E quando eu sinto seu toque
A minha pele se arrepia e toma um choque
Minha boca, sua boca, sem sussurrar
E uma lágrima escorrendo no meu olhar
Dá pra ver, que eu amo você!
Imagino que queiram me matar, eu não as culpo, fui irresponsável com vocês, o capítulo não está da forma como eu imaginava, mas eu não podia deixar vocês sem nada, seria muita covardia e todo o carinho que eu vi aqui tinha que ser retribuído de alguma forma, é o justo. ❤️
Fechei os olhos e respirei fundo tentando acalmar o meu coração, o cheiro de rosas invadindo as minhas narinas e me acalmando, em meu peito tinha uma bateria de escola de samba e eu não poderia estar mais feliz.
Abri os olhos quando ouvi as primeiras notas soarem, um arrepio subiu pela minha espinha e o meu coração acelerou mais ainda, parecia que ia sair correndo do peito.
Varri meus olhos pelo espaço e a imagem que encontrei me tirou o ar.
Maraísa caminhava em minha direção com um vestido branco lindo e delicado como ela, cheio de bordados e detalhes minimalistas do jeito que ela sempre sonhou, o coque delicado deixava duas mechas de seus fios negros caindo por seu rosto, esse que me olhava com um sorriso emocionado, em suas mãos, um buquê de dálias brancas, a flor que dei a ela no dia em que nos conhecemos.
De repente, as notas da marcha nupcial foram substituídas por notas de uma canção que conhecíamos bem, a surpresa tomou conta dos nossos rostos e não deu para segurar a emoção.
Medo bobo é uma composição de Maraísa, uma que ela escreveu no meu caderninho preto, junto com as minhas composições, ela já estava gravada e pronta para lançar, eu, Maiara e Maraísa trabalhamos em algumas melodias e músicas que nós três escrevemos nesses últimos meses, procuramos Maiara com o olhar e encontramos a pequena chorando abraçada a Jeiza, Isa soltou um beijinho para a irmã que retribuiu.
Desci os dois degraus do pequeno altar e estendi a mão para Maraísa, só nesse momento reparei no meu cunhado, César Filho se debulhou em lágrimas quando Maraísa o perguntou se ele aceitaria levá-la ao altar, lembro que a voz dele quase não saiu e quando saiu, estava esganiçada e parecia mais um miado dizendo "Sim", nós caímos na risada na mesma hora, sorri para ele que me puxou para um abraço.
— Cuida bem da minha irmã Marília, eu sei que não precisa avisar, você já cuida dela com ninguém, mas eu tenho que executar o papel de irmão protetor agora, então... - ele se afastou do abraço e sorrimos. — Cuida bem dela ou eu te caço.
— Com a minha vida! - ele deu dois tapinhas no meu ombro e se afastou. Olhei para a mulher da minha vida bem ali, sorrindo emocionada para mim, dei mais um passo em sua direção e beijei sua testa. — Você está perfeita!
— Você também está linda amor! - uma de suas mãos pousou em meu peito, meu coração batendo como um louco, ela sorriu e deixou um beijo bem onde estava sua mão. — Eu amo você! - o sussurro ainda próximo ao meu peito, fez com quem um calafrio passasse por meu corpo, fechei meus olhos tentando controlar o turbilhão de sentimentos dentro de mim. Senti a mão pequena em meu rosto e abri os olhos encontrando os castanhos me olhando com tanto amor. — Vamos? Esse é o primeiro dia do resto das nossas vidas.
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