meu presente

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LEONARDO

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LEONARDO


— Sabe, eu gostei dessa coisa no seu pescoço - sussurrei no ouvido de Loren, lhe arrancando uma risada meio engasgada. 

— Estava pensando que você ia mesmo gostar - ela respondeu, divertida. — Tipo um laço, em um presente. 

Sim, porra. Ela era meu maldito presente, tão bom que eu nunca ousei desejar... agora, ela estava bem na minha frente, mesmo eu não merecendo. 

— Você... - encostei minha testa na dela — Não faz ideia do quanto eu gosto desse presente. 

— Mesmo eu tendo queimado a sobremesa? - ela perguntou com um beicinho que fez querer mordê-la. 

— Mesmo que você queime a casa inteira - minha resposta a fez rir, enquanto colocava os braços ao redor do meu pescoço. 

— Acho que está na hora de irmos para nosso quarto - Loren sussurrou e não precisou repetir. 

Passei uma mão atrás de seus joelhos, a erguendo do chão.

Chegamos ao nosso quarto e coloquei Loren sobre o colchão com cuidado, ela já tinha se livrado dos próprios sapatos e ficou de joelho na cama, as mãos nas costas, tentando tirar o vestido. 

— Que tipo de presente se abre sozinho? - perguntei e ela parou no mesmo instante. 

Sem pressa, me aproximei dela e puxei a barra do vestido vermelho até passar por sua cabeça e braços. Respirei fundo, absorvendo a imagem de Loren, com a fita vermelha presa ao pescoço, os seios livres, e uma calcinha de renda também vermelha. 

Comecei beijando seus lábios, sua mandíbula, seu pescoço envolto de vermelho, queria tocar cada centímetro da pele dela. Só pra ter certeza de que ela era real. De que éramos de verdade.  

— Leo, tudo bem? - sua pergunta veio falhada, entre um suspiro e um gemido, mas mesmo assim me atingiu bem no estomago. 

Bem? Bem era um eufemismo. Eu tinha tudo que precisava bem ali na minha frente, o que mais eu podia querer?

— Mais que bem. - respondi, enquanto descia uma trilha de beijos por sua clavícula. 

— Leo? - ela chamou, arfando — Preciso te contar uma coisa... 

Parei e me afastei, me apoiando em meus joelhos, para não machuca-la. 

— O que aconteceu? - perguntei, enquanto minha mente processava as piores possibilidades, a cada instante em que seus olhos me encaravam. 

— Eu te amo - engoli seco. Eu tinha dito que a amava, mas ouvir de volta... eu não esperava por isso. 

— Loren... 

— Eu te amo, Leonardo Salvattore - ela repetiu, sorrindo dessa vez — Estou me perguntando porque não disse antes, mas eu te amo, não sei quando começou, talvez desde a primeira vez que eu te vi. E, eu quero que você saiba que é digno de ser amado, - ela ergueu as duas mãos vagarosamente, segurando meu rosto com carinho. — É digno de ser feliz e de ter uma família. 

Assenti... eu nunca seria digno dela, mas, se ela achava que sim, eu iria apenas aceitar e me deleitar. 

Depois de tanto... sofrimento, eu estava sendo abençoado e ia agarrar isso com unhas e dentes. 

Virei o rosto para beijar sua mão. 

— Eu te amo - devolvi e estava começando a gostar de dizer isso — Não tenho certeza se alguma vez na vida eu senti isso, mas é amor.  

Loren se inclinou e cobriu minha boca com seus lábios macios. 

Não sei por quanto tempo ficamos assim, apenas aproveitando o corpo um do outro, com beijos demorados, lascivos e toques arrepiantes, "eu te amo" sussurrados a todo momento. 

Foi diferente de antes, se antes estar com ela era bom, parecia uma experiência de outro mundo.  Não existia mais nada ao nosso redor, todo o caos do mundo tinha sido expulso do nosso quarto. 

— Por favor, Leo - Loren choramingou, quando meus dedos finalmente alcançaram o tecido úmido de sua calcinha. 

— Por favor? - comecei os movimentos circulares, a vendo fechar os olhos e jogar a cabeça contra o colchão, erguendo o quadril, buscando por mais. Me inclinei apenas um pouco e alcancei um de seus seios perfeitos com a boca, o que a faz gemer alto. 

Meu dedo deslizou para dentro dela com facilidade, Loren estava tão pronta pra mim que era audível e eu não aguentei esperar mais. Puxei minha calça para baixo e, em um movimento rápido, me sentei no colchão, puxando-a para que ela ficasse por cima. 

Loren forçou os quadris para baixo, tomando todo o meu pau como a boa garota que ela era. A boa garota que me amava. Respirei fundo, me deliciando com a sensação de sua carne quente e úmida me apertando, o som dos seus gemidos e sua voz, repetindo as três palavras, enquanto ela subia e descia tão lento de demoradamente que podia ser considerado tortura. 

Seus seios se moviam junto com ela, e o lenço vermelho em seu pescoço, roçava neles, o cabelo agora solto e assanhado completava a obra de arte, era tão erótico e cheio de luxuria que eu não podia fazer mais nada além de observar. 

Não sei quando paramos, quantas vezes e quantas posições fizemos, só lembro de adormecer, com Loren deitada ao meu lado. 

***

— Eu avisei... - Armando resmungou, enquanto servia chá  para Afonso, que, estava de ressaca. 

A cena era quase cômica. Afonso estava jogada em uma cadeira, de pijama e um roupão grosso, ao lado dele, no mesmo estado, estava Pietra. Armando estava tomando conta dos dois, já tinha lhes dado remédio e agora, estava fazendo o famoso chá antirressaca que Afonso fez pra nós a vida toda. 

— Pare de gritar - Pietra resmungou, fazendo careta para Armando, que agora estava servindo ela. 

— Eu não estou gritando - meu amigo devolveu, tão irritado quanto podia.  

Loren riu baixinho ao meu lado. 

— Nossa família é um pouco estranha - ela sussurrou e foi minha vez de fazer uma careta. 

— Armando não faz parte da nossa família - reclamei.  Afonso sim, e Pietra eu não tinha escolha, mas Armando era um pouco demais para que eu pudesse suportar... 

— Esse chá é pra ser ruim assim mesmo? - Pietra tinha tomado apenas um gole quando perguntou — Senhor Afonso, eu acho que ele fez errado. 

— Errado foi  a quantidade de vinho que vocês dois beberam ontem - Armando cuspiu as palavras, impaciente. 

— Não exagere, - Afonso suspirou — e, pare de gritaria. Ninguém aqui tem problemas auditivos. 

 — Vamos almoçar fora, amor - sussurrei para Loren, antes que algum deles notasse nossa presença. 

Loren me olhou por alguns instantes, mas quando sorriu, soube que ela tinha gostado da ideia. 

— Podemos ter pizza para o almoço? - ela pediu e eu assenti. Não era como se eu pudesse negar qualquer coisa a ela. 

— Podemos ter o que você quiser.  




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