Capítulo 53

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Acordei com um barulho insistente de alguém batendo na porta e antes de dizer para quem quer que fosse entrar, eu tentei me lembrar de onde estava.

Abri e fechei os olhos algumas vezes tentando lembrar e quando o fiz, revirei os olhos. Claro, eu estava no hospital. Dormindo ao lado do meu ex namorado. Me levantei e abri a porta, me deparando com tia Carmen e minha mãe, a primeira me encarava com um sorriso no rosto, já a segunda me encarava com preocupação.

Carmen foi até Miguel, acordando ele com delicadeza, e eu permaci encarando minha mãe, tentando entender o que ela estava fazendo ali.

— O que aconteceu? — pergunto, olhando para o chão e procurando meus tênis.

— O que aconteceu? — mamãe pergunta irônica e eu arqueio minha sobrancelha para ela. — Acordei hoje cedo e minha filha não estava ao meu lado, é isso o que aconteceu.

Olhei para trás me deparando com Miguel e Carmen tentando disfarçar que não estavam escutando nossa conversa, revirei os olhos e saí do quarto com minha mãe logo atrás de mim. Me sentei em uma das cadeiras desconfortáveis e ela fez o mesmo, a diferença é que eu estava a encarando, esperando ela desabafar, enquanto ela encarava a parede.

— Pensei que algo tinha acontecido com você, — ela começa. — entrei em desespero pensando que alguém tinha tirado você de mim mais uma vez. — percebo sua voz falhar. — Me levantei correndo e fui até seu tio, comecei a chorar enquanto contava para ele que você não estava em casa e sabe o que ele me disse? — ela se virou para mim, sorrindo fraco. — Que nada poderia acontecer com você, porque você é forte, sabe se virar, ele disse para eu não me preocupar, que eu estava sendo dramática e sabe o que me dói? É saber que seu tio confia em você e que ele convive tanto tempo ao seu lado que sabe sua rotina e das coisas que você está acostumada à fazer, — ela chora. — mas eu não sei, não sei de nada, porque passei tanto tempo longe. Você provavelmente deve estar me achando uma dramática.

É, eu estava mesmo, mas eu também a entendia. Mamãe não sabe quase nada sobre quem sou agora, e eu teria que mostrar para ela, mostrar meu mundo.

E foi isso que o fiz. Mostrei meu mundo para ela.

Levei ela para conhecer Scott, que amou minha mãe, o que era óbvio que iria acontecer. Levei ela até a entrada da escola e lá encontramos Adam e Moon, que ficaram conversando conosco até as aulas começarem. Fomos ao Cobra Kai e aproveitei que eu tinha a chave e que Kreese não estava lá para treinar um pouco, e minha mãe adorou e até topou tentar aprender um pouco. Fomos a livraria em que eu trabalho, e ao local em que Diaz me levou uma vez.

Mostrei tudo para ela, lugares e pessoas que me marcaram nesse tempo em que estou aqui, mostrei porque ela precisa me conhecer, conhecer a garota que me tornei, mas também mostrei tudo para ela, porque talvez assim ela desista de ir embora.

Mostrei tudo para ela, lugares e pessoas que me marcaram nesse tempo em que estou aqui, mostrei porque ela precisa me conhecer, conhecer a garota que me tornei, mas também mostrei tudo para ela, porque talvez assim ela desista de ir embora

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— Eu realmente não posso beber muito. — falo, provavelmente pela terceira vez seguido para Adam.

Era sexta-feira, Adam e eu tínhamos acabado de sair do trabalho e agora estávamos bebendo algumas cervejas em sua casa. Quando digo algumas, quero dizer várias. E por mais que eu saiba que eu tenho que parar, porque daqui a pouco tenho que estar no hospital com Diaz, eu não consigo.

Soulmate • Miguel Diaz Histórias para pegar e não largar. Descubra agora