A FERRO E FOGO
Rufem os tambores meus queridos, porque o rumo desta festa está prestes a mudar e a prova disso não eram somente as nuvens que vinham ao leste, mas sim o impacto que a presença Leto Iero causou.
O contraste da euforia dos demais, com o desconforto dos Ieros e a desconfiança dos Ways pesou muito o clima do evento. Toda uma reação perante a um rapaz que sempre soube demais. O modo cismático deixava claro que muita gente ali tinha um rabo preso. E já que ninguém estava disposto a perdê-lo de vista, por que não aproveitar a oportunidade para se divertir um pouquinho? Leto sorriu ao comer um dos morangos da tigela sobre a mesa banquete, certamente não iria deixar de aproveitar a oportunidade.
— Não deixem ele se aproximar do Simon — decretou Ema aos seus filhos que estavam perto de Ryan e Welt. — Avisem aos outros.
— Ele é um nada. Não sei por que vocês têm tanto receio desse cara. Ele não passa de um fogo de palha — disse Ryan, entediado.
— Meu amor, você chegou aqui ontem. Você não faz ideia de com quem está lidando. Mas eu conheço muito bem esse daí. Se ele veio aqui, acredite em mim, ele vai arruinar os nossos planos. — disse Ema.
— Ele não seria louco — rebateu Ryan com grande tranquilidade.
— E como pode ter tanta certeza? — indagou Diego, e Ryan sorriu confiante.
— Se quiserem vão em frente com esse papel ridículo. Eu prefiro confiar nas minhas cartas.
— Cuidado... — disse Sany, conquistando a atenção dele. — Não devia fazer acordos com o diabo. — Ela seguiu em direção ao Baker e Dominic, que estavam acomodados a umas das mesas do vasto gramado.
Ryan arfou, irônico.
— Vamos seguir o plano. Avisem aos outros, não tirem os olhos dele — reforçou Ema, antes de ir pelo mesmo caminho que sua filha.
Diego e Ryan passaram a dialogar sobre outros assuntos, mas Welt se absteve desta conversa, porque agora só tinha olhos para o suposto diabinho da cidade. Um pequeno sorriso de canto, um olhar instigado, uma mente que dizia: hm, interessante!
— Você está ficando a cada dia mais lindo e trevoso. — Lucrécia abordou seu filho de supetão ao que ele havia se virado para confiscar outro petisco da mesa.
— Não me diga — disse Leto, pegando um dos canapés. Virou-se de frente e se encostou na mesa de modo despojado contemplando por um momento a beleza dela. — Eu tive a quem puxar.
— Você não viria aqui à toa, certo? — indagou Lucrécia, desconfiada. — Promete para a mamãe que não vai aprontar nada. Eu estou tentando sobreviver até o final desta festa.
— Não me peça promessas que sabe que não vou cumprir.
— As coisas estão muito esquisitas hoje. Então, me diz que você sabe de algo? — Ela o olhou com esperança.
— Sei que você está a salvo. E por isso me deve um favor.
— Como assim? — Ela se viu confusa.
— A meia-noite você vai entrar no seu quarto. E você não vai sair de lá. Não importa o que você ouça. Vai ficar lá quietinha.
— Por quê? — Encarou-o de modo aflita. — Perguntei. Por quê?
— É a única coisa que você precisa fazer.
— O Simon... — Lucrécia engoliu a seco. — E o Simon? O Simon... — Começou a se desesperar quando tudo estava ficando muito obvio para si. — Me diz que você pode fazer alguma coisa...
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TLIAC (Frerard)
FanfictionEM HIATUS REVISÃO: SINALIZANDO NO CAPÍTULO. 1ª temporada → O Pen Drive Direto da teoria do último, um pen drive causa mudanças no destino das mãos em que passa. Através de um golpe ambicioso, o caos ameaça a cidade de Crosfilt. Após um acidente in...
