Townes: A Maldade Na Terra | Parte 1

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Townes: A Maldade Na Terra


Intrépido era o extinto no olhar de Carlos fissurado com o alvo à frente. O silenciador no cabo de sua arma iria evitar o alarde do maior crime já cometido dentro da reserva em Imperious.

Ray estava próximo de alcançar a entrada. Sobre a tensão de seu grande momento estar chegando, não percebeu em nenhum momento que Carlos estava perto de fazê-lo dar adeus a tudo aquilo.

Embora Crosfilt fosse muitas vezes injusta, desta vez ela contribuiu com o sonho tão almejado de um homem perverso. E sabe se lá o porquê aquela cidade o protegia, talvez fosse porque Ray não era o único a ter que pagar e se seu sonho morresse naquele exato momento muitos outros débitos ficariam pendentes.

Quando Carlos ameaçou a apertar o gatilho sentiu uma forte fisgada na nuca e instantaneamente seu corpo ficou lento e pesado. Ao levar a mão ao local removeu um pequeno dardo cujo vidro tinha a letra A grafada. Desentendido, bambeou ao sentir a ausência de equilíbrio, as coisas ao redor estavam saindo do lugar, era confuso e girava. Tombou para trás, mas Paul o segurou e o deitou com cuidado de modo a não causar alarde e chamar a atenção do homem que seguia mais a frente. E Carlos viu os detalhes do palácio cada vez mais distante, assim como a face indistinguível da pessoa que o encarava. Havia um pesar em seus olhos e uma impressão de estar se esvaindo, que no fundo era até bom. Era bom dormir.

Paul sorriu enquanto Carlos fechava os olhos.

— Que tal um passeio, Sr. Way? — ofereceu retirando a arma da mão dele. A guardou entre o cós da calça. Em seguida o pegou pelos braços. — Você vai conhecer alguém inesquecível hoje — cochichou o arrastando em direção ao gramado.

Ray adentrou em uma sala que dava acesso ao palco de apresentações. O cômodo estava cheio, havia gente da equipe de produção e integrantes de outras famílias participantes que se preparavam para se apresentar. Através do acesso, Ray teve a visão do palco onde viu um integrante da família Shadows na reta final da apresentação do projeto.

— Senhor Toro, o senhor é o próximo — abordou uma das mulheres que usava um fone, rádio comunicador e um macacão preto informando produção nas costas. — Onde está o projeto? Não nos foi entregue o seu material.

— Está aqui. — Ray apontou para a sua cabeça. — Não se preocupe.

— Tudo bem. O senhor está pronto? Entrará em cinco minutos — assegurou ela.

Ray assentiu. Estava pronto há muito tempo e tinha se preparado há dias para este momento. Sabia exatamente cada passo que iria dar, tinha deixado algumas coisas no esquema antes de Townes. Ninguém percebeu o que tramou por baixo dos panos, ninguém sabia o que havia feito antes para chegar exatamente ali.

Uma semana antes...

Ray entrou em contato com Leto por telefone enquanto degustava uma bebida acomodado ao balcão do Carbana bar, na Rua Maxwell, no Centro de Crosfilt. Durante a ligação disse ao astuto Iero que precisava de uma nova equipe de segurança, pois não poderia contar com os da família após a noite de Townes.

— Você já ouviu falar no território negro? Eu conheço um cara excepcional. Ele é extremamente fiel, um verdadeiro cão de guarda — disse Leto enquanto descascava uma laranja com seu canivete sentado sob uma laranjeira ao meio da mata da Outlive no fim de tarde.

— Eu já ouvi falar, mas soube que mexer com isso é algo extremamente perigoso. Isso está além da minha ossada — comentou Ray.

— Confie em mim. O cara é bom e leal. Vocês nem são tão diferentes. Irão se dar bem. Eu posso negociar com ele por você. Ele vai montar uma equipe de acordo com o que você quer.

TLIAC (Frerard)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora