Narrado por Bento
O clima chuvoso e friozinho pedia um bom dia de preguiça, mas a fome nos fez entrar em acordo de quem iria comprar os pães, e é óbvio que esse "trabalho" caiu para mim.
H: vai lá papai doutor advogado! ( Falava por Breno e rio )
B: se não tivesse tão bonito para chover o papai te levaria... ( Beijo seus pezinhos)
H: na verdade está chovendo né ?! Não tão forte mas tá!
B: é, fica aí com a doutora mamãe que eu já volto ! ( Beijo ela e ele e logo sai atrás de nosso café da manhã)
Parei o carro em frente a padaria e desci rápido correndo para de baixo da própria, pois a chuva caía com força. Parei no instante que olho para a senhora que estava encolhida se escondendo da chuva no alpendre do estabelecimento, ela tinha uma sexta de flores nas mãos e seus braços estava abraçando seu corpo e seu queixo batia, não perco tempo e vou até ela, ela ainda não me viu.
B: senhora cigana... ( Ela me olha e seu sorriso ilumina seus lábios roxos do frio )
SC: moço iluminado! ( Sorri ) Quanto tempo, que bom te ver ! ( Seus olhos cansados estavam mais cansados do que das últimas vezes)
B: o que faz aqui ? Nesse frio? Nessa chuva ?
SC: eu precisava vim, tenho que trabalhar... ( Sorriu com doçura olhando para as flores)
B: já comeu alguma coisa? ( Ela me olha , acho que envergonhada)
SC: para tais necessidades é necessário dinheiro filho... É com essa chuva, o pessoal não quer muito flores ! ( Rir )
B: venha comer algo, é um convite meu !
SC: não precisa se incomodar, filho... Fique em paz !
B: faço questão, venha... Quero lhe falar de meu filho! ( Ela sorriu e a conduzi até a parte de dentro do estabelecimento, lá também servia café da manhã, pedi apenas um café com leite para mim depois pedi algumas coisas para ela comer )
SC: como está o bebê ?
B: muito bem, ontem fez um mês de vida ! ( Ela sorriu comendo, parecia está com muita fome, doeu meu coração ao vê-la assim )
SC: eu vi o seu rostinho quando ele nasceu... ( Sorrindo)
B: viu ? Como ? ( Sem entender)
SC: eu vi em minha mente, não vou saber explicar... ( Sorriu meiga ) Mas e você filho ? Que sobra é essa em teu olhar?
B: ler minha mão... Vê se um dia ela vai me amar... ( Pergunto e estendo a própria para ela que sorri)
SC: tudo a um tempo... ( Segura minha mão ) A sua linha de amor só cresce... A da inveja também! ( Seu sorriso se desfaz)
B: de onde vem essa inveja? ( Pergunto e ela me olha nos olhos )
SC: do sangue... ( Não entendo ) Eu vejo uma linha nublada... Não consigo ler ela... ( Põe a mão na cabeça em agonia)
B: tá tudo bem ? ( Acaricio sua mão enrugada e gelada )
SC: sim... ( Tossiu ) Espero estar aqui para ver seu filho um dia ! ( Riu cansada )
B: a senhora está doente? ( Ela comeu cansada )
SC: a Idade meu filho... A idade chega para todos nós... ( Sorriu )
B: porque não descansa? A senhora não tem filhos? ( Seus olhos azuis encheram-se de lágrimas)
SC: tive um menino, hoje está um homem, bem sucedido... ( Sorriu saudosa )
B: e onde ele está ? Por que não está cuidando da senhora... ( Sorriu com carinho)
SC: ele não aceita que tenho um legado no mundo... Ele renega seu sangue cigano, mais tudo bem, eu o amo... ( Sorriu )
B: a senhora precisa descansar, onde a senhora mora? ( Me olha com ternura) Não trabalhe hoje, vamos eu a levo para casa !
SC: minha casinha é longe, sua família tem fome... ( Agradecida termina sua refeição)
B: vá para casa, eu vou querer comprar as flores... ( Ela sorri, aquelas flores eram tão significativa para ela ) Mas tem que me prometer que vai para casa !
SC: Prometo... ( Sorriu cansada )
Pago a refeição e compro o que vim comprar, compro alguma coisas para ela levar e pago por todas suas flores, seus olhos cansados tinha gratidão, a coloco em um táxi e paguei para que a deixasse em casa, em seguida segui para casa.
H: aí Bento, que fome , o que aconteceu? Que demora ! ( Assim que chego na cozinha)
B: desculpa... ( Ainda estava pensando na situação tão triste da Cigana)
O: tá tudo bem filho ? ( Pergunta preocupada )
B: está sim, só vi uma coisa um pouco triste... Trouxe para vocês (Entrego as flores a elas e elas sorriam, Pego meu filho e sento ao lado de Helena)
H: obrigada! ( Sorrindo)
O: são lindas ! ( Também sorrindo)
Lu: o que Bento?
B: a senhora que mandou flores para Breno... A encontrei com frio, com fome...
H: a cigana ? ( Dolorosa )
B: ela mesmo, perguntei se ela tinha filhos e ela disse que sim...
O: e onde ele está? Tadinha dela nesse frio que tá lá fora...
B: ela disse que ele não aceita o sangue cigano, hoje é um homem bem de vida mas renega o sangue... Ou seja, tem vergonha da mãe por ela ser cigana... Ela tava com os lábios roxos de frio, tossia, tremia os queixos... Mas o que mais me doeu foi a fome que ela estava!
O: por que não trouxe ela filho? ( Dolorosa)
B: eu dei comida a ela e comprei as flores, em dias chuvosos o pessoal não compra muito, comprei todas e dei comida a ela para ela levar para casa, dei meu casaco a ela e a coloquei em um táxi para ela ir para casa...
H: que bom... ( Com carinho fala me consolando) Ela já deve está em casa!
B: tomará... Como que um filho pode fazer isso com uma mãe ? Tadinha, ela é uma senhora, ela merece descansar o resto de sua vida e não trabalhar para conseguir comer! ( Me revolto )
H: tem gente que não tem coração!
Lu: para fazer isso com uma mãe provavelmente não tem nem alma ! ( Doloroso pela situação também)
B: é um ser desumano... ( Respiro ) Ela quer muito te conhecer filho, você vai gostar dela, tenho certeza!
Meu bebê apenas me olhava com os olhinhos mais lindos do mundo, ingênuo de qualquer maldade do mundo.
...
Continua....
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Minha Doce Vingança
FanfictionDois corações partidos , duas pessoas sedentas de vingança.... Dois cunhados juntos em um só plano, um só desejo: vingança! O plano tinha tudo pra dar certo, se não fosse as surpresas do caminho...
