— Desculpe se o vilão aqui quer somente o seu bem.
— Tanto faz! Que seja! Tá aqui o seu dinheiro! Agora você pode desaparecer.
Gerard abriu os olhos, a lembrança do último trecho da discussão com Billie não saia de sua cabeça. Encarou o teto do quarto. Era uma terrível manhã de tormenta. Remexeu-se na cama, virou-se de lado e passou a observar Bert emaranhado ao felpudo cobertor.
Durante a madrugada, o ex havia se deitado ao lado de Gerard o consolando com um carinho na cabeça até que pudesse dormir, porém foi o primeiro a cair no sono, enquanto Gerard gastou mais algum tempo meditando sobre o caos.
Bert dormia como um anjo, tinha um sono pesado, porém parecia sereno. Gerard sorriu, Bert era um amor.
Max costumava a fazer aquilo. Toda vez que Gerard estava deprimido ele deitava ao seu lado e não pregava os olhos antes que dormisse. Sempre nas datas da morte de Elizabeth, Gerard ficava muito melancólico, e Max sempre estava lá para confortá-lo. Lembrar do melhor amigo em uma manhã como aquela fez os olhos de Gerard lacrimejar.
Não demorou para ele levantar da cama e fazer o que estava acostumado a fazer quando ficava muito triste: ir se lamentar para as paredes sob o chuveiro do banheiro. Quando aquilo amenizou, respirou fundo frente ao espelho, pronto para encarar aquele novo dia.
Gerard foi para a cozinha, fez o café, serviu-se uma caneca e com ela em mãos analisou o vazio e o silêncio do cômodo. As persianas escondiam o que havia afora. Não havia claridade; exceto a luz do teto. Apesar de bonita, sua casa, de uns tempos para cá, parecia um reflexo de Parkson.
— Bom dia! — Bert o roubou a atenção entrando no cômodo se despreguiçando demoradamente.
— Bom dia! — Gerard sorriu. Ter uma voz em casa, alguém em casa – diferente de segundos atrás – era muito bom.
— Como você está? — Bert perguntou se aproximado e o dando um beijo na bochecha.
Gerard pensou por alguns segundos, então respondeu:
— Eu não sei. — Viu Bert pegar uma das canecas do suporte. — Irei procurar o Billie de novo. — Disse enquanto o ex se servia um pouco de café.
— Ontem você disse que a casa dele estava revirada. Certo? — Bert comentou pondo a garrafa no lugar, pegando a caneca e voltando a atenção para Gerard.
— Sim. — Respondeu Gerard enquanto Bert bebericava o café.
— Está muito bom. — Comentou sobre a bebida.
— Obrigado! — Gerard deu um pequeno ar de sorriso.
— Você tem alguma ideia do que possa ter acontecido com ele?
— Não. — Gerard mentiu, mesmo sabendo que era errado, mesmo se sentindo mal por isso. — Mas não estou com um bom pressentimento. O Billie continuava metido com coisas erradas. — Suspirou. A consciência o cobrava pelas palavras. — A gente teve uma discussão. Eu disse pra ele desaparecer. — Pausou. — Eu não esperava que isso fosse acontecer. Eu estava nervoso. — Gerard explicou. Seus olhos lacrimejaram, portanto, pendeu a cabeça.
— Oh, Gee! Não fique assim. Essas coisas acontecem. Olha, eu acredito que ele está bem. Notícias ruins correm rápido! E o Billie sempre foi bom em fugir. Ele deve estar escondido em algum lugar. Seja lá qual foi o problema que ele se meteu. Ele sempre dar um jeito de escapar.
— Eu sei. Mas não posso parar de procurar. Não consigo.
— Eu te entendo, e também apoio. Você já o procurou por aqueles buracos que ele se metia?
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TLIAC (Frerard)
FanfictionEM HIATUS REVISÃO: SINALIZANDO NO CAPÍTULO. 1ª temporada → O Pen Drive Direto da teoria do último, um pen drive causa mudanças no destino das mãos em que passa. Através de um golpe ambicioso, o caos ameaça a cidade de Crosfilt. Após um acidente in...
