EM HIATUS
REVISÃO: SINALIZANDO NO CAPÍTULO.
1ª temporada → O Pen Drive
Direto da teoria do último, um pen drive causa mudanças no destino das mãos em que passa.
Através de um golpe ambicioso, o caos ameaça a cidade de Crosfilt.
Após um acidente in...
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A mansidão se fazia presente no bar, mas algo obscuro pairava sobre a percepção de Patrick. Ver Frank, Gerard e Max juntos era uma cena impactante demais para si. Frank estava com toda a sua atenção voltada à tela do notebook de Max. Era impossível conseguir ouvir sobre o que falavam por conta do ruído das pessoas e da música ambiente. Mesmo assim, Patrick não conseguia evitar observá-los de longe. Algo negativo emanava daquele trio. Ele olhou para Joe. Era como se pudessem se comunicar telepaticamente; o sentimento era mútuo.
Gerard observou o modo como Max indicava vários detalhes na tela que apresentava um mapa. Explicava todo o trajeto do plano para Frank, que concordava com cada coordenada. Gerard se viu admirado com o amigo.
Lembrava-se do dia em que o conheceu. Max estava em um dos computadores do colégio, e Gerard o pegara no flagra enquanto hackeava o sistema para mudar as notas de todos os alunos. Aquilo fora divertido. Gerard sequer pensara em impedi-lo; pelo contrário, ajudou-o a escolher alunos "interessantes" para receberem zeros – como um certo Frank Iero.
Naquela época, Max era um rapaz destacado. Não fazia questão de ter amigos. Sempre estava sozinho e quieto pelos cantos. Invisível. Quando Gerard abruptamente entrou em sua vida tudo se reverteu, foi como se um holofote parasse sobre ele. Gerard era muito famoso por ser problemático e quem andava com ele não passava despercebido. Não demorou para ele obter a fama de gênio, como Gerard o panfletava aos quatro ventos.
Max deu uma pequena palma, e Gerard deixou as recordações.
— Vamos nessa?! — Ele esfregou as palmas, empolgado.
Gerard percebeu o receio em Frank, mas não estava disposto a dar tempo para uma possível desistência. Logo se levantou, incentivando-os a fazer o mesmo.
— Vamos!
Max desligou o notebook, o colocou de volta na mochila e pediu a Patrick para guardá-lo. O amigo os assistiu atravessar a porta para fora de seu bar. Sentia um aperto desconfortável no peito.
Eles entraram no carro de Gerard, mas foi Max quem assumiu o volante. Gerard ficou no carona e Frank no banco traseiro – sentindo o máximo desconforto de estar junto deles.
Gerard entregou a chave para Max, que reclamava sobre seu desmazelo:
— Há quanto tempo você não limpa esse carro? Nossa! Fede a bala Tusk.
— Eu gosto desse cheiro — comentou Gerard, desconcertado.
Frank manteve o foco nas ruas de Parkson que, sob o céu encoberto, pareciam ainda mais sombrias. A quietude do pequeno espaço o fez meditar sobre o porquê se prendeu àquela situação. Olhou-se pelo retrovisor interno; a claridade dos postes ressaltava suas íris verdes.
Vale a pena arriscar a minha vida por este cordão?... Tudo vale a pena por Ryan, pensou. Olhando para outro ângulo do pequeno espelho, ele viu Gerard distraído. Por que ainda não acabei com ele? A raiva tomou posse de seus desejos. Queria destroçá-lo como um animal feroz. Se tivesse uma corrente poderia enforcá-lo naquele exato momento, as pequenas argolas se afundando na pele pálida até que o ar não chegasse mais aos seus pulmões. Apertou a borda macia do banco ansiando o que imaginava: vê-lo morrer de forma lenta.