*ATENÇÃO ESTE CAPÍTULO CONTÉM DESCRIÇÃO DE CENAS FORTES, NENHUM PENSAMENTO OU AÇÃO DOS PERSONAGENS A SEGUIR TEM O OBJETIVO DE INCENTIVOS INADEQUADOS AO LEITOR.*
O restante da madrugada passou como um trem que avança uma estação. E quando os Crosfiltinianos pensaram que poderiam aproveitar mais dez minutos, ou séculos, em suas camas, os despertadores berraram os alertando de que tinham obrigações.
Diferente de todos os outros, o pobre despertador de Frank estava completamente mudo. Isso porque certa vez o dono fez questão de tacá-lo na parede ao que ousou o acordar em um dia de mal humor. Depois dessa data o coitado nunca mais tocou. No entanto não era preciso, pois um ressacado Way já despertava automaticamente.
Gerard se remexeu apertando os olhos, e suas mãos foram de encontro a face. Sentiu a cabeça pulsar instantaneamente, e o corpo inteiro pareceu protestar ao fato de estar acordando. Ele notou algo deslizar sobre seu estomago em direção à barriga e aquilo o fez afastar as mãos do rosto e abrir os olhos. Avistou o vasto teto branco, um reflexo perfeito da sua mente. Não se recordava de absolutamente nada além de ter bebido diversas doses de Whisky e aspirado uma quantidade considerável de cocaína.
Way emitiu uma careta pelas lembranças, uma fileira de altos julgamentos começou a preencher a sua mente e a dor de cabeça pareceu aumentar a cada vez que dizia a si mesmo que era um merda. Aquilo se tornaria um inferno, mas graças aos anjos ele percebeu que havia um peso sobre o abdômen. Seus olhos penderam para baixo e avistaram a mão de Frank, em seguida percorreram a área tão familiar. O cenho franziu, depois arqueou, e os olhos se esbugalharam ao focar em Frank ao seu lado totalmente absorto em sonhos. Gerard se sentou assustado, e a mão de Frank escorregou de sua barriga. Ele se levantou, e Frank se moveu para uma nova posição o dando as costas.
Gerard tateou brevemente o colchão e o criado mudo. Como? O quê? Onde? Por quê? Como foi parar ali? O que aconteceu? Estava chocado. Sua atenção foi roubada pela borda da manga da camisa social e ele alternou a visão entre os braços. As mãos apalparam a gola e todo o comprimento, então notou que estava sem calça. Mas que camisa era aquela? Como ele foi para dentro dela? Estava em uma festa de gala? Havia pulado no tempo e Townes foi na noite passada?
"O quê?" Pensou de sobrancelhas juntas.
Quando se atreveu a ergueu um pouco a camisa, notou que estava nu. Os olhos se arregalaram ainda mais, o foco se voltou para Frank e sua mente poluída imaginou diversas cenas quentes que poderiam ter ocorrido ali naquela cama. Os lábios tomaram espaço, se pegou completamente perplexo. Depois de tudo que Anna havia dito, como aquilo foi suceder? Que ninfomaníaco ele era! Que falta de amor próprio. Não! Gerard precisava sair dali o mais depressa possível antes que Frank acordasse. Portanto caçou suas roupas por todos os lados, elas não estavam em nenhuma parte da cama, ou dos criados-mudos, ou do chão, nem mesmo debaixo da cama. Ele correu para o banheiro na ponta dos pés e empurrou a porta - que estava encostada - com todo cuidado para não acordar o dorminhoco. Suas roupas também não estavam ali, não havia nada em cima da tampa do vaso, nada sobre o cesto de roupa suja, muito menos sobre a bancada da pia.
- Droga! - Ele cochichou retornando para o quarto.
Dando uma última olhada em Frank só para comprovar que continuava cochilando, Gerard se encaminhou silenciosamente para a sala. A porta do quarto emitiu um pequeno zumbido ao que ele tentou fechá-la, e o coração disparou ao que Frank se moveu novamente na cama, porém quando este estagnou em uma nova posição Gerard pôde respirar em alivio. Optando por não correr mais risco Way largou a porta como estava.
Ao atravessar a sala e descer o pequeno degrau para a copa, ele se deparou com a bagunça. Havia uma mistura de cacos, pequenas pedrinhas brancas e outras um pouco maiores em tom marrom espalhadas a certa distância ao lado direito da mesa em direção à cozinha. Sobre o chão também estava as flores, o caminho de mesa branco de crochê e um saleiro pequeno de plástico. Como aquilo tinha acontecido? Mas o que eles fizeram? Gerard criou mais cenas de um sexo selvagem, no qual Frank o colocava sobre a mesa e eles derrubavam tudo atrás do deleite. Droga! Por que não podia se lembrar daquilo? Queria recordar ao invés de ficar idealizando tudo. E além do mais, como Frank pôde fazer isso com ele? Se aproveitar de sua embriagues para levá-lo para a cama, para fazer um sexo aparentemente voraz do qual não se pode rememorar.
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TLIAC (Frerard)
FanfictionEM HIATUS REVISÃO: SINALIZANDO NO CAPÍTULO. 1ª temporada → O Pen Drive Direto da teoria do último, um pen drive causa mudanças no destino das mãos em que passa. Através de um golpe ambicioso, o caos ameaça a cidade de Crosfilt. Após um acidente in...
