Analiso a mulher a minha frente ela possuía as características citadas a mim por alguém.
— Oh, sim, eu gostaria de falar com o Bruno. Ele se encontra?
Mulher: Claro, não sabia que ele possuía amigas tão charmosas. Por favor entre, gostaria de um chá ou alguma outra bebida?
— Oh, sim, se não for um incômodo.
Adentro assim que ela dá o espaço necessário, caminho atrás da mesma até a sala então me acomodo.
Mulher: E quem é este pequeno? É fofo.
Pronto, com isso bastou para que o pequeno já se soltasse a seguindo alegremente, pensando em repreende-lo desisto ao ver como ela o acariciava indo a cozinha com o mesmo abanando o rabo.
Já me trocou eh?
Como a cozinha era praticamente junto a sala pude observar os dois.
— Desculpe pela intromissão, a senhora é Dulce, certo?
Mulher: Claro que sim, como ficou sabendo de mim?
— Foi no dia em que conheci o Bruno, ele no automático me contou um pouco sobre uma mulher bondosa.
Dulce: Não sabia que estava ficando conhecida por aí.
— Não se preocupe, a senhora esta segura.
A vejo preparando algo para eu tomar, a via dando alguns biscoitos ao Belo que nem me notava mais ali, já tinha perdido a esperança de o fazer.
Ela demorou mais alguns minutos para vir com uma pequena bandeija, compartilhei com a mesma a bebida trazida e os pãezinhos de mel, enquanto conversávamos alegremente.
Dulce: Espere, até agora não sei seu nome.
— Sim, sou _______.
Dulce: Agora entendo o porque de não ter lhe visto antes, não tens muito tempo por aqui.
— Não mesmo, e não é querendo dizer que não gostei de sua companhia mas, onde está ele?
Dulce: Ainda deve estar dormindo, ainda não saiu do quarto. Não se preocupe, esta na hora mesmo de eu rever meus filmes, mas antes vou chamá-lo.
Como já havia terminado minha bebida a impeço de se levantar levando as coisas a cozinha, lavo sem muita pressa.
— Eu mesma o acordo, qual é o quarto dele?
Dulce: Terceira porta, à esquerda.
Sigo pelo corredor calmamente dou algumas batidas sem resposta adentro, me deparando com a vista de um rapaz esparramado na cama.
Caminho pelo quarto como uma boa pessoa, me aproximo da janela abrindo as cortinas de uma vez, ouvindo alguns murmúrios me volto a cama do indivíduo puxando a coberta.
— Bruno, acorda. Já passou da hora.
O vejo se mover pro lado contrário puxando a coberta de minhas mãos, por pouco não caí. Me sento na ponta voltando a puxar.
— Bruno, não me faça ter vindo aqui em vão!
Como ela havia dito ele parecia muito dopado de sono, vendo o banheiro ao lado pego o copo da cômoda ao lado indo lá encho com água, e de volta a cama jogo pelo rosto dele.
Bruno: Some, quem quer que seja!! Tenho assuntos mais importantes a tratar!
Ele parecia bravo, resolvi apelar me sentando dando as costas pra ele, encolho meus ombros assumindo a feição de choro a cada palavra.
— Que amigo.. quando só queria uma companhia, ainda mais por ter reunido forças e lhe visitar... é assim que você acolhe sua amiga solitária.
Com a visão levemente turva pelas lágrimas que passaram a rolar por meu rosto, solto alguns fungados.
Bruno: Bela..? É.. Você?
— Não se preocupe... Não irei incomodar.
Quando me levanto de imediato o ouço se mover então seu par de braços serem posicionados ao meu redor, me puxando pra trás seguido de um rápido giro quando percebo já estou deitada ao seu lado em um abraço, com meu rosto na curvatura de seu pescoço.
Bruno: Desculpe, jamais imaginei que viria.
Finjo me debater como quem não quer mais saber, ele me mantém.
— Solta.. solta!
Bruno: Só quando me perdoar, e dizer que ainda é minha amiga, então não ficarei com minha consciência pesada.
— ...Não.
Bruno: Que tal como desculpa, damos uma volta em qualquer lugar que queira ir!?
— Eu topo.. se prometer não o fazer de novo.
Limpo uma das lágrimas o vendo movimentar a cabeça em concordância mais de uma vez sendo meio desnecessário. Agora liberada de seus braços sigo a porta.
— Cinco minutos, ou irei mudar de idéia.
Deixo o quarto ficando encostada ao lado podia ouvir seus passos apressados, enquanto isso limpei as lágrimas que restaram e como dito em cinco minutos ele deixou o quarto, me aproximei o analisando então repouso minhas mãos em seu braço o puxando.
Chegando a sala dona Dulce se volta a nós.
— Está vendo!? Até meu cachorro me deixou.
O olho fingindo indignação, vendo um sorriso escapar.
Dulce: Querida, como conseguiu o tirar tão rápido da cama? Vejo que perdir o prêmio da única que podia o fazer.
— Com certeza a senhora não perdeu, eu só tentei apelar pro seu.. ponto fraco.
Bruno: C-Como..?
— Porque acha que estou vestida assim? É claro que vim te levar pra sair.
O vejo então analisar minha roupa meio confuso.
A escolha fica por conta de vocês.
Dou um sorriso, vendo que Belo realmente havia amando dona Dulce, passo a arrastar Bruno antes que percebesse de vez o que fiz.
Dulce: Eu fico com o pequeno por hoje.
— Prometo o trazer de volta sã e salvo.
Dulce: Sendo você não me preocupo, divirta-se!
Bruno: Hã...
Agora fora, passamos a caminhar pelo trajeto por enquanto sem rumo, ainda estava com ambas as mãos em seu braço a guiá-lo, ele pareceu não se importar.
— Não fique tão bravo, foi preciso o sacrifício que fiz.
Bruno: Qual sacrifício? Aliás, não podia ter mandado mensagem?
— Preferi fazer uma visita e conhecer a famosa Dulce. O sacrifício, foi borrar minha maquiagem mais aí lembrei que é aprova d'água.
Dou de ombros levemente.
Bruno: Então, quais planos pra hoje?
— Dentre todos eles, terá de alegrar meu dia.
Bruno: Não conte muito com isso, sou péssimo.
— Relaxa, aos poucos pega a manha.
Bruno: Ei! Não disse qu-
— Disse que iria a qualquer lugar, automaticamente fará o quê quer que eu propuser.
Bruno: Nem tudo, não exagera. Já que é meu dever, não seria certo eu escolher nosso trajeto? E sem objeções.
O olho analisando suas expressões vendo um olhar divertido cruzar seu rosto.
— Olha lá, o que você vai aprontar.
O vejo sorrir, agora parecendo mais relaxado.
