Um Way No Stump Bar

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Frank estava sentado à modesta bancada retangular da pequena cozinha. Sobre a estrutura se encontrava um notebook, o crachá que usara na noite do acidente, um prato e um copo vazio. Tinha o hábito de almoçar ali, normalmente só usava a mesa quando estava com visita. Almoçar enquanto navegava na internet era um vício prejudicial, porém inevitável. Uma das mãos segurava o drumet frito que mordiscava, com a outra, digitava o nome descrito no cartão: Robb S. Iero.

Ao clicar em enter a página de pesquisa apresentou o nome completo como opção.

- Robb Sallen Iero. - Frank leu em cochicho, clicando sobre o nome e depois em imagens.

Um monte de fotos do Robb preencheu a tela e Frank passou a observar as fotografias com curiosidade. Ele afastou o drumet dos lábios e o devolveu ao prato dando mais atenção a tela. Analisava cada detalhe das fotos. Robb aparentava ser muito simpático, era gordinho, usava roupas excêntricas, tinha umas bochechas fofas, aspectos joviais e belos olhos âmbar.

Um sorriso foi nascendo gradualmente nos lábios de Frank conforme rolava a tela. Robb parecia ser muito legal, e Frank estava ficando empolgado em fuxicar mais. Sendo assim, voltou para a tela de informações disposto a ler tudo o que encontrasse sobre ele.

****

Simon passou as mãos pela barriga satisfeito com a refeição. A mansão estava tão silenciosa. A maioria dos Ieros estavam fora; outros estavam escondidos em seus cantos. Almoçar sozinho naquela imensa copa era uma raridade e Simon não sabia se estranhava ou admirava aquilo. Sua visão vagava pelo luxo imperial do cômodo, era tudo majestoso sobre a sombra de algo sobrenatural; era fantástico. Ele suspirou extasiado se ajeitando na cadeira, seus olhos eram fisgados pela presença de Leto que adentrava pela larga entrada principal da sala.

- Você aqui tão cedo? - Simon franziu o cenho.

- Você sabe que eu não preciso de muito tempo. Sou bom no meu trabalho. - Leto alegou dando passadas largas em direção ao tio. - Está pronto para ouvir o que eu já consegui descobrir sobre Carlos Way? - Puxou uma cadeira mais próxima a ele e se acomodou.

Simon se desencostou da cadeira debruçando sobre a mesa, cruzou os braços e voltou toda a atenção ao sobrinho:

- Comece a falar. - autorizou com expectativa.

- Carlos é o filho mais velho de Trajano...

- Espera. O mais velho? - Simon franziu o cenho novamente.

- Sim. Ele tem quarenta e seis anos.

- Impossível!

- Ele tem quarenta e seis anos. - reafirmou Leto, e Simon teve que encarar seus belos e chamativos olhos azuis por alguns segundos para cogitar em acreditar.

- O cara parece ter menos idade do que eu. Eu daria trinta e cinco, ou trinta e seis para ele. Como isso é possível? Aonde ele esconde a fonte? - Simon se prostrou impressionado e um tanto indignado ao mesmo tempo.

Leto deu de ombros.

- A gente precisa descobrir. - Simon acrescentou, e o sobrinho riu:

- Você ainda continua sendo mais bonito do que ele. - Disse de modo a confortar o tio.

- Own, obrigado! Me sinto dez por cento melhor agora.

Leto sorriu divertido:

- Tá! Mas voltando ao ponto que mal começamos. - Ele voltou a ficar sério. - Parece que Trajano tem certa preferência por ele. O filhinho do papai. - Leto ironizou e Simon arqueou uma das sobrancelhas de modo a contribuir com o deboche. - Mas não é só porque ele é o primeiro filho, e sim, porque segundo algumas fontes esse tal Carlos é diferente.

TLIAC (Frerard)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora