Acordei no domingo com uma dor de cabeça do caralho e morrendo de arrependimento. Para ser sincera, eu estava bem consciente do que falei e fiz com Miguel no quarto, já que comecei a beber bastante só depois que descemos, mas ainda sim, eu estava morrendo de vergonha. Por que eu tinha de fazer aquilo? Falar aquelas coisas? Céus, eu nunca mais conseguiria olhar na cara de Diaz.
Passei o domingo todo deitada em minha cama com dor de cabeça e assistindo The Walking Dead. Eu já mencionei o quão viciado sou nessa série? Meu tio só apareceu a noite, avisando que tinha uma amiga querendo me ver, e quando ela passou pela porta vi que era Moon. Nós rimos quando nossos olhares se encontraram e em seguida enfiei a cabeça no travesseiro soltando um gemido.
— Não acredito que fiz aquilo.
— Fazer Miguel tirar a camisa enquanto vocês dois estavam sozinhos em um quarto? Eu também não acredito. — ela se jogou em cima de mim. — Pensei que você queria se afastar.
— Eu não consigo. — resmunguei e ela se deitou ao meu lado, apoiando sua cabeça em meu ombro. — Enfim, já fiz, agora é só esperar as consequências disso, provavelmente Miguel me ignorando e me chamando de vadia.
— Não acho que o Miguel faria isso, e ele aparentava estar gostando, muito. — ela riu.
— Tanto faz, depois lido com isso. Quem era aquela garota que estava com você ontem?
— Eu não lembro exatamente o nome dela, — rimos — mas ela beija bem.
— Não melhor que eu. — zombei e ela me deu um selinho.
— Oh é verdade você beija tão bem, Megan. — ela brincou e eu sorri.
— Ninguém resiste aos meus charme, Moon. — rimos. — O que veio fazer aqui?
— Fazer uma visita a minha amiga, ué.
— A verdade.
— Tudo bem, — ela resmungou — vai estrear um filme muito bom hoje e não queria ir sozinha.
— E você pensou que eu pudesse ir com você.
— É.
— Eu posso, vamos.
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Era segunda-feira e estávamos todos no dojô com roupas normais, já que mais cedo, Kreese mandou uma mensagem para Falcão, pedindo para nos avisar que o treino de hoje seria no bosque. Achei estranho, na verdade, já que meu tio não tinha comentado nada comigo, mas não quis arrumar motivos para criar intrigas bobas.
Estava junto de Aisha, apoiada na parede e conversando sobre um show que teria no final de semana quando Tory se aproximou.
— Certo, porque você e Diaz não estão grudados?
— Nós não nascemos grudados.
— Não? Porque parece. — Tory riu — O que aconteceu?
— Talvez, — eu murmurei — só talvez, eu tenha dito que queria jogar ele na cama e hm não deixar ele sair até que estivesse cansado.