ÁNGEL

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Quando ouvimos a sirene e percebemos do que se tratava na prática, Gustavo me olhou irritado, provavelmente acreditando que tinha falhado com a segurança, porém no momento ele não era o problema e dei a ordem para dispersarmos

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Quando ouvimos a sirene e percebemos do que se tratava na prática, Gustavo me olhou irritado, provavelmente acreditando que tinha falhado com a segurança, porém no momento ele não era o problema e dei a ordem para dispersarmos.

Entrei em um dos carros com Gui e Rico, Gustavo seguiu no dele com os seus seguranças e mais dois carros com os nossos seguranças vieram logo atrás.

— Que porra foi essa?! — gritou Rico sentado no banco traseiro, enquanto eu seguia ao lado do Gui que dirigia o carro.

— Fomos traídos — disse, pegando a submetralhadora embaixo do banco.

Rico fez o mesmo, pegando outra arma que estava na parte de trás do carro.

— Temos que colocar distância, as sirenes estão cada vez mais perto — disse Gui.

— Quero a cabeça de quem nos traiu — gritei irritada.

Os nossos seguranças seguiram em carros atrás do nosso, juntamente com Gustavo e seus homens, até que, em uma bifurcação na estrada, nos separamos. Uma parte das viaturas seguiu atrás dele e outras ficaram no nosso rastro.

Os carros da polícia estavam muito próximos e começamos a ouvir tiros sendo disparados.

— Puta merda! Rico, os nossos informantes na polícia, quero a cabeça deles — gritei.

— Pode deixar.

O carro com os nossos seguranças trocava tiros com o da polícia que tentava ultrapassar para seguir em nossa perseguição

Quando enfim conseguiram fazer a ultrapassagem e se emparelharam com o nosso, vi em primeira mão o tamanho da burrice que tinha cometido. Confiei em alguém que, no momento, não se mostrava digno nem mesmo das balas da minha arma.

— Porra! É o Daniel! — disse Guillermo.

— É. Coloque-o para fora da estrada — gritei, enquanto descia a janela do carro e passava o meu tronco para fora, levando a arma comigo para consertar o erro que tinha cometido com o Daniel.

Sentei na janela e apoiei a arma em cima do carro para atirar.

Confesso que a primeira rajada da submetralhadora foi disparada no ódio.

Meu olhar encontrou com o de Daniel no momento em que ele foi obrigado a diminuir a velocidade e o misto de sentimentos me deixou perdida e profundamente irritada.

A loira aguada da Amanda apontou a pistola em minha direção e foi premiada com uma rajada da metralhadora. Em seguida, foi a vez do motor do carro, queria tirà-los da estrada. Uma das balas deve ter atingido o motor, porque percebi que eles perderam velocidade e ficou mais difícil para o Daniel manter o veículo na estrada.

— Ángel, entre! Pegaremos o atalho — gritou Rico.

Fiz o que ele disse. Guillermo conseguiu nos livrar dos carros da polícia que ainda continuavam a nos perseguir, e o carro dos nossos seguranças avançou, segurando o de Daniel.

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