Townes: A Maldade Na Terra | Parte 2

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"A tal incrível loucura dos ébrios, não pode ser medida com as loucas aventuras do amor."

Sr. Jorge

De mãos dadas Frank e Gerard caminharam pelo corredor do prédio em direção a porta do apartamento 102. Não havia um só segundo em que seus olhares perdiam o brilho, em nenhum milésimo faltava a química. O desejo estava em cada pequeno sinal; na forma em que seguravam as mãos, no modo em que sorriam e se entreolhavam.

— Essa era a sua melhor ideia? — indagou Gerard com um pequeno ar de deboche.

— Não reclame. Acabamos de dança em Townes. Milhares de pessoas gostariam de estar no nosso lugar.

— Cruzes, Frank. — Gerard sorriu enquanto o namorado abria a porta.

— Além do mais — Frank o puxou para dentro do apartamento, bateu a porta e o abraçou.

— Além do mais o quê? — questionou Gerard.

— Você é lindo. Eu não consigo pensar quando você me olha — disse Frank, encantado.

Gerard corou ao sorrir. Pendeu um pouco a cabeça de modo a esconder que a satisfação era tanta que o desconcertava.

— Não — reprovou Frank o fazendo erguer a face novamente. — Me hipnotiza — pediu roçando seus lábios no queixo dele.

Olhares fixos, olhares pendidos e olhares ávidos. O deslizar dos lábios, o encaixe lento e quente. Era como ondas se encontrando e quebrando na mesma direção, cada vez mais rápido, cada vez mais enérgico. Não é como se eles pudessem controlar o embalo; tocar sem bagunçar, beijar sem morder, travar brigas de língua e acalmar o que tinha entre as pernas. Era totalmente fora das rédeas, quanto mais fora e livre, melhor.

Frank o guiou em direção a mesa da copa.

— Lembra aquela vez que você acordou achando que eu tinha me aproveitado de você? — perguntou.

— Ahm! — gemeu Gerard.

— Eu te trouxe bêbado para cá. E você queria transar de qualquer jeito. Você passou as mãos pela mesa e jogou tudo no chão.

— Eu fiz isso mesmo?

Frank assentiu.

Gerard se soltou dele e se virou para a mesa passando as mãos sobre ela e jogando tudo no chão.

— Assim? — indagou com seu jeito líbido se virando novamente para ele.

— Exatamente. Depois você disse: vamos fazer aqui. Disse que queria fazer em cima da mesa.

— Eu disse? Em cima dela? — Gerard sorriu alisando a madeira fresca.

Frank assentiu o observando ali novamente daquele ângulo lembrando daquela noite. Mordeu levemente o bordo inferior, no mesmo segundo Gerard entendeu qual era a ideia que ele havia tido. Despudorado, o chamou com o indicador.

— Vamos fazer aqui — disse o puxando pelo paletó.

— Vamos? — Frank o cafungou no pescoço.

— Agora. — Gerard se viu necessitado.

Frank tirou a gravata borboleta dele, depois passou a desabotoar botão por botão da camisa social sem nenhuma pressa. Gerard se viu angustiado. Quando o namorado chegou ao último botão, achegou o quadril para frente esperançoso de algum carinho. Frank entendeu o que ele queria, até se viu tentado a afagar um pouco o volume dele, mas decidiu torturá-lo mais um pouco. Entretanto deixou de lado o fato de Gerard ser um homem muito impaciente.

TLIAC (Frerard)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora