Maxine Black 1/2

274 16 4
                                        

Pov Narradora

-Local: Williamsburg Diner – Brooklyn, NY-

*Era mais um dia comum no Williamsburg Diner: pedidos acumulando, clientes reclamando e Max servindo sarcasmo junto com os cupcakes. S/n, como sempre, estava por perto — linda, divertida e com aquele sorriso que fazia Max esquecer por alguns segundos que o mundo era uma piada ruim.

Tudo ia bem... até um certo cara novo começar a aparecer no restaurante.

-S/n, mesa três te chamou de novo. -Caroline avisou, com um olhar malicioso. -É a terceira vez hoje. E ele não para de sorrir pra você..

Max franziu o cenho e olhou na direção do tal cliente. O sorriso dela se desfez.

-Esse idiota com cara de quem escreve poema com letra cursiva? -Max resmungou. -Ugh. Nojento.

S/n riu.

-Ele só tá sendo simpático, Max.

-Simpático é pedir um café e dar gorjeta. Isso aí é um convite pra casamento. -Ela respondeu, jogando o pano de prato no balcão com mais força do que o necessário.

Quando o cara encostou na mão da S/n ao devolver o troco, Max praticamente surgiu atrás dela, como se tivesse sido invocada pelo toque.

-Oi, docinho. Algum problema com o troco? -Max perguntou com um sorriso carregado de ameaça.

-Não, tá tudo certo.. -O cara respondeu, meio desconfortável. -Só... sou fã de quem sabe sorrir enquanto trabalha.

Max cruzou os braços e se inclinou por cima do balcão.

-Engraçado.. Eu sou fã de quem sabe manter os dedos longe da MINHA namorada.

O silêncio foi cortado por Caroline engasgando com o café e Earl rindo no fundo.

O cara levantou as mãos, pediu desculpas e saiu do restaurante como se tivesse visto o demônio. Max virou pra S/n, os olhos ainda cheios de fogo.

-Que foi isso, Max?! -S/n perguntou, surpresa e rindo.

-Isso..?! Ah, isso foi a versão educada de eu enfiar o cupcake na cara dele. -Ela resmungou, ainda irritada. -Eu vejo um babaca desses flertando com você e meu cérebro vai direto pro modo barraco.

S/n se aproximou, pegando o rosto da Max com as duas mãos.

-Você sabe que eu sou sua, né?

Max respirou fundo, ainda com o olhar sério, mas sua expressão suavizou quando S/n encostou a testa na dela.

-Sei. Só gosto de lembrar o resto do mundo também.

-Você é toda bravinha, mas só porque me ama — S/n provocou, sussurrando.

-Não. Eu sou bravinha porque o mundo é burro. Mas... com você? É. Eu amo. E ninguém.. -Ela apertou a cintura da S/n possessivamente. -Ninguém chega perto de você sem passar por mim.

S/n sorriu, mordeu o lábio e beijou Max ali mesmo, no meio do balcão. Max fingiu reclamar, mas segurou firme como se o mundo fosse acabar naquela terça-feira.

E se dependesse dela, ninguém jamais tocaria no que era seu.

---------------------------------------------------------------------------------

Pov S/n Gilmore

**Ela estava me olhando de novo. Não com o olhar comum da Max — aquele olhar debochado, cheio de piadas prontas e sarcasmo na ponta da língua. Era outro. Era um olhar afiado, tipo faca. Tipo "se você pisar um milímetro fora da linha, eu faço um escândalo digno de reality show".

𝕴𝖒𝖆𝖌𝖎𝖓𝖊𝖘 𝖌𝖎𝖗𝖑𝖘 ➀Onde histórias criam vida. Descubra agora