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Acordei sem noção de tempo e na mesma posição. Senti a pele de Riwty nos meus dedos e percebi que ele havia tirado a túnica, mas ainda usava a calça.

Esfreguei o rosto em seu peito, sentindo a pele macia. Seu cheiro de pinheiros e folhas caídas me trazia conforto. Não tinha me acostumado ainda ao quanto podia respirar de verdade agora que estava com ele.

Me afastei um pouco e o observei de olhos fechados, não tinha certeza se ele estava dormindo. Subi até ficar cara a cara e acariciei sua bochecha e seus longos fios de cabelo. Os tons de marrom e vermelho entrelaçados como uma folha de outono me cativavam.

Ele era tão lindo, a criatura mais linda que eu já tinha visto em toda a minha vida.

Encostei levemente meus lábios nos dele então o vi abrir os olhos e um sorriso preguiçoso se espalhou em seu rosto. Ele me apertou contra seu corpo e esfregou seu nariz no meu.

Estava carente, precisava de um toque carinhoso, precisava dele. Fazia quase um mês desde a nossa última vez, do melhor sexo da minha vida. Eu sentia que tudo estava colapsando ao meu redor e queria me perder em Riwty.

-Então são esses pensamentos sensuais que estão passando pela sua cabecinha. _ o sorriso sarcástico que era sua marca registrada provocou meu interior.

Senti algo se mexer entre nós.

-Pelo visto na sua também.

Sua risada rouca pelas horas em silêncio arrepiou meu corpo inteiro.

-E o que você vai fazer?

-Isso.

Passei minha perna por cima do seu quadril e puxei seu rosto em direção ao meu. Quase ataquei sua boca, mas Riwty não me deixou seguir nesse ritmo. Nossos lábios se moveram lenta e profundamente, sua língua acariciando a minha sem nenhuma pressa.

Esfreguei meu corpo no dele como uma gata no cio e o ouvi gemer enquanto apertava minha cintura com força.

-Você me deixa louco, sabia?

-Você faz o mesmo comigo.

Seus lábios foram para a minha orelha e senti a picada dos caninos alongados seguida de uma leve sucção. A pontada de dor não fez nada para diminuir a excitação que estava sentindo.

Sua boca desceu para o meu pescoço, sugando e mordiscando minha pele, causando arrepios. Ele subiu minha camisola e começou a acariciar minha perna superficialmente. Agora meu corpo inteiro estava arrepiado.

Riwty se afastou de mim e eu tentei protestar o segurando, mas ele apenas sorriu e ficou por cima.

O fae passou a mão no meu rosto e me encarava com uma intensidade que era difícil de suportar, então desviei o olhar.

-Olhe para mim Ellie.

Não resisti e fiz o que ele pedia. Consegui ver o amor que tinha declarado para mim depois que voltou da viagem. Meu coração apertou.

Não tinha certeza se o que sentia por ele era o mesmo, por isso não podia responder, mas não vi nenhuma cobrança em seu olhar apaixonado. Então fiquei perdida naqueles olhos verdes que pareciam conter todos os segredos do mundo e nunca deixavam de me hipnotizar.

Nos beijamos novamente e minha camisola desapareceu. Nunca entenderia o funcionamento da magia, mas sabia reconhecer a praticidade.

Agora Riwty acariciava meus seios sem nenhuma camada entre nossas peles. Seus dedos roçavam delicada e lentamente até chegarem aos meus mamilos. Então ele os apertou com cuidado e desceu a boca sobre um enquanto continuava massageando e beliscando o outro.

AceitoOnde histórias criam vida. Descubra agora