As Almas Que Pedem Socorro

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AS ALMAS QUE PEDEM SOCORRO


ATENÇÃO ESTE CAPÍTULO ABORDA TEMAS SENSÍVEIS COMO SUICÍDIO, NENHUM PENSAMENTO OU AÇÃO DOS PERSONAGENS A SEGUIR TEM O OBJETIVO DE INCENTIVOS INADEQUADOS AO LEITOR. PRECISA DE AJUDA? VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO. DISQUE 188. 


Capitão Alonso suspirou profundamente ao finalizar a chamada. O cigarro queimava entre os seus dedos, e ele bateu as cinzas. A fumaça tóxica não se comparava a nada perto da fumaceira que tomava o território da Avenida Atlanta.

O incêndio estava difícil de controlar, e os bombeiros trabalhavam arduamente. Alonso observou toda a bagunça e alarde ao redor. Os repórteres eram como corujas bisbilhoteiras, era irritante, mas não podia evitar que cumprissem com suas profissões, assim como cumpria a sua. Virou-se para Josh e Mila, que estavam próximos a ele, e ignorou o fato de que Bert parecia uma sombra sobre seus dois subordinados.

— Acabaram de me atualizar sobre o carro incendiado em Parkson — O capitão ganhou a atenção dos três. — Acharam um corpo dentro. A placa do veículo corresponde ao Robb Sallen Iero. — Percebeu a surpresa no olhar de Josh, e em sincronia com os pensamentos dele disse: — Eu também não acho que seja uma coincidência.

— Que merda! — Mila ficou aturdida.

— Está um inferno hoje. Todas as equipes estão nas ruas. Eu não tenho ninguém para mandar a residência dos Ieros — citou Alonso.

— Nós iremos. — Prontificou-se Josh.

Alonso assentiu, aliviado.

— Obrigado! — Ele se afastou ao ser chamado por um dos bombeiros.

— Eu posso ir com vocês? — pediu Bert.

— Vamos! — disse Josh, passando a caminhar lentamente para a viatura, sendo acompanhado por Mila e Bert. Não se importava com a presença do repórter, pois eles estavam trabalhando juntos no caso Walker e, querendo ou não, já tinham desenvolvido uma parceria. Enxergava-o mais como um colega; parte da equipe.

A exaustão estava sendo um dos piores pesadelos para Josh, analisou Bert.

— Vocês estão péssimos — comentou ele, sobre ambos, porque Mila não estava muito diferente do parceiro.

— Deve ter mais de vinte e quatro horas que eu não durmo. E já faz um tempo que eu não tenho dormido direito. Toda essa correria de hoje... Não vou mentir. Estou chegando ao limite — disse Josh.

— Eu posso dirigir — ofereceu Mila, conquistando a atenção dele. — Eu estou bem. Eu consigo.

Josh passou a chave para ela sem relutar, porque estava inseguro sobre pegar a estrada, tinha ciência de que podia dormir ao volante, e, bem, Mila parecia confiante.

Mulheres são mesmo muito fortes, pensou ele, com admiração, ao adentrar no carona e vê-la se apossar do volante.

Bert entrou em seu veículo e seguiu a viatura.

****

Tyler começou a piscar lentamente, azulejos brancos tomaram o seu campo de visão e, quando saiu do transe confuso, conseguiu distinguir que estava em uma banheira; seu corpo nu imerso na água do peito para baixo.

Ele ofegou baixinho, o ato de poder abrir os lábios o ajudou a perceber que estava sem a fita, por isso umedeceu os beiços sentindo a aspereza e as rachaduras doloridas. Entretanto, suas mãos e pés não estavam livres, e ele sentia-se fraco demais para lutar atrás de liberdade. Na verdade, havia perdido as esperanças de um final feliz para o seu destino.

TLIAC (Frerard)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora