Pov S/n Neto
*Ser irmã do Felipe e do Luccas Neto tinha suas vantagens. Mas também vinha com o "bônus" de sempre estarem de olho em mim. Mesmo agora, depois de adulta, qualquer passo que eu dava na Play9 ou nas gravações do canal era automaticamente acompanhado de mil olhos curiosos — principalmente se envolvia alguém da equipe.
E era exatamente por isso que eu e a Marcella estávamos sendo discretas.
A gente se conheceu melhor nos bastidores de uma gravação. Eu fazia uma participação especial em um dos vídeos do canal, e ela estava cuidando da produção. Toda vez que ela gritava "luz, câmera, ação!", eu perdia um pouco do foco. A Marcella tinha aquele jeito prático, acelerado, mas quando me olhava.. era como se o tempo parasse.
-Você não decora as falas de propósito, né? -Ela me disse um dia, entre risos, quando eu errei pela terceira vez uma fala simples.
-Talvez eu esteja distraída. Mas a culpa não é minha se alguém fica passando na minha frente o tempo todo com essa blusa preta apertadinha.. -Provoquei, sem nem pensar.
Ela riu, mas ficou visivelmente corada. E a partir dali, foi impossível negar o que já tava crescendo entre a gente.
Foram semanas trocando mensagens no fim do dia, almoços rápidos longe do pessoal, pequenos toques quando ninguém tava olhando. Nada assumido. Nada explícito. Mas tudo muito real.
Até o dia em que ela apareceu lá em casa com um pretexto qualquer — "esqueci o carregador no estúdio, posso passar aí pra pegar?"
Felipe estava no cinema jogando minecraft. Luccas não estava. Eu inventei que ia subir pra arrumar umas caixas no quarto. E claro que ela foi junto.
-Isso aqui é loucura.. -Ela murmurou, rindo, quando fechei a porta do quarto.
-Talvez. Mas é minha parte favorita do dia. -Respondi.
Ela se aproximou devagar, como se ainda duvidasse que podia. E quando encostou a testa na minha, sussurrou:
-Tô começando a gostar muito disso aqui.
-Isso aqui... ou de mim?
Ela sorriu. -Os dois.
Nos beijamos ali, com o som do jogo vindo lá de baixo, com o risco de alguém subir a qualquer momento. E, mesmo assim, foi o momento mais certo que eu já tinha vivido.
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**Depois daquele dia no meu quarto, eu e a Marcella passamos a nos olhar de um jeito diferente até quando tinha vinte pessoas por perto. Era tipo uma linguagem secreta. Um sorriso mais longo, um toque de ombro fingindo ser distraído. Um carinho contido.
Na Play9, a gente disfarçava bem. Ou achava que disfarçava.
Numa terça-feira qualquer, depois de um dia inteiro de gravações, decidi passar no estúdio só pra levar um lanche pra Marcella. Ela estava organizando as câmeras de um vídeo que tinham gravado e provavelmente nem tinha comido direito. Eu conhecia esse jeito dela: focada, exigente, esquecendo até de beber água. (Café não, mas água..)
Cheguei em silêncio, com um saco de pão de queijo e um suco de maracujá.
-Trouxe reforço.. -Falei, entrando devagar.
Ela girou a cadeira e sorriu ao me ver. Aquele sorriso dela.. de quem tá cansada, mas feliz por me ver.
-Você é um perigo.
-Por quê?
-Porque faz parecer que tudo que tá bagunçado no dia pode ficar leve, só por aparecer.
Coloquei o lanche na mesa, e ela segurou minha mão antes que eu me afastasse.
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𝕴𝖒𝖆𝖌𝖎𝖓𝖊𝖘 𝖌𝖎𝖗𝖑𝖘 ➀
FanfictionComo o título já diz, aqui tem imagines só de garotas. Venham se iludir comigo. Já conferiu o meu outro livro da Luísa Sonza?? E o da Taylor Swift? Não!? Vai lá conferir, garanto que não vão se arrepender..
