Um Banho de Sangue

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UM BANHO DE SANGUE


ATENÇÃO ESTE CAPÍTULO CONTÉM DESCRIÇÕES DE VIOLÊNCIA EXTREMA, NENHUM PENSAMENTO OU AÇÃO DOS PERSONAGENS A SEGUIR TEM O OBJETIVO DE INCENTIVOS INADEQUADOS AO LEITOR. 

— Eu me chamo Robb Iero. Sou o seu primo — O emocionado homem estendeu a mão em cumprimento.

Frank pendeu o olhar para a mão de Robb sentindo as emoções reacenderem em seu interior.

— Não! — Ele negou com a cabeça. — Eu já passei por muita coisa hoje. Eu não posso lidar com isso agora. — Gesticulou com as mãos como se quisesse apartá-lo.

— Por favor... — Robb abaixou a mão, mas deu dois passos em direção a ele, seus olhos marejando instantaneamente. — Não me afaste. Eu passei vinte anos da minha vida te procurando. — Piscou várias vezes, mesmo assim, as lágrimas escorreram em seu rosto. — Vinte anos. — ressaltou com suas mãos trêmulas de comoção. — Eu posso pelo menos te dar um abraço? Por favor? — pediu o deixando sem reação.

Antes mesmo que Frank pudesse responder, Robb o envolveu em um abraço apertado. Fechou os olhos sem se importar com as lágrimas, um misto de alívio e alegria palpitava em seu peito. Enfim encontrou o que tanto procurou depois de tanta luta e sofrimento, havia sido o único que não havia perdido a esperança, o único que perseverou até o fim e finalmente conseguiu. Parecia um sonho!

O carinho e o amor que fluía de Robb sensibilizou Frank fazendo os seus olhos lacrimejar espontaneamente. Aquele abraço demorado, apertado e acolhedor sem dúvidas o marcou de um jeito que ficaria em sua mente por um bom tempo.

Robb se afastou minimamente e o tateou nas laterais do rosto.

— Olha só para você — Ele fungou e sorriu. — Oh! — O abraçou de novo. — Você está em casa agora — disse o beijando no ombro em seguida.

Matthew se viu emocionado os assistindo, mas pigarreou se contendo.

— Você não pode aparecer aqui assim e fazer isso — falou Frank.

— Eu posso sim. — Robb se afastou um pouco outra vez e o acariciou na lateral da cabeça. — Eu dediquei a minha vida a isso. Não pode me pedir para não agir como um louco agora. Eu não posso conter esses sentimentos. Não posso conter essa felicidade. — Arfou segurando as mãos de Frank de um modo muito amável como se ele fosse um objeto delicado e valioso. — Eu sou a sua família. — Seu olhar singelo o desestabilizou.

Frank não sabia o que fazer.

— Você não é a minha família — disse ele, sua voz era quase um sussurro.

— Eu sou sim — afirmou Robb, gentilmente.

— Eu estou com muitos problemas agora...

— Tudo bem, eu entendo. É muito cedo, mas... — Robb suspirou passando a secar as lágrimas com as mãos. — Eu posso só ficar com você um pouquinho?

Frank ficou sem palavras, olhou para Matthew que sorriu e acenou o dando apoio, então voltou a olhar para aquele homem afetuoso a sua frente e se viu vencido pela incapacidade de ser rude com alguém tão doce.

O olhar de Robb era reparador e empolgante quando adentrou no apartamento 102. Parecia explorar um novo mundo, tudo sobre Frank era curioso e inédito, mal podia esperar para descobrir mais sobre ele, contudo tinha consciência de que teria que ir mais devagar, apesar da vontade absurda de desvendar rapidamente todos os enigmas.

TLIAC (Frerard)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora