Ao Encontro do Delícia

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48 horas antes...

Sons de batimento cardíaco, o reflexo do inimigo, o gelo do pânico e o tempo passando pausadamente. Era assim que tudo terminava? Sem direito a despedida? Sem direito a reconciliação? Sem direito a nada? Não!

Pense rápido. Morte, escuridão, todos os laços cortados, todas as coisas incompletas, morte, morte e morte. Quando vem urgente e rápido, você nem sequer nota. Mas quando você ver, por mais que seja em uma fração de segundos, há uma opção: ou pede perdão, ou dar o seu jeito. Billie podia pedir perdão por todos os seus pecados - não que ele nunca tenha pedido -, mas é uma façanha natural do seu instinto tentar dar sempre um jeito nas coisas.

Em um segundo um movimento pode ser feito, como o flexionar de um dedo. Agora pause está imagem: Carlos com uma arma apontada, o dedo no gatilho e muita convicção na pontaria. Billie congelado pelo pânico com uma grande carga de adrenalina, os olhos arregalados e mirados no reflexo de Carlos no vidro da banca de revistas.

Três metros à frente tem um cruzamento, oito metros atrás Carlos, dois metros à direita lojas fechadas e dois metros à esquerda a estrada vazia. Dessa vez deixe tudo fluir lentamente: o dedo pressionando o gatilho, Billie abaixando a cabeça, a bala saindo da cápsula, os filetes de fogo da pólvora assim que sai do cano, a bala cortando o ar em direção a ele, escapando pelas pontas dos fios de cabelos que balançaram. Um sopro de morte. Os pés e o corpo movendo-se em direção ao cruzamento virando à direita, a segunda bala raspando em seu braço, as minúsculas gotas de sangue escapando.

Se você conseguiu ver isso de modo ampliado, lento e nítido. Você acabou de assistir cada segundo e tudo que pode acontecer na questão de um minuto. E foi exatamente isso que aconteceu com Billie. Parece um filme para os outros, mas não para ele.

Billie correu o mais rápido que podia. Carlos adentrou no carro e partiu atrás dele. Billie desviou de obstáculos como árvores, bancos, mesas e cadeiras fixas da área externa das lanchonetes. Esbarrou em latas de lixo que caíram, e em placas de lojas que ficaram fora da posição.

Estava desesperado, completamente movido pela brasa da emoção. Cortou caminho por um beco que dava para a Rua Maxwell, a maioria dos bares de ambiente externo estavam fechados. As pessoas que andavam pela rua o olhavam com curiosidade. Billie não pediu ajuda a ninguém apenas continuou correndo. Antes de alcançar o fim da rua, ele viu o carro de Carlos emergir de lá vindo ao seu encontro com velocidade. Portanto, retornou o caminho.

Carlos abaixou o vidro do carro e sacou a arma. Pessoas que viram correram, outras se abaixaram atrás de veículos estacionados. Houve gritos femininos e olhos assustados.

O Centro de Crosfilt dar a impressão de estar em um labirinto. As ruas mais famosas do Centro são ligadas por becos, isso para que os turistas tenham fácil acesso entre elas sem precisar dar muitas voltas. No caso de Billie, isso era uma grande vantagem para a sua fuga. Mas todo cuidado é muito pouco quando se trata de Carlos Way.

Billie entrou em um novo beco, desta vez à esquerda. Atravessou para o final da Rua Meristrip e acessou outro indo para a Combox. A maravilhosa rua das culinárias estava a todo vapor. Grande parte do comércio estava cheio, feiras ainda estavam postas ao meio da rua, pessoas tomavam grande parte do espaço, carros não tinham acesso à rua em certo ponto.

Billie se viu perdido, seus olhos procuravam por Carlos no meio da multidão. Tocou superficialmente em seu braço ferido, sua mão ficou manchada com o seu próprio sangue. Ardia, queimava, latejava. Encurvou-se, a respiração estava acelerada e o coração agitado. Era isso. Acabou? Estava a salvo?

Não! Não estava.

De repente Carlos apareceu entre as pessoas, o telefone no ouvido, os olhos cravados em Billie. Seus olhares se encontraram. Carlos desligou o telefone e o guardou no bolso passando a andar em direção a ele. A mão ameaçava a tirar Little Baby da cintura. Billie não demorou para voltar a correr.

TLIAC (Frerard)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora