei para frente e encontrei os lábios dela com os meus. O beijo foi lento no começo, como se cada uma quisesse memorizar a sensação. Mas logo Mel aprofundou o contato, e eu senti meu corpo inteiro responder ao toque dela.

Minhas mãos foram para sua nuca, puxando-a para mais perto. Ela sorriu contra os meus lábios antes de me pressionar contra a parede ao lado do sofá, sem nem disfarçar o quanto estava se divertindo com aquilo.

Quando nos afastamos, ambas ofegantes, ela mordeu o lábio, os olhos brilhando.

-Sabia que você ia ceder.

Sorri, ainda recuperando o fôlego.

-Você fala demais.

-E você gosta.

Revirei os olhos, mas não neguei. Porque, no fundo, eu sabia que era verdade.

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953 palavras

aiai a autora tá iludida, gente...

𝕴𝖒𝖆𝖌𝖎𝖓𝖊𝖘 𝖌𝖎𝖗𝖑𝖘 ➀Onde histórias criam vida. Descubra agora