Brinca Comigo Entre Quatro Paredes - Parte1

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ATENÇÃO ESTE CAPÍTULO CONTÉM DESCRIÇÃO DE CENAS FORTES, NENHUM PENSAMENTO OU AÇÃO DOS PERSONAGENS A SEGUIR TEM O OBJETIVO DE INCENTIVOS INADEQUADOS AO LEITOR.

Carros da ICC fechavam e tomavam parte da rua de trás do Hospital Central de Crosfilt. Havia uma ambulância próxima a entrada da loja de conveniência com as portas traseiras abertas. Uma garota estava sentada em uma maca e chorava enquanto a equipe médica a dava atenção e checavam sua pressão arterial. Em torno do local e na saída do hospital haviam curiosos espreitando o movimento dos policiais.

Dentro da sala de monitoramento uma fita zebrada isolava a área a qual o atendente estava. Plaquinhas de numeração marcava os pontos, e a perícia recolhia e fotografava as provas. O atendente estava sentado à mesa, sua cabeça repousava no vidro assim como os braços, em uma das mãos tinha uma arma, e o sangue estava espalhado pelo vidro, as gotas ainda pingavam lentamente no chão. Um buraco abaixo do queixo, outro na cabeça, pequenas partes da massa encefálica espalhadas pelos fios do cabelo ao redor da abertura.

Fora da faixa Tyler observava tudo, enquanto Josh ao seu lado comia um hambúrguer.

- Isso tudo está muito estranho para ser um suicídio. O que você acha? - questionou Tyler.

- Homicídio. - O parceiro respondeu entre as mastigadas. - Observe aonde ele está, agora veja o teto, o chão, e a estante. - Disse após engolir, indicando os pontos que citou. - Se ele tivesse se matado. Da forma que está, e no ângulo, os respingos não voltariam para trás, eles tomariam as TVs à frente. O teto ali é mais baixo então os respingos também levariam em direção a estante. Para esses vestígios estarem ao contrário, ele devia estar em postura, provavelmente encostado na cadeira. O corpo dele é pesado, então provavelmente o levaria para baixo. Ou ele cairia, ou ficaria pendurado.

- Como você pode ter certeza disso, de que não se inclinaria para a frente?

- Essa é a questão. É o trabalho de um profissional. Então ninguém vai acreditar na minha hipótese. Eu posso não ser como eles, mas de tiro eu entendo. Irão fechar o caso como suicídio. - Josh alegou voltando a comer seu lanche.

- Não pode ser suicídio. Disseram que não tem registro das câmeras. Todas as fitas sumiram. O caixa da loja está cheio. A irmã dele disse que ele não aparentava estar triste, e sim que estava feliz porque o negócio estava indo bem. Por que o cara se mataria? Ela disse que as câmeras funcionam, e que gravam o tempo todo. Tem uma caixa de fitas novas aberta que comprovam o que ela disse. Aonde foram parar as usadas? Tem uma câmera apontada para a rua. Eu acho que ela capturou algo que não devia. Isso é um homicídio. A questão é, o que a câmera registrou? - Tyler encarou o parceiro notando que havia tagarelado feito um idiota e Josh não havia dado ouvidos a nada do que tinha dito, porque estava dedicado ao seu hambúrguer, aparentemente delicioso. - Josh! - Repreendeu ganhando a atenção do mesmo.

- O quê?

- Foco. - disse Tyler, indignado. - Como você consegue comer um hambúrguer na cena de um crime? Tem um cara morto ali.

- E o que é que tem? - Josh questionou como se aquilo fosse algo completamente normal. - Eu estou com fome.

Tyler ficou pasmo.

Um grupo em uniformes pretos adentrou na sala roubando a atenção de todos. Tyler e Josh se entreolharam de sobrancelhas juntas.

- Polícia Especializada de Crosfilt. O caso é nosso agora. - Anunciou um dos agentes para a surpresa de todos os policiais da ICC.

- O quê? - Tyler se pegou surpreso, e Josh se atentou a ele.

- Por favor, cedam o espaço para a minha equipe. - Disse o homem enquanto os agentes que estavam consigo já se espalhavam para realizar os trabalhos.

TLIAC (Frerard)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora