Puta que pariu! Porque ele era tão gostoso? Uma parte de mim queria olhar para o Daniel e dizer: "enjoei", mas não dava.
Desejava o corpo dele para minha exclusividade e aqueles lábios que tinham o gosto do pecado que tanto me excitavam.
Estava parada olhando para a entrada do banheiro que não tinha porta, ouvindo a água do chuveiro e imaginando que poderia estar com ele, passando a esponja pelo seu corpo e suspirando com as suas mãos me tocando, porém não poderia ser assim, afinal o tigre merecia um bom castigo.
Ele saiu do banheiro e parou bem à minha frente, completamente nu. Caramba! O homem era um tesão ambulante e com aquela cicatriz no ombro mexia ainda mais comigo teria que testar todo o meu controle.
Aproximei de onde ele estava e claro que não perderia a chance de admirar o que era meu.
Daniel manteve os olhos fixos na parede à nossa frente, tinha certeza que aquela cena o incomodava bastante e estava evidente o esforço que estava fazendo para se manter submisso, afinal uma reação dele poderia me aborrecer e adeus a chance de nos aproximarmos novamente que tinha me pedido.
Cheguei mais perto e, com a ponta dos dedos, rocei as unhas por suas pernas e costas. Parei à sua frente, sabia que, se ele me encarasse, não passaria no teste para a sua submissão. Mas ele se manteve impassível e submisso.
Como tínhamos uma diferença de tamanho e estava descalça, sabia que o próximo comando teria que ser subjugá-lo para que me mantivesse no controle e no domínio.
— De quatro — disse.
Ele soltou o ar, demonstrando um pouco da frustração, porém foi bem discreto e me obedeceu rapidamente, creio que para disfarçar sua revolta.
Ver aquele lindo e forte homem de quatro na minha frente me deu muitas ideias e podia começar castigando-o pela sua pequena frustração com a minha ordem.
Peguei o meu chicote de fitas e voltei para perto dele, passando as cerdas por suas costas lentamente.
— Não gostou de ser o meu bichinho? — perguntei.
— Por que acha isso? Se pedi para ser o seu submisso novamente? — perguntou, olhando para a parede. Claramente tentava me manipular.
Acertei-o com o chicote.
— Quando fizer uma pergunta, quero uma resposta direta — disse.
— Sim, senhora — respondeu.
Comecei a roçar o chicote pelo seu sexo e senti que ele retesou um pouco apreensivo. Se algum dia Daniel pegou pesado com alguém em uma cena de dominação, não fazia ideia do que a pessoa sentiu, então darei o gostinho a ele.
Peguei uma bola mordaça e coloquei em sua boca e, para completar o figurino, uma coleira em seu pescoço. Com um leve toque fiz com que ele andasse de quatro até um brinquedinho que adaptei para nós dois. Pois na verdade era um aparelho um tanto quanto medieval usado nas aldeias para castração de cabras.
Ele retesou um pouco, olhando para a peça, por isso tratei de agir.
— Se quiser parar é só dizer. No momento, suas mãos estão livres, então fique à vontade.
Ele não disse nada, apenas seguiu para onde o levava. Decididamente, Daniel estava querendo meu perdão, porém penaria um pouco antes de quem sabe consegui-lo.
O meu brinquedo adaptado consistia em uma armação de ferro e madeira totalmente aberto apenas com estruturas nas laterais onde os membros eram presos em correias e uma cangalha na frente para prender o pescoço.
Fiz com que Daniel entrasse na estrutura puxei as algemas que mandei instalar e prendi seus punhos e tornozelos, depois ergui a peça superior da cangalha, prendendo o seu pescoço.
Daniel soltou o ar, era possível sentir como estava tenso e não era para menos, pois o que viria pela frente tiraria completamente o seu controle.
Depois que ele estava completamente imobilizado, terminei o cenário, peguei uma venda e cobri seus olhos, a única coisa que ele teria seriam os ouvidos e o meu toque.
Atingi sua bunda duas vezes com o chicote antes de me ajoelhar às suas costas e começar a colocar fogo no que começamos a fazer.
Soltei o chicote, e minha mão direita foi para o seu saco, muito devagar, porém na pressão certa, comecei a massagear as suas bolas ao mesmo tempo em que mordiscava o final das suas costas e a sua bunda. Pelos seus suspiros concluí que ele estava no clima e intensifiquei.
Com a mão esquerda entreabri suas nádegas e com a língua circulei o seu ânus. Minha mão direita saiu das suas bolas e, procurando a região do períneo com a ponta dos dedos, pressionei na medida certa enquanto minha língua provocava as terminações nervosas do seu ânus.
Daniel tentava se mover inquieto com os estímulos, mas o equipamento não permitia, restava apenas deixar que eu fizesse o que tivesse vontade.
O beijo grego e a masturbação o excitaram ao limite, dava para ver pelo volume do seu pau. Sabia que ele estava bem perto de gozar, porém ainda não era o momento.
Por isso, parei tudo de uma única vez, deixando-o completamente confuso e sem ter como questionar.
Arrodeei o aparelho, parando bem em frente a ele, ajoelhei, tirei a mordaça da boca e, mesmo com a baba que desceu pelo seu queixo, beijei sua boca, não dando tempo para que ele pensasse.
Ele gemeu de prazer na minha boca e percebi que estávamos de volta no nosso mundo. A mágoa tentava me segurar para que não ficasse feliz por essa constatação. Porém ali dentro éramos só nós dois e não precisávamos dar justificativa para ninguém.
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Ángel
ChickLitA rebeldia e a liberdade de Carina eram os seus guias na vida, até que um dia todos os limites foram ultrapassados e se viu jogada em um mundo que para sobreviver teria que dominá-lo. Assim nasceu a Ángel, líder de um dos cartéis mais violentos da C...
