A rebeldia e a liberdade de Carina eram os seus guias na vida, até que um dia todos os limites foram ultrapassados e se viu jogada em um mundo que para sobreviver teria que dominá-lo. Assim nasceu a Ángel, líder de um dos cartéis mais violentos da C...
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ÁNGEL
Em nenhum momento, pensei em falar sobre os meus pensamentos e sentimentos para o Daniel, porém a conversa tendeu para esse lado e me senti bem por revelar um pouco de mim para ele. Apesar de, ao mesmo tempo, ter me preocupado sobre o espaço que estava lhe dando, pois sabia que, com a vida que levava, um relacionamento era uma preocupação a mais.
Entrei no quarto, sabendo que Daniel me seguiria e, enquanto esperava a sua chegada, tirei a roupa e me encaminhei para o banheiro.
Durante todo o tempo, eu repassava em minha mente a justificativa que dei para os meus atos irresponsáveis. A alegação de que seriam atos de rebeldia não passava de uma desculpa. Na verdade, meus atos eram o que Daniel identificou: sinais de uma depressão causada por tudo que sofri e pelo que fui forçada a fazer para proteger aqueles que contavam comigo como o Guillermo, Mel e Rico.
Entrei no box e liguei a ducha, quando olhei para a porta do banheiro, vi que Daniel estava parado, apenas me observando.
— A ducha está fantástica e ficará ainda melhor com companhia — disse. Resolvi não ordenar diretamente, mas deixei subentendido.
Ele sorriu e começou a tirar a roupa, durante todo o tempo, seus olhos não saíram dos meus. Esse tipo de atitude era o que me preocupava no Daniel, pois conseguíamos estabelecer uma conexão que poderia ser viciante, portanto, para nos separarmos, seria bem mais trabalhoso.
Apreciava o corpo do tigre, cada detalhe dele me excitava profundamente, por isso, quando Daniel entrou no box, pensei que começaria nosso fim de semana juntos aproveitando o prazer que uma esponja ensaboada me daria ao passar pelo corpo de que era dona.
Percebendo a minha iniciativa, ele ficou parado no lugar, deixando que me divertisse, sentindo cada músculo do seu corpo.
Desci minha mão com a esponja pelo seu abdômen rijo, chegando ao V do seu quadril, avançando mais um pouco e chegando ao seu membro que rapidamente deu sinais do meu toque.
— Minha senhora... — disse ele com a voz rouca, entrando no clima.
Soltei a esponja e o puxei para baixo da ducha.
— Sente-se — disse simplesmente.
Ele me obedeceu, sentando no chão do box. Continuou me olhando, esperando a próxima ordem. Pelo visto eu estava finalmente colocando a coleira no tigre, será?
— Pernas estiradas — continuei.
Assim que ele o fez, montei em seu colo, mais precisamente sobre o seu membro, ainda sem inseri-lo em mim. Como já tinha se acostumado por outros momentos que vivemos juntos, deixou suas mãos paradas, até que decidi ser boazinha, afinal queria um pouco de normalidade naquele fim de semana e radicalizar com a dominação não me traria esse sentimento.
— Onde quer colocar suas mãos? — perguntei depois que mordisquei o seu lábio inferior.
— Por que sinto que a pergunta é uma arapuca? — disse, observando-me.
Sorri diante da constatação de que o tigre realmente estava preparado para jogar comigo, porém naquele momento não era o que eu queria, acho que na verdade estava querendo um parceiro.
— Não é uma arapuca — disse apenas.
— Na sua bunda — disse prontamente.
Ri satisfeita com a sua resposta, enquanto ele me olhava um tanto confuso.
— Se dissesse que era onde eu queria, diria que se submeteu rápido demais e o colocaria na categoria de chato. Mas, vamos ao que interessa, que tal apenas sermos um homem e uma mulher nesse fim de semana? — propus, naturalmente.
Daniel me observou enquanto a água caia em nossas cabeças.
— Nada de pet? — perguntou, torcendo a boca.
— Pelo fim de semana — especifiquei, pois não era interessante que ele de repente tivesse a vida facilitada com negociações desfeitas.
— É uma proposta maravilhosa, seria um louco se dissesse não. — Ficamos em silêncio por alguns segundos, quando ele continuou:
— Então, já que não serei penalizado, farei algo que estou com muita vontade há tempos.
Sem que esperasse, ele me deitou no chão no box e, num gesto rápido, sustentou o meu quadril enquanto sua boca devorava o meu sexo. Sabia que o Daniel tinha uma língua maravilhosa, mas ele estava caprichando com os movimentos.
Gozar nunca foi um problema, porém há muito tempo não era tão fácil.
Ele subiu pelo meu corpo e tomou a minha boca, fazendo-me sentir o meu próprio gosto, enquanto a ducha caía sobre os nossos corpos.
Como meus braços estavam em volta do seu pescoço e minhas pernas em seu quadril, Daniel se ergueu do chão, levando-me com ele.
Um hábito que estava desenvolvendo quando estávamos juntos era descansar meu rosto na curva do seu pescoço e, aproveitando disso, ele fechou a torneira do chuveiro e saiu comigo para o quarto.
Molhados, nos deitamos na cama e nos perdemos em beijos que nossos corpos ansiavam por trocar.
Sentindo o gostinho da liberdade que tinha lhe dado, o tigre deu espaço aos seus desejos, descendo pelo meu corpo e explorando cada cantinho dele, fazendo com que me sentisse única.
Dedicou uma atenção especial aos meus seios, chupando e mordiscando, excitando-me ao máximo, pois a umidade entre as minhas pernas aumentava a cada minuto.
Ele continuou explorando meu corpo, chupando meus grandes lábios, enquanto seu dedo mindinho circulava o meu ânus, levando-me novamente a um orgasmo promissor, repentinamente, sentou-se em seus calcanhares, posicionado no meio das minhas pernas.
— Tem certeza que não quer que coloque a camisinha? — perguntou rouco.
— De minha parte, não mudou nada desde a nossa última vez. Mudou da sua parte?
— Não — respondeu e, com um meio sorriso, estendeu as mãos para que eu segurasse, servindo assim de alavanca para que o montasse e o nosso encaixe desse continuidade ao prazer que desfrutamos no box.
Ele segurou o meu quadril ajudando-me nos movimentos de subida e descida.
Gememos enlouquecidos pelo ritmo acelerado, até que cravei meus dentes no ombro do Daniel, gozando satisfeita enquanto ele me seguia, segundos depois.
Caímos na cama, comigo deitada sobre o seu corpo.
— Doeu? — perguntei depois que nossas respirações se acalmaram, colocando a mão sobre a mordida.
— Não — disse simplesmente, pegando a minha mão e beijando.
Ficamos quietos por alguns minutos e creio que o cansaço tomou conta dos dois, pois adormecemos.
Despertei meia hora depois, assustada por ter me permitido tamanho relaxamento. Olhei para o tigre e ele dormia tranquilo.
Sorri, observando suas feições serenas. Pelo visto não foi tão ruim a minha ideia do fim de semana.
Levantei da cama, tomei um banho e, sorrindo para o homem lindo, completamente adormecido em minha cama, deixei o quarto.
Na minha cabeça, visualizava a Mel me dando os conselhos sobre ter direito a um pouco de vida normal. Ela ficaria orgulhosa do meu fim de semana.