Narrado por Helena
H: Não se preocupe, mamãe, irei com minha amiga!
O: Ai, filha, às quatro da manhã?!
H: Sim, mamãe! É do outro lado da cidade, e ainda precisamos organizar tudo para a palestra. Precisamos chegar muito cedo!
N: Deixa ela, mamãe. Minha irmãzinha sabe se cuidar sozinha! E outra, ela não vai sozinha, né mana?!
Perdão, Deus, por estar sentindo nojo da minha irmã, mesmo sendo apenas hipóteses.
H: Isso mesmo, irmã! Vai dormir em casa?
N: Vou... O Bento vai pra outra cidade às três da madrugada, daí não quero acordar tão cedo assim pra vir pra casa! Você vai sair com o Felipe?
Ela me olha de cima a baixo.
H: Sim, decidimos sair hoje...
N: Pra onde?
Arqueia levemente a sobrancelha.
H: Para um motel!
Minha mãe ri da sinceridade.
N: Hum, que coisa boa!
Sorri, e sorrio também.
H: Tchau, amores, ele chegou!
Pego a bolsa e saio.
F: Oi, meu amor...
Me recepciona sorrindo, e sorrio de volta. Queria tanto que estivéssemos enganados.
H: Oi, meu amor...
O puxo e lhe beijo. Queria me apegar àquele Felipe que era meu durante esses quase quatro anos.
F: Isso tudo é saudades?
Sorri.
H: É...
Forço um sorriso e agradeço aos céus por ele não conhecer meus sentimentos.
Andamos pela cidade e fomos direto para o motel. Entramos na suíte e aproveitamos um pouco. Comemos, bebemos algo...
Era como se meu coração sentisse uma despedida.
E lá estávamos nós dois na cama.
H: Você me ama, Felipe?
Pergunto, e ele me olha.
F: Claro que sim, minha Lena... Te amo, te amo e te amo...
Diz sorrindo, e sorrio.
H: Então me promete nunca machucar meus sentimentos...
Digo o olhando.
F: Pro... prometo!
Puxo sua nuca e o beijo. Subo por cima dele; nós dois estávamos apenas de peças íntimas.
Eu o beijava, e ele retirava de mim as poucas peças do meu corpo. Eu rebolava em cima dele, o fazendo gemer abafado em minha boca. Retiramos nossas peças de baixo, e lentamente sento nele, o colocando dentro de mim.
Eu sempre dominava o Felipe, e eu sei que ele gostava. Então por que ele iria procurar algo em outro lugar...? Por que talvez justo com minha irmã...? O que ele queria nela que não tinha em mim?
Ele apertava meu corpo, e meus quadris se movimentavam cada vez mais rápido, o fazendo gemer...
Meu corpo estava entregue nas mãos dele, mas minha mente estava aérea...
Mais ou menos às onze e meia da noite ele me deixou em casa, e entrei indo diretamente para o quarto, tomando um banho e deitando completamente nua, como sempre...
E engano de quem pensou que consegui dormir.
Às três e cinquenta eu já estava completamente arrumada. Tinha uma ansiedade sem igual. A cada minuto olhava pela janela para ver se ele havia chegado.
E, pontualmente às quatro da manhã, ele chega com o carro na frente da minha casa.
Saio indo diretamente ao carro após ter a confirmação de sua mensagem.
B: Bom dia.
Fala assim que entro e sento ao seu lado.
H: Espero que seja bom mesmo...
Saímos dali.
B: Também espero! Onde vamos ficar por enquanto?
H: Onde você sugere?
B: Perto da minha casa!
H: Ótimo então, vamos pra lá e ficamos distantes um pouco!
Ele confirma, e seguimos...
O clima era de velório.
Nenhuma palavra foi dita.
Não lembro de muita coisa, apenas quando ele me acordou também com cara de sono.
B: Ele tá saindo...
Mostra, e olho.
B: Ele não tá com roupa de trabalho!
Respira fundo ao ver.
H: Talvez não vá trabalhar hoje...
Digo, já tendo certeza do que possivelmente iríamos encontrar.
Felipe saiu no carro. Era aproximadamente às nove da manhã.
Ele ia bem à frente, e a gente atrás, um pouco mais distante...
Em determinado momento ele para um pouco, e sinto uma dor no coração ao ver minha irmã sair do carro dela e entrar no dele.
B: Eu não acredito!
Bravo, bate o punho no volante.
H: Vamos, não vamos parar agora!
Ele concorda, doloroso, e saímos.
Eles andavam, e a gente seguia atrás sem que nos percebessem.
Sinto dor no coração ao ver eles entrando no mesmo motel que viemos ontem.
H: Ridículo!
Digo chorando.
H: No mesmo lugar que me trouxe ontem!
Minhas lágrimas caíam.
Sinto minha mão ser segurada, como quem me desse força.
Vejo em seus olhos azuis tristeza e raiva.
B: Vamos pegar eles no flagra!
Ele engole seco o choro.
Estávamos atrás deles, prestes a entrar no motel.
Eles pediam a suíte, e a gente esperava nossa vez.
Eles não imaginavam que éramos nós que estávamos atrás deles.
O carro deles adentra no local e chega nossa vez.
Assim que o carro deles se afastou um pouco mais, fizemos o pedido de uma suíte e, por sorte, era a vizinha da deles.
Estacionamos o carro na garagem do quarto e ficamos lá dentro do carro...
Procurando coragem para entrar...
Aproximadamente vinte minutos depois, crio coragem.
H: Vamos... Está na hora!
Ele se encoraja, e saímos do carro.
....
Continua....
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Minha Doce Vingança
FanfictionDois corações partidos , duas pessoas sedentas de vingança.... Dois cunhados juntos em um só plano, um só desejo: vingança! O plano tinha tudo pra dar certo, se não fosse as surpresas do caminho...
