A rebeldia e a liberdade de Carina eram os seus guias na vida, até que um dia todos os limites foram ultrapassados e se viu jogada em um mundo que para sobreviver teria que dominá-lo. Assim nasceu a Ángel, líder de um dos cartéis mais violentos da C...
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CARINA
Fui presa pela primeira vez quando tinha quinze anos, porque não era de deixar passar um desafio. Explicarei melhor: um amigo me disse que não conseguiria roubar um carro, no caso, uma BMW do dono do hotel onde a mãe dele trabalhava, mostrei que estava errado na mesma noite que me desafiou. Resumindo, a polícia me encontrou algumas horas depois de ter vencido o meu segundo racha com o carro.
Enfim, queria tudo e não tinha dinheiro para a metade. Morava com uma tia que levava boa parte do dia bêbada. Vocês devem estar pensando, moça pobre da favela? Que nada! Classe média e vivíamos com uma bela aposentadoria do tio funcionário federal que tinha falecido há alguns anos.
Só que a minha inconsequência cobrou seu preço e um dia dançando em uma das boates que frequentava, tive contato com o pior do mundo e soube o que era fundo do poço.
Estava sob a apreciação de Tomaz Garcez, traficante e líder de um cartel internacional, que, após me ver dançando em uma boate, adorou o pacote completo.
Para piorar ainda mais o seu desejo, uma amiga que estava com um dos seus amigos, na roda em que estavam bebendo e fumando, disse que era virgem.
Levaram-me para a sua propriedade. Meu estado de lucidez era entre muito chapada e sem noção da realidade, acabei me divertindo em um leilão, onde eu era o item leiloado.
Portanto, sem saber como, ou melhor, fazia ideia de como, acordei em uma selva, isso mesmo, na Colômbia,
Tomaz Garcez me arrematou com todos os direitos de dono e posse.
Tive a minha primeira vez com um homem, completamente bêbada, um cara que encontrei aquela noite e que não fazia ideia da ficha corrida que possuía. Também no momento que aconteceu não faria muita diferença, afinal era livre e liberdade no meu entender precário de adolescente sem limites era aproveitar de tudo que a vida tinha a oferecer.
Resultado da minha intensa liberdade: vendida aos dezesseis anos como escrava sexual a um traficante na Colômbia. Pois é, meu amigo, estava fodida ou eles estavam fodidos. Porque brincasse com qualquer coisa, menos com a minha liberdade.
Sabe quando nunca houve freios na sua vida? Era assim que vivia, portanto, não viraria cadela de ninguém, mas o meu ímpeto diminuiu um pouco quando percebi que não seria tão fácil. Atestei o fato no momento que recebi a primeira bofetada de Garcez, afirmando que era o meu dono.
— A partir de hoje é uma das minhas cadelas e até para respirar precisará que eu deixe. Afirmou enquanto rasgava a minha roupa e me dava uma das muitas experiências horríveis que comecei a ter na vida.
Toda a situação me fez repensar os pontos da minha vida. Porém, era uma sobrevivente e, por mais que a vida me desse uma rasteira, levantava de novo e partia para mais um round.