EM HIATUS
REVISÃO: SINALIZANDO NO CAPÍTULO.
1ª temporada → O Pen Drive
Direto da teoria do último, um pen drive causa mudanças no destino das mãos em que passa.
Através de um golpe ambicioso, o caos ameaça a cidade de Crosfilt.
Após um acidente in...
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De volta ao seu lugar ao balcão, Frank sentia-se completamente atordoado. O recente acontecimento rodopiava em sua cabeça. A tensão permanecia em seu corpo. O que está acontecendo comigo?
Não havia mais paz, apenas o seu velho eu instável. Tinha certeza de que a culpa era de Gerard. Era ele quem influenciava seu desequilíbrio, que mexia com seus nervos, que infernizava sua vida. Ele sempre fora o problema, a maldita pedra em seu sapato, o espinho na sua carne. Agora o desgraçado o havia beijado. Como teve a ousadia de fazer isso? Frank queria esganá-lo.
Será que ele está a fim de mim? Frank negou a possibilidade com todas as forças. Este não podia ser o motivo de ele o ter tirado daquele carro. Mas devia existir uma explicação. Ah, que inferno! Estava tão bem em Hilst com Bob e sua família. Por que fora voltar para Crosfilt? Porcaria de cidade! Porcaria de Way! Porcaria de vida!
— Está tudo bem, Frank? — questionou Joe, curioso com o conflito do colega.
— O quê?
— Cara, você não parece nada bem. Cadê aquele rapaz que entrou por aquela porta há pouco?
— Eu não sei, Joe. — Frank arfou, só existia uma coisa a culpar: — É esta cidade! Este lugar detestável! — Sua voz saiu mais elevada do que gostaria e chamou a atenção de Patrick. — Eu nunca devia ter saído de onde estava. Não devia ter voltado...
— Relaxa, Frank! Quer mais uma cerveja? — ofereceu Joe.
— Não. Preciso de algo mais forte.
— Temos uísque.
Frank demonstrou nojo pela alternativa. Uísque era exatamente o cheiro que estava impregnado em Gerard e que, agora, parecia preso em si.
— Qualquer coisa, menos uísque.
— Tudo bem! — Joe, sorridente, seguiu para um dos freezers. Preparou sobre a tampa uma pequena bandeja com um limão partido em quatro, sal e uma dose de bebida cristalina.
Patrick disfarçadamente observou Frank imerso em angústia.
— Aqui está! Saindo uma Agave-azul — Joe colocou a bandeja sobre o balcão e a empurrou delicadamente em direção a ele. — Dizem que é o melhor remédio para impactos... Talvez não seja a cidade, mas sim você colidindo com seu habitat outra vez. Bem-vindo de volta! — desejou antes de ir atender um grupo de garotas em outro ponto do balcão.
Frank reconheceu: não estava sendo um retorno fácil. Virou a dose de uma só vez, ignorando os acompanhamentos da bebida; o rosto contraiu-se pelo líquido ardente. Deu um suspiro longo enquanto tudo lhe queimava por dentro, apartando alguns pensamentos. Mas Gerard não cooperaria com o seu conforto. De todas as brechas no balcão, ele tinha que voltar logo para o seu lado? Frank fingiria que ele não existia.
A falsa indiferença foi o combustível para trazer as provocações de Gerard à tona. O observou persistentemente, tinha um ar de sorriso travesso no canto dos lábios. Era muito fácil e divertido irritá-lo. Movimentou um copo vazio para a ponta da bancada e, com a ponta dos dedos, o atirou pelo precipício. O estalo alto dos cacos de vidro ecoou, chamando a atenção de quem estava por perto.