Loren Colucci era a noiva de Mário Monteiro desde a adolescência, mas nenhum dos dois desejava a união.
Loren não suportava a ideia de se casar com o menino que viu crescer e com ele não era muito diferente, se existisse algum tipo de sentimento bo...
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Estar no Salvezza tinha se tornado meu passatempo favorito.
Depois do natal e do ano novo, que comemoramos no litoral com Pietra e Armando, as coisas estavam estáveis em Pisa, e, com algum tempo livre, Leo começou a focar em fazer as corridas se tornarem mais conhecidas entre os mais abastados e lucrativas também, o que, consequentemente, o fez passar mais tempo por lá e eu sempre o acompanhava.
Então, a pista secreta era onde passávamos quase todos os nossos fins de semana.
Leo resolvia burocracia e detalhes das corridas, enquanto eu assistia os pilotos treinarem, e sempre que sobrava um tempinho, eu me aventurava na pista, com o carro que Leo havia me dado de presente. Mas, o lugar ganhava vida com as corridas que aconteciam de forma quinzenal, e todo o tipo de gente influente e importante estava presente, a adrenalina banhava o lugar e eu adorava tudo aquilo, principalmente por Leo.
Para todos em Pisa, ele era um empresário de sucesso, para os camorristas, ele era um mafioso qualquer, sem grandes títulos, apenas o capitão da cidade, um subordinado, mas no Salvezza, ele era o senhor de tudo.
— Esses novos ricos são uns merdinhas - Armando reclamou, entrando no nosso camarote irritado. Ele sempre ficava assim quando tinha que lidar com os apostadores. Mesmo sendo, claro, o segundo no comando do Salvezza, Armando gostava de resolver algumas coisas pessoalmente. — Eles não sabem perder. Bando de idiotas.
Pietra, sentada ao meu lado, revirou os olhos, quando Armando tomou o copo com gim das mãos dela e tomou o restante do liquido de uma vez.
— Eu os acho divertidos - ela comentou, apenas para opor-se a ele.
— Claro que os acha - Armando bufou, devolvendo nas mãos dela o copo vazio. — Onde está Leo? A corrida está prestes a começar.
— Aqui - Leo respondeu, entrando no cômodo, ele havia ido falar com o corredor que iria disputar o pódio pelo Salvezza. Leonardo pessoalmente investiu nele e no carro dele. Ele era jovem, mas era muito bom no volante, e, como ele já conhecia a pista e o estilo da corrida, seria fácil ganharmos. — Tudo sob controle? - ele perguntou para Armando que assentiu.
— Espero não perder dessa vez - Pietra resmungou, ela não era boa apostando e, pra piorar, sempre ia contra os conselhos de Armando, por pura birra. A sorte era que ela não se importava em gastar o suado dinheiro do pai dela.
— Não vamos - eu disse, piscando pra ela. Havia apostado, junto com ela, uma boa quantia no nosso piloto.
Meu marido sentou-se ao meu lado e trocamos um sorriso. Leo estava usando uma jaqueta de couro que eu havia comprado dias antes. Eu gostava de como ele ficava em roupas casuais, tão assustador como o de costume, mas mesmo assim eu gostava. Era bom vê-lo usando algo que não fossem seu clássicos ternos.
Foi dada a largada e eu foquei meus olhos no telão, para acompanhar a corrida. Como esperado, nosso piloto saiu na frente, e logo nos primeiros minutos, estava algumas voltas a frente dos seus adversários. Com a vitória quase garantida, Armando saiu com a desculpa de comemorar e Pietra, de forma nada suspeita, avisou que precisava de um ar fresco.