Reed Walsh
Olho para o corpo dela — tão perto, tão presente. Seus seios pressionados contra meu peito aumentam em volume, e isso mexe comigo de um jeito avassalador. Meu coração martela em desespero, como se tentasse rasgar meu peito de dentro pra fora. As palmas das minhas mãos estão úmidas, minha garganta seca, o ar entre nós parece mais denso.
Minhas mãos seguram a barra da blusa dela. Merda. Estou parecendo um idiota prestes a desmaiar. Mas não recuo. Respiro fundo e puxo a blusa, revelando sua pele centímetro por centímetro, até removê-la completamente.
Kristhen sorri. Um sorriso cheio de surpresa e... algo mais.
Então ri. Não um riso contido, mas uma gargalhada completa, absurda, daquelas que tiram o ar. Ela se afasta um pouco, e o som da risada dela explode pelo quarto como um tapa. Fico parado, travado, vendo seu rosto ficar vermelho, o corpo inclinar com o riso, como se fosse a coisa mais divertida do mundo.
— Do que está rindo? — pergunto, sem entender porra nenhuma.
— De você. — ela responde ofegante, passando a mão no rosto, tentando parar de rir — Céus, Reed, você ficou tão vermelho, parecia que ia desmaiar.
— Era mentira?
— E o que você acha? — responde, com aquele brilho maldito nos olhos.
Eu a encaro, perplexo, tentando processar o que aconteceu. Meu corpo ainda está fervendo, o desejo ainda pulsando sob a pele, e ela rindo como se tivesse assistido a melhor comédia da década.
Kristhen, ainda com o rosto quente de riso, pega a blusa que eu tirei e começa a vesti-la de novo.
Aquele sorriso dela me irrita. Me provoca. Me queima.
Sem pensar, tomo seu corpo nas mãos e a empurro contra a cama, deitando-a debaixo de mim. Beijo seus lábios com tudo o que estou sentindo: a raiva, o desejo, a frustração. Ela corresponde no mesmo ritmo, os dedos enroscando no meu cabelo, me puxando mais para perto.
Arranco a blusa da mão dela e a lanço no chão. Meus lábios devoram os dela como se eu tivesse fome, sede, necessidade. E talvez eu tenha mesmo. Do riso dela, da pele quente, do corpo colado no meu.
Kristhen empurra meu peito com força e me faz sentar. Por um segundo, penso que vai levantar, acabar com tudo. Mas não. Ela apenas se acomoda sobre minhas pernas, me encarando com um sorriso diferente, não zombeteiro, mas envolvente.
Dessa vez, o beijo que ela me dá é mais lento. Mais profundo. Como se dissesse: "Agora é sério." A língua dela roça na minha sendo sensual. Um toque que acorda o desejo mais ainda. E eu entendo. Suas mãos deslizam pelo meu pescoço até meu peito, enquanto meus dedos percorrem as linhas da cintura dela, subindo pelas costas, deslizando pela pele quente.
Meus dedos param sobre o fecho do sutiã. Sinto vontade de tirá-lo. Mas hesito. Porra, e se eu fizer errado? E se ela rir de novo?
Ela sente minha dúvida. Entende sem que eu diga. Kristhen para com o beijo, olhando em meu rosto. Seus dedos resolvem o problema, e o sutiã se desfaz. Ela o tira calmamente, jogando em algum lugar do quarto, e então volta a me encarar com olhos escuros, famintos, mas... carinhosos.
Seu olhar desce pra minha boca. Ela morde meu lábio inferior com leveza, um aviso, um convite.
Logo depois, seus dedos puxam a barra da minha blusa e ela a arranca de mim, jogando-a longe. Kristhen me envolve com os braços, apertando o corpo contra o meu, espremendo os seios nus no meu peito nu — pele contra pele, calor contra calor.
Ela respira contra meu pescoço. Rápido. Irregular. Dá pra sentir como o coração dela martela tanto quanto o meu.
Kristhen se afasta, levando a mão para o bolso na parte de trás do short. Ela tira algo.
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Kristhen
RomanceReed Walsh sempre teve tudo. Filho de um dos empresários mais poderosos dos Estados Unidos, Reed vive cercado de luxo, mas também da própria timidez. Incapaz de se aproximar das pessoas, ele se isola, até que seu pai, preocupado com ameaças, toma um...
