Puh... Puh... Puh... Puh... Sua ligação está sendo encaminhada para a caixa de mensagem...
— Droga, Billie! — Murmurou Gerard tacando o telefone celular sobre o estofado da sala. Estava preocupado, seu delícia nunca deixava de atender suas ligações. Era a sexta vez que tentava e nada do amigo dizer o famoso alô sarcástico que adorava ouvir. Isso era agoniante. Será que Billie estava tão chateado assim por ter sido um babaca com ele? Não podia ser verdade. Conhecia Billie o suficiente para afirmar que ele não era assim. Nunca foi do tipo que guarda rancor; sempre foi o cara que sorrir e distribui beijos mesmo que esteja machucado.
Gerard suspirou desistindo temporariamente de fazer uma comunicação melosa e cheia de pedidos de desculpas para o amigo. Caminhou para a cozinha, se serviu um café, precisava degustar sua querida cafeína para ver se o dia começava melhor.
Havia passado grande parte da noite acordado, se martirizando com todos os últimos acontecimentos em sua vida. Gerard estava muito apaixonado por Frank, mas acreditava que fez a coisa certa. Como poderia manter um relacionamento com Frank, sabendo que ele acredita que é o assassino do irmão dele? Gerard havia feito muitas maldades em sua vida, mas até ele tinha seus próprios limites. Não tinha orgulho de muitas coisas que fez no passado, por seu gênero difícil até saiu culpado de muitas outras que não fez. Entretanto na vida é assim, quando você é um pote sujo, toda a sujeira alheia se volta primeiro para você. A pior parte disso tudo é que Gerard não tem como se defender. Não podia dizer a verdade, não podia dizer o porquê estava lá e o que aconteceu. Mas de uma coisa tinha certeza absoluta; não havia empurrado Ryan. Carregar algo tão pesado que não é seu nas costas, parecia pior do que carregar seus fardos reais. Não era para ser assim, era para ser cabeça erguida e consciência limpa. Porém aquilo interferia tanto em sua vida, que até ele mesmo estava procurando por uma culpa naquilo.
Enquanto a Frank, não podia esperar que ele dissesse o que queria ouvir. Não podia esperar que ele se convencesse de que é inocente. Não podia exigir isso dele, porém também não conseguia aceitá-lo sabendo no que ele pensa.
Uma coisa Gerard não podia negar, o que disse sobre Bert e Max era a mais pura verdade. Ninguém tinha o dom de enxergá-lo como eles. Mesmo quando Gerard procurava o ódio, só encontrava o amor. Era como se eles vissem que não era nada além de um garoto frustrado e carente de afeto.
Max era mais destacado, sensível e tímido naquela época. Não dava para descobrir o quanto ele era fantástico se não entrasse no mundo dele e permitisse que ele entrasse no seu. Por outro lado, Bert era mais presente, o tipo roqueiro popular conhecido por cativar as pessoas, era persistente, com muita lábia para conquistar um sorriso. Gerard já tinha perdido o chão quando o viu pela primeira vez, olhos azuis brilhantes, sorriso simpático, jeito simples. Nunca se sentiu tão assustado em sua vida. Bert parecia ter ganhando uma nova meta: a de conquistá-lo. Tentava fugir, mas Bert o perseguia; tentava agredi-lo, mas ele sempre o prendia em um abraço; quando se metia em confusão, ele o protegia; quando estava triste e sobre pressão, ele tentava o consolar; quando se escondia, ele o encontrava; quando o pediu explicações, recebeu um beijo; quando as bochechas coraram, ouviu um eu gosto de você; quando começaram a ficar, ele o pediu em namoro. Então Gerard começou a mudar. Quando conheceu Max na sala de informática suas ideias eram as de tirar aproveito da inteligência dele, mas as mudanças que Bert estava causando em seu interior fez com que começasse a ver as coisas de modo diferente, fez com que ele criasse empatia pelas pessoas. Começou a enxergar Max com outros olhos, começou a analisar a vida dele, viu seus defeitos e qualidades, a forma que sorria sobre seus dramas, começou a se pôr no lugar dele e então descobriu coisas novas sobre si mesmo. Se jogou no universo de Max, e em reciprocidade o recebeu em seu mundo. Então com o tempo reconheceu que o que tinham era único, reconheceu que o amava. Melhor amigo, Gerard enfim havia entendido o sentido da palavra. Contudo Max estava além disso. Era como um irmão, sua única família. Depois disso ninguém mais importava para Gerard, além de Max e Bert. Isso até que um dia no intervalo, no pátio, seus olhos passearam pelas pessoas e identificaram Patrick ajeitando os óculos o qual usava, contando pedrinhas sobre a mesa de concreto envolto de jogadores e patricinhas. Com suas roupas comuns ele parecia tão desproporcional perto daqueles garotos de jaqueta, e garotas de saia curtinha. Era a nova obsessão de Gerard, um acanhando e apaixonado Stump. Só de pensar que toda essa mudança em si partiu de Bert.
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TLIAC (Frerard)
FanfictionEM HIATUS REVISÃO: SINALIZANDO NO CAPÍTULO. 1ª temporada → O Pen Drive Direto da teoria do último, um pen drive causa mudanças no destino das mãos em que passa. Através de um golpe ambicioso, o caos ameaça a cidade de Crosfilt. Após um acidente in...
