Reed Walsh sempre teve tudo. Filho de um dos empresários mais poderosos dos Estados Unidos, Reed vive cercado de luxo, mas também da própria timidez. Incapaz de se aproximar das pessoas, ele se isola, até que seu pai, preocupado com ameaças, toma um...
Abro a porta do quarto depois de escovar os dentes e limpar minhas armas. Não esperava encontrar Reed já deitado, ajeitando os travesseiros como se o lugar fosse dele.
— Vai dormir aqui? — pergunto, erguendo uma sobrancelha.
Ele me encara, os olhos escuros ligeiramente encobertos pelo cabelo bagunçado. A regata colada no corpo exibe cada linha dos músculos dos braços e do peitoral — impossível não notar.
— Sim — responde, puxando a coberta até o peito — Vou ficar pra garantir que você não tenha tanta dor à noite.
Fecho a porta devagar e caminho até a cama. Puxo a coberta e me deito ao lado dele. As velas acesas lançam sombras trêmulas nas paredes, mas não me preocupo. Elas vão apagar antes do amanhecer.
Me embrulho e viro de frente pra ele. Reed encara o teto, com um braço dobrado sob a cabeça, como se pensasse em tudo e nada ao mesmo tempo.
— Essas semanas têm sido difíceis — ele diz, num tom mais baixo que o silêncio. — Parece que o mundo quer nos matar.
— Quer te matar. — viro o rosto na direção dele. — Você devia pensar melhor em quem confia.
— Isso vale pra não confiar em você também? — pergunta, virando o rosto até me olhar.
— Sim.
Seus olhos passeiam devagar pelo meu rosto, como se memorizassem traços. Talvez seja bom ele aprender a desconfiar, até de mim. Muita gente morre porque confia demais em quem só chama de "amigo".
— Não deveria confiar em você? — ele se aproxima levemente. — Isso é ruim... Eu já confio até de olhos fechados.
— O quê?
— Você arrisca a vida por mim todos os dias. É impossível não confiar. — sua voz suaviza enquanto sua mão, sob a coberta, encontra minha cintura e me puxa para perto. — Devia ter desistido quando viu que seria um caos ficar ao meu lado. Mas você ficou.
— Está dizendo isso só pra ter desculpa pra me tocar?
— Estou dizendo porque quero dizer. — seus olhos descem até minha boca, e demoram lá.
— Está com vontade de me beijar? — sussurro, atraindo o olhar de volta ao meu.
— Você vive na minha cabeça. Mas os seus lábios... — ele sorri, lento — ...eles ficam por mais tempo. Eu gosto deles. Gosto de te beijar.
— O que deu em você? — dou um leve empurrão no seu peito. — Está sendo direto demais.
Ele cora. Como se o Reed ousado tivesse escorregado, e o Reed tímido voltasse correndo pra ocupar o lugar. Ele recua a mão e vira de costas pra mim.
— Boa noite...
Mas saber que ele gosta dos meus beijos acende algo dentro de mim. Algo quente, curioso. Algo que não quer deixar a noite terminar assim.
Me sento na cama e passo uma perna por cima dele, ocupando o pequeno espaço entre seu corpo e a parede. Reed mantém os olhos fechados — fingindo dormir? Não importa.
Me aproximo devagar e beijo seus lábios.
Ele corresponde na mesma hora. Suave no começo, depois mais fundo, mais urgente. Sua mão desliza pelas minhas costas, e nossos corpos se ajustam um ao outro como peças que estavam esperando se encaixar. Meus dedos sobem pelo seu braço, sentindo cada centímetro firme de músculo. É bom demais.
Com um movimento firme, Reed me vira na cama, e eu afundo nas cobertas sob seu peso. Ele mergulha num beijo quente, a língua explorando a minha boca com fome contida. É melhor do que qualquer lembrança que tenho. Melhor do que qualquer outro.
Sua mão desce do meu quadril até minha perna, subindo com calma por debaixo do vestido. Meu corpo responde sem que eu mande: um arrepio, um suspiro. Reed larga minha boca, mas com beijos de trilha que guiam para o meu pescoço. Os beijos me fazem fechar os olhos. A tensão se espalha como fogo.
O perfume dele se intensifica. Familiar. Incrivelmente viciante.
E então sua mão chega perto da minha virilha. Me remexo, antecipando o toque. Os dedos exploram, aprendem o caminho, tímidos e ousados ao mesmo tempo. Quando alcançam meu clitóris, mesmo sem muita precisão, o simples contato já me faz prender a respiração.
Um gemido me escapa, involuntário, alto demais pra uma primeira carícia. Seus dedos deslizam com mais confiança, agora em movimentos circulares, depois penetram devagar. Dois de uma vez. Me sinto cheia, quente, molhada.
Ele experimenta ritmos, pressões, como quem busca algo, e então encontra. Um ponto. Meu corpo inteiro se contorce. Um gemido mais rouco escapa sem filtro. Ele repete o toque, e a sensação se espalha como eletricidade pela espinha.
Seguro seu cabelo, puxo com intenção. Ele gosta, o sorriso em seus lábios me diz isso. Beijo sua boca com urgência, enquanto os dedos dele continuam se movendo dentro de mim. O polegar volta ao clitóris, e meu corpo se contrai. Estou tão perto...
Mas então ele para.
Reed simplesmente tira a mão.
Fico ofegante. Irritada.
— Você está de sacanagem comigo — solto, encarando ele.
Continua...
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