Pov Narradora
*O set do OlymPo estava agitado. Câmeras ajustando foco, maquiadores retocando o brilho, figurinos mitológicos por todos os lados. E ali, no meio do caos organizado, S/n observava Clara Galle rindo com alguém da produção. Aquela risada. Aquela presença. Era como se todo o cenário tivesse sido criado só pra ela brilhar.
-Ei, você tá com a armadura torta. -A voz da Clara chamou atenção.
S/n olhou pra si, um pouco surpresa, antes de notar a ombreira deslocada. Clara se aproximou, como quem já tinha feito isso mil vezes, e ajeitou o figurino com calma, os olhos presos aos de S/n por tempo demais pra ser casual.
-Melhor agora? -S/n perguntou com um meio sorriso.
Clara assentiu, mas não recuou. Ficou ali, perto demais, com um brilho provocador no olhar.
-Você devia parar de me olhar assim entre as cenas...
-Você que começou.. -S/n respondeu baixo, quase num desafio.
A tensão era sutil, mas carregada. Nos ensaios, Clara sempre dizia que o toque entre as personagens precisava de verdade, de intensidade. S/n fingia não notar que Clara aproveitava cada ensaio para descobrir até onde podia ir sem quebrar o personagem.
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**Horas depois, nos bastidores da gravação noturna, as duas dividiam o trailer para revisar falas. Chuva fina lá fora, luz quente dentro. O figurino trocado por moletom e cabelo bagunçado. Clara estava deitada de lado, encarando S/n com curiosidade.
-Já pensou no que vai fazer quando isso tudo acabar? Quando o OlymPo terminar?
S/n respirou fundo. -Depende. Se eu ainda tiver você por perto, talvez eu não precise de planos imediatos.
Clara sorriu. Lentamente. Do tipo que diz mais que qualquer fala de roteiro.
-Talvez o final da série seja só o começo da gente.
E antes que S/n pudesse responder, Clara se aproximou. Lenta, firme, como quem já sabia o que ia acontecer. O beijo veio carregado de tudo que elas vinham evitando desde o primeiro ensaio — e de tudo que os bastidores sempre souberam, mesmo sem ninguém dizer em voz alta.
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Pov S/n García
*O beijo da Clara ficou comigo como uma tatuagem que ninguém via, mas que queimava em silêncio.
Ela saiu do trailer naquela noite com um sorriso discreto, sem prometer nada, sem dizer o que vinha depois — e ainda assim, eu soube que tudo já tinha mudado.
Eu fiquei ali, sozinha, com os dedos nos lábios e a respiração travada. Como se tivesse acabado de abrir uma porta que a gente passou a série inteira fingindo que não existia.
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**No dia seguinte, fingi normalidade. Ou tentei.
Clara chegou ao set com um coque alto, óculos escuros e um café enorme na mão. Cumprimentou a equipe toda com aquele charme natural, fez piada com o diretor e, quando passou por mim, deixou um toque rápido nos meus dedos — leve demais pra ser notado por qualquer um, forte demais pra eu ignorar.
-Dormiu bem? -Ela murmurou só pra mim, com aquele sorrisinho torto.
-Pior que não. -Eu respondi, sem encarar muito. -Você apareceu nos meus sonhos.
Ela riu baixinho. -Espero que eu estivesse sem armadura.
Engoli em seco. Ela fazia isso o tempo todo: me deixava no fio entre o riso e a vertigem.
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𝕴𝖒𝖆𝖌𝖎𝖓𝖊𝖘 𝖌𝖎𝖗𝖑𝖘 ➀
FanfictionComo o título já diz, aqui tem imagines só de garotas. Venham se iludir comigo. Já conferiu o meu outro livro da Luísa Sonza?? E o da Taylor Swift? Não!? Vai lá conferir, garanto que não vão se arrepender..
