AMANTES DEMOLIDORES
ATENÇÃO ESTE CAPÍTULO CONTÉM DESCRIÇÕES DE VIOLÊNCIA EXTREMA, NENHUM PENSAMENTO OU AÇÃO DOS PERSONAGENS A SEGUIR TEM O OBJETIVO DE INCENTIVOS INADEQUADOS AO LEITOR.
Batidas ocas ecoaram na porta da casa de Gerard.
— Senhor Gerard Way? O senhor está em casa? — Dr. Matinez olhou para o aglomerado de mato que tomava a lateral da residência, o abandono era evidente. Ele suspirou e bateu uma última vez. — Senhor Way?
Nenhum sonido ressoou do interior, e Matinez se deu por vencido. Retornou pelo caminho de cascalho em direção ao seu carro estacionado à calçada e, quando alcançou a saída da cerca, foi pego pelo frear brusco de um carro branco que parou atrás do seu.
Bert saiu apressadamente do veículo e intercalou o olhar para ambos os lados da rua; atento. Aproximou-se de Matinez com desconfiança, pois não o conhecia.
— Senhor Gerard Way? — perguntou o médico, o vendo pender a visão para a maleta preta em sua mão. — Eu sou o doutor Matinez, o seu avô me pediu...
— Ele está bem? — disparou Bert.
— O quê? — Matinez se viu confuso. — O senhor não é o Gerard?
— Não — respondeu Bert. — Eu sou o amigo dele.
— Ah! — Matinez sorriu. — Me desculpe. Eu bati na porta, mas ninguém atendeu.
— Deixe me ver — disse Bert, ultrapassando a entrada do cercado para a trilha de cascalhos, e Dr. Matinez o seguiu pelo caminho de volta.
— Gee?! — chamou Bert, porém não houve resposta. Virou a maçaneta, e a porta abriu.
— Com licença — pediu Matinez ao adentrar com ele.
Eles seguiram até o sofá onde Gerard estava deitado encolhido. Dr. Matinez reparou que a luz de teto estava acesa e observou uma jarra e um copo cheios de água sobre a mesinha de centro.
— Gee? — chamou Bert, o tocando carinhosamente no ombro. — Ele está dormindo.
— Eu posso dar uma olhada nele? — pediu Matinez, e Bert o deu espaço. — Senhor Gerard Way? — chamou-o, mas não houve reação deste. Então o médico pôs a mão na testa dele. — Nossa! Ele está queimando em febre.
Dr. Matinez o virou delicadamente de barriga para cima, analisou os lábios esbranquiçados e rachados, a palidez anormal, a borda das pálpebras rosadas.
— Senhor Gerard? — chamou novamente, todavia não ouve sucesso. Matinez pegou um dos braços dele, percebeu um hematoma no antebraço, notou manchas vermelhas nas raízes das unhas. Logo abriu sua maleta apresentando uma variedade de utensílios médicos e remédios. Removeu um palito de madeira da embalagem plástica, segurou Gerard pelo queixo e enfiou o palito na boca dele ganhando espaço para ver.
O médico prostrou uma careta para o que examinava, sua expressão causou apreensão em Bert. Gerard se remexeu expulsando o palito da boca. Bert se sentiu mais aflito ao perceber a clara madeira suja de sangue.
— Quê — sussurrou Gerard, a voz pesada e cansada. Ele abriu os olhos, e Bert recuou dois passos em espanto.
— O que é isso?!
Dr. Matinez segurou a face de Gerard observando os olhos dele, toda a parte branca entorno das íris estavam tomadas pelo vermelho vivo, a remela ao canto tinha um tom escuro quase preto.
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TLIAC (Frerard)
FanfictionEM HIATUS REVISÃO: SINALIZANDO NO CAPÍTULO. 1ª temporada → O Pen Drive Direto da teoria do último, um pen drive causa mudanças no destino das mãos em que passa. Através de um golpe ambicioso, o caos ameaça a cidade de Crosfilt. Após um acidente in...
