19 - Lorenzo

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- Tens a certeza?

Acenei que sim, recostando-me na cadeira do escritório do John.

- Isto é importante. Muito importante e preocupante. Se o irmão da Bea é um lobisomem, então isto está a tornar-se mais complicado...

John estava absorto nos seus pensamentos. Comecei a sentir que tinha cometido um erro em contar-lhe a verdade sobre o Alonso quando nem a Bea sabia ainda.

- Tens de te afastar dela, Enzo – disse.

- Nem pensar, eu não me vou afastar dela só porque o irmão dela é um lobisomem! – reagi.

- Sabes perfeitamente que nós e a espécie dele somos inimigos naturais, vai ser praticamente impossível mantermos uma relação amigável com ele.

- Ele é um omega, não nos vai causar problemas – garanti, sem ter assim tanta certeza do que estava a dizer.

- É um omega? – John parecia irritado – Não vês que isso causa ainda mais problemas? Um omega... nunca ouviste dizer que um omega nunca sobrevive durante muito tempo? Ele não tem ninguém que o ajude ou controle, mais tarde ou mais cedo vai arranjar problemas.

- Não vai não, ele não é como os outros. Ele parece muito controlado. Ele não me atacou nem a mim nem à Bea na noite de lua cheia, quando eu o encontrei em casa em processo de transformação.

Ele pareceu ponderar nas minhas palavras. Percebi que ele estava duvidoso mas surpreendido com o que eu acabava de dizer.

- Um omega assim tão controlado? Até parece mentira... - comentou ele.

Concordei com um aceno de cabeça. Mas a verdade é que eu sabia que o Alonso não era uma ameaça.
Segundos depois Rodrigo e Alexa entraram no escritório.

- Não temos boas notícias – disse o Rodrigo, bastante sério – Houve um homicídio.

John levantou-se de rompante, percebendo de imediato que pelas expressões deles o assunto tinha a ver connosco.

- O que é que se passou? – perguntei.

- Dois homens, andavam a caçar e foram atacados. Por um dos nossos...

- Vimos as marcas nos pescoços – continuou a Alexa – Foi um vampiro que os matou.

John pegou no casaco e na pasta e saiu de casa à velocidade da luz, provavelmente para ir para o hospital ter com um médico aliado para resolverem este problema. Que era um enorme problema.

- Anda por aí outro vampiro? – perguntei retoricamente, pressentindo que aquilo não trazia nada de bom.

- Pelos vistos um que não se controla. Ou muito me engano ou ainda vamos ter muitos problemas. Temos de descobrir quem ele é e se está sozinho ou acompanhado.

- Sinceramente espero que esteja sozinho – respondi de imediato – Sempre é mais fácil resolver o problema quando é só um problema.

a herdeiraOnde histórias criam vida. Descubra agora