⚠️ Aviso de conteúdo: este capítulo inclui uma cena de violência psicológica e física. Se quiser que a abordagem seja mais leve ou diferente, pule para o próximo capítulo.
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Pov Narradora
-07/2023-
*S/n nunca foi de se impressionar facilmente. Aos 37 anos, depois de anos dirigindo gravações de grandes nomes da indústria, ela aprendeu a manter o olhar firme e a voz controlada. Sabia como fazer um set funcionar, como extrair o melhor de um artista — mas nunca havia trabalhado com Beyoncé. E, curiosamente, nunca quis. Não por falta de admiração, mas por respeito. Beyoncé era um universo próprio, uma força da natureza que não precisava de direção — ou pelo menos era o que S/n achava.
Até que, numa noite de julho em Paris, ela foi convidada a acompanhar os bastidores da Renaissance World Tour, a convite de um produtor amigo em comum.
-Não vou trabalhar, só vou assistir. -Ela disse, entrando com os fones pendurados no pescoço, blazer escuro sobre a blusa branca e a calma que sempre carregava.
-Então por que esse olhar de quem já está analisando tudo? -Provocou o produtor.
S/n riu. -Velhos hábitos.
*Ela assistiu o show inteiro da lateral do palco. O espetáculo era milimetricamente perfeito, pulsante, quase sobre-humano. Mas não era isso que prendia sua atenção. Era Beyoncé. A presença. A consciência corporal. A forma como dominava tudo ao redor com elegância e precisão.
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Depois do show, enquanto as luzes ainda piscavam nos arredores, alguém bateu de leve no ombro de S/n.
-Você é a diretora de gravação que recusou três propostas minhas? -A voz era calma, mas carregava um sorriso curioso.
S/n virou devagar. Beyoncé estava ali, cabelo preso num coque baixo, sem maquiagem, com uma garrafa de água nas mãos e uma expressão cheia de.. divertimento?
-Eu.. tecnicamente, não recusei. Só achei que eu não era a pessoa certa pra traduzir algo que já vinha tão bem traduzido.
Beyoncé arqueou uma sobrancelha.
-Humilde. Inteligente. Interessante.
S/n engoliu seco, algo raro. Beyoncé a estava analisando com os mesmos olhos com que ela analisava artistas antes de um take. Como se estivesse decidindo o tom certo, o momento certo, o movimento certo.
A conversa foi breve. Mas naquela mesma semana, Beyoncé pediu que S/n a acompanhasse em algumas datas para pensar em uma possível gravação de bastidores da turnê para o streaming. S/n aceitou, relutante. Não sabia se era o projeto ou a mulher que a puxava.
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**Em Amsterdã, num intervalo entre ensaios e ajustes de palco, Beyoncé chamou S/n para uma reunião informal no camarim. Era quase meia-noite. As luzes do estádio já haviam se apagado. Só restavam sombras e confidências.
-Você dirige como se estivesse coreografando.. -Beyoncé comentou, jogando-se no sofá, ainda com brilho nos ombros e um olhar cansado, mas vivo.
-E você performa como se estivesse dirigindo. Cada detalhe, cada corte invisível no tempo.
Elas se entreolharam. Por um segundo, o silêncio se esticou. Nem tensão, nem desconforto. Apenas... sintonia.
-Você nunca quis me dirigir.. -Beyoncé disse, mais uma vez. -Mas agora que estamos aqui, acha que conseguiria?
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𝕴𝖒𝖆𝖌𝖎𝖓𝖊𝖘 𝖌𝖎𝖗𝖑𝖘 ➀
FanfictionComo o título já diz, aqui tem imagines só de garotas. Venham se iludir comigo. Já conferiu o meu outro livro da Luísa Sonza?? E o da Taylor Swift? Não!? Vai lá conferir, garanto que não vão se arrepender..
