EM HIATUS
REVISÃO: SINALIZANDO NO CAPÍTULO.
1ª temporada → O Pen Drive
Direto da teoria do último, um pen drive causa mudanças no destino das mãos em que passa.
Através de um golpe ambicioso, o caos ameaça a cidade de Crosfilt.
Após um acidente in...
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O relógio redondo de borda amadeirada, pendurado na parede acima das prateleiras, marcava sete horas. A noite mal começara e o Stump Bar já estava cheio. O bom rock ecoava pelas caixas do salão. Andy dobrara o turno para ajudar durante a madrugada; as portas não fechariam antes das cinco da manhã.
Patrick estava sorridente e luminoso; Joe percebia claramente o quanto o amigo estava feliz. O motivo ficava bem à sua frente, acomodado no lugar de sempre. Gerard estava sóbrio. Fazia duas horas que chegara e ainda não havia posto uma gota de álcool na boca.
Gerard usava uma roupa diferente e, embora os cabelos continuassem um pouco compridos, era visível o quanto estavam limpos. A adorável fragrância do Black Season exalava dele. Joe custava a acreditar naquela mudança repentina; de um dia para o outro, o rapaz parecia assustadoramente bem. Ver Patrick aliviado, contudo, era recompensador.
— Joe! Estamos ficando sem gelo. O entregador não veio? — questionou Andy, segurando um saco de gelo pela metade enquanto despejava o restante em um balde cheio de cervejas long neck.
— Não! — respondeu Joe, interrompendo a conversa descontraída entre Gerard e Patrick.
— O entregador não veio?!
— Não.
— Não acredito! — surpreendeu-se Patrick. Com a casa cheia, o que fariam? — Quanto gelo ainda temos?
— Vai acabar em breve — disse Andy.
— Pelo amor! Eu vou buscar. Quer vir? — perguntou Patrick ao Gerard.
— Não! Te espero aqui. Sem problemas! — respondeu o Way.
Patrick passou pela pequena porta sob as prateleiras que dava acesso à sua casa, buscando a chave do veículo sobre a cômoda da sala. Em seguida, saiu pela porta principal da residência até o carro estacionado na calçada.
Gerard passara horas planejando uma forma de não esbarrar com Frank, mas, no fim, preferiu confiar que o rapaz não daria as caras ali tão cedo depois do ocorrido. Toda a sua tranquilidade, porém, esvaiu-se pelos dedos quando uma comemoração reverberou acima da música, atraindo a atenção de vários clientes. O coração de Gerard falhou uma batida; o ar gelou em seus pulmões. Era Frank Iero, em carne e osso! Sua entrada provocara o alvoroço em uma das mesas. Frank não fez questão de observar o ambiente; todo o seu foco fora tomado pela recepção efusiva dos colegas.
Gerard virou-se para a frente, estático, de olhos arregalados. A personificação perfeita da gíria popular: gay panic.
"Puta merda!", pensou ao limpar o suor da testa.
Todas as garrafas de bebida à sua frente – exuberantes sob a fraca luz azul que se espalhava pelas prateleiras de vidro – tornaram-se alvos de sua ansiedade. A presença de Frank e a ressaca moral que sentia eram o gatilho perfeito para empurrá-lo de volta aos braços do vício.