Capítulo 30- Aula Prática

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Reed Walsh

Mexo nos dedos sem parar, olhando para a panela como se ela fosse a culpada. O cheiro de queimado ainda está impregnado no ar. Não era pra ter dado tão errado... Eu só cochilei por alguns minutos, não foi?

A tampa da panela bate com força na mesa, me fazendo dar um salto. Kristhen está do meu lado, os olhos arregalados de raiva pra mesa.

— Eu só fui me banhar. Demorei minutos, Reed. Só minutos. E você... queimou tudo? — a voz dela sai baixa, como quem tenta conter a raiva — Tudo, Reed. Até a porra do arroz.

— Eu... eu só cochilei...

— Cochilou?

Ela se vira, os cabelos pretos ainda úmidos escorrendo sobre os ombros. Seu olhar é afiado. Passa a língua pela bochecha, inflando-a com desprezo. Um tapa vem certeiro na minha cabeça. Não dói tanto quanto assusta.

— Por que você tá me batendo?!

— Porque não se dorme enquanto cozinha, idiota! — ela rosna. — E agora, você vai comer cada pedaço do que queimou. Tudinho. — sua mão toca na panela, observando lá dentro

— É só jogar fora...

Ela se vira tão rápido que a cadeira atrás dela quase cai. Kristhen a empurra, aproximando de mim. Seu corpo se abaixa, ficando cara a cara comigo, o olhar envenenado de raiva. Mas... algo distrai minha atenção.

O perfume. Doce, com rosa e algo que me lembra tardes quentes e perigosas. Deve estar vindo do cabelo dela. Ou da pele. Ou de todo o conjunto. Eu perderia horas só tentando identificar o cheiro.

Os lábios dela continuam se mexendo — e é difícil não focar neles. Brilham com aquele gloss roxo claro, úmido, provocante. Aqueles lábios já tocaram os meus duas vezes. E cada uma delas queimou mais que o arroz da panela.

Ela lambe os lábios. Eu prendo a respiração.

Estralo. Ela estala os dedos bem na minha frente

— Tá me ouvindo?

— Hã... sim. — minto, mas meus olhos ainda grudam nos dela.

— Mentira. Você tava me encarando. E não era os olhos.

— Não tava...

— Tava, sim. Você queria me beijar.

— Eu não-...

Paro de dizer. Volto a encarar seus olhos no automático.

Sim, eu quero te beijar.

O desejo falou mais alto. Não pensei, só fui. E quando nossos lábios se colam, o arrepio que sobe pela minha espinha me faz tremer por dentro.

É quente. É provocante.

Tem gosto de uva, o gloss dela. Mas tem gosto de pecado também. Ela guia o beijo no começo, movendo os lábios com firmeza. Mas logo me entrega o comando, e eu aceito com a fome de quem esperou tempo demais.

Minha língua encontra a dela, e tudo fica mais intenso. Sinto ela se aproximando mais, os corpos se encaixando. Ela se senta no meu colo como se pertencesse ali, e cada curva do seu corpo pressiona a minha pele de um jeito cruel.

Uma das mãos dela segura meu rosto, fria e deliciosa. A outra se enrosca nos meus cabelos, puxando levemente conforme o beijo aprofunda. Começo a entender: isso é uma aula. E ela é uma professora que gosta de ver o aluno suando.

Tento tornar o beijo mais lento. Mais firme. Quero provocar. Fazer ela se contorcer só com o movimento da minha boca. E parece que está funcionando, ela suspira contra meus lábios e aperta ainda mais meus fios.

Então, sua mão desliza até a minha... me fazendo tocar sua cintura embaixo da sua blusa. Puta merda.

A pele dela é quente. Lisa. Um toque e eu já quero mais. Subo devagar, sentindo a tensão em cada centímetro da sua costela

Ela deixa.

Ela quer que eu continue.

Subo mais, até minha mão tocar seu seio. Meu corpo inteiro estremece.

— Use sua mão, Reed — ela sussurra contra minha boca, voz rouca. — Aperta. Mostra que você não tem medo de fazer ela te querer mais.

Ela segura minha mão e me ensina a apertar. Meus dedos afundam no tecido do sutiã, e o calor ali é quase insuportável. Ela suspira de prazer, os olhos semicerrados. Está gostando disso. Está me provocando de propósito.

— Agora... beija meu pescoço. Sussurra coisas sujas. E mete a mão onde você não deveria.

A ordem é absurda. E deliciosa. Eu obedeço.

Minha boca desce por sua mandíbula, até o pescoço, onde deposito beijos lentos, molhados, entre um suspiro e outro. Sinto seu corpo se arrepiar sobre o meu. Minha mão vai para a coxa dela, desliza por ali até encontrar sua bunda, e aperto. Forte. Ela geme contra minha pele.

— Isso... — ela sussurra. — Você tá me fazendo te desejar, Reed.

Sinto meu pau latejar sob a calça. A voz dela, quente e rouca no meu ouvido, é uma tortura erótica.

Kristhen desliza a mão por dentro da minha camisa, depois desce devagar. Muito devagar. Até tocar meu pau. Até apertar.

Mordo o lábio para não gemer. Estou à beira de perder o controle.

— Você foi tão bem... — ela diz, quase com carinho. Morde meu lóbulo com vontade. — Tão bem...

Mas então ela se afasta. Levanta como se nada tivesse acontecido, ajeita os cabelos com a pontinha dos dedos e vira de costas.

— Vou preparar a comida. Só dessa vez. — diz com a voz já neutra. — Espero que aprenda logo, porque da próxima você vai ficar com fome.

E vai pra cozinha me deixando com o gosto do seu gloss, o calor do seu corpo... e o pau duro latejando.

Fico parado, imóvel. O cheiro dela ainda está no ar. Minhas mãos ainda estão trêmulas. Minha boca ainda arde.

E eu não sei o que estou sentindo. Raiva? Frustração?

Ou só uma vontade fodida de continuar de onde paramos?

Continua...

Não fiquem com raiva de mim, fiquem com raiva da Kristhen KAKAKAKAKAKKA

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Não fiquem com raiva de mim, fiquem com raiva da Kristhen KAKAKAKAKAKKA

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